Poemas de Angústia
OUTRA PARTE DA DOR
Quando
contra ti
Se abrem terríveis as cortinas da Angústia
E dão voz às Lagrimas
Que Sobre o teu Rosto
Passeiam secamente
E ao mundo contra ti
Solenemente
Proclamam horas de desgosto
Sou eu que sinto
E não minto
A outra parte da dor que não toca
teu nebuloso coração,
esta parte da dor só a mim pesa
esta parte da dor só e mim pesa!
Só a mim MESMO...
A dor
Que tua alma não toma,
Parte que falta
Da dor que te dói
Em mim
Vive perdida
Partida
Refugiada
Dói amargamente
E dolorosamente.
Angústia de existir
Apatia notória
Gotas de lágrimas ocultas
Existência vazia
Essa falta de sentido
Caótica Modernidade líquida que nos contaminar
Se não estiver em conexão com os resquícios da alma.
Talvez essa dor nunca passe
Esse sofrimento nunca passe
Essa angústia de ser de verdade permaneça
Mas fui eu quem escolhi ser assim
Desde o céu
Aqui na terra é caótico
Há sofrimento, ilusões
E sofrimento, muito sofrimento
Para ambos os lados.
Antidepressivo não cura a angústia; ele apenas a disfarça, a controla, a anestesia momentaneamente.
A cura da angústia é ter a consciência de que leva uma vida angustiante, deprimente, triste.
E ter consciência é mudar a vida ruim que leva.
Mudar a vida angustiante que leva é se analisar, buscar o autoconhecimento, é questionar, olhar para dentro de si mesmo, é reconhecer os verdadeiros valores da vida, é mudar: mudar as crenças, os hábitos, as atitudes, as ideias, os pensamentos. Mudar o jeito que vive, é mudar de vida!
Vença a si mesmo, aniquile seus medos, derrote suas angustias, extermine sua ansiedade... sim você pode, você consegue. Conheça a si mesmo e você conhecerá a luz da tua alma...
- Flávia Abib
Errar é humano.
Mas errar sem concluir o ato… tem perdão?
Hoje sou responsável pela angústia que carrego no peito.
É uma dor que nasce da culpa — culpa de um erro cometido no impulso, capaz de colocar tudo a perder.
Deus não tem nada a ver com isso.
O erro foi único e exclusivamente meu.
Tento, às vezes, criar desculpas para um erro idiota que cometi.
Digo a mim mesmo que não cheguei a concluir, que fui vigiado, que nada aconteceu de fato.
Mas e daí?
Nada disso diminui a minha culpa, nem alivia a minha dor.
Hoje vivo no calabouço que eu mesmo construí.
Uma prisão feita de culpa, aperto no peito e solidão.
Carrego o medo do amanhã, o medo da espera, o medo do silêncio.
Já pedi perdão.
Já me desculpei.
Já prometi que não voltaria a errar.
Nada adiantou.
Chega um momento em que insistir deixa de ser amor e passa a ser negação.
E eu entendo: há coisas que não têm mais volta.
Sinto-me prisioneiro do que fiz.
Talvez, se o fim tivesse vindo apenas pelas incompatibilidades —
pela parte financeira,
pelo passado,
pela idade,
pela negativa de filhos —
a superação fosse mais fácil.
Mas não foi assim.
O que me resta agora é seguir a vida.
Mudar os hábitos que me levaram a esse erro.
Aprender com a dor.
Assumir o que fiz sem me definir por isso.
E, com humildade,
esperar que o futuro me encontre melhor do que fui.
ADMINISTRE
Administre seus medos, suas angústias e seus conflitos. Aceite-os com serenidade. As oscilações sempre existirão. Busque um caminho que lhe traga prosperidade e paz. Seja forte o suficiente para amparar a autoestima sem cair no mar de ilusões e sofrer com as neuras emocionais. Busque alternativas. A serenidade virá ao seu encontro e tudo leva a crer que valeu a pena lutar. Valeu a pena buscar novos caminhos. Valeu a pena viver até aqui. O que é seu está a caminho. Viva como se hoje fosse o último dia.
Café amigo-
Um café pra escrever,
escrever pra esquecer,
esquecer essas angústias
que pesam no peito
como chuva em telhado velho.
Por isso tomo café pra despertar,
despertar essa tal de alegria
que todo mundo fala,
mas que às vezes me esquece.
Mas que alegria?
Se sou só um poeta
que não aprendeu a amar,
que tropeça nas lembranças
e se esconde nas palavras.
Escrevo e esqueço,
o café só acompanha,
feito amigo calado
numa madrugada qualquer.
Escrevo pra me manter de pé,
pra dar sentido à dor
que o mundo finge que não vê.
E o café, esse velho cúmplice,
me aquece o vazio
que ficou de você.
Nessa vida vai experimentar a dor e angústia de um jeito que te rasga alma.
E sentimentos tão fortes, que parece que você está se afogado nos próprios pensamentos. Ai é o choro que lava sua alma.
Eu quero gritar e minha voz num sai.
Tudo passa e só um dia ruim nada é eterno e só mais um dia de guerra .
Levanta porque desisti num e opção pra você.😃🫡😭
As palavras têm poder!
Escrever me inspira,
fascina, seduz,
e às vezes,
inquieta e angustia!
Verdadeiramente,
é uma força mágica
que me realiza e alegra!
"SE O VENTO EM TI SOPRAR"
Se o vento em ti soprar
E a angústia aparecer
E a dor te assolar
Fazendo você sofrer
Se o vento em ti soprar,
sem ninguém ali pra ver
Todos querendo te derrubar
E você querendo desaparecer
Se o vento em ti soprar
Ele vai te socorrer
JESUS vai te ajudar
O milagre DEUS vai fazer!
Se o vento em ti soprar
Use a fé para te fortalecer
Busque a DEUS em 1° lugar
Que o milagre Ele vai fazer!
A angústia se instala no peito,
Um peso que sufoca, que aperta,
Uma névoa densa que cobre o horizonte
E a alma se perde na solidão.
A depressão, vil companheira,
Sombria e implacável em sua dança,
Cinzas que se acumulam no coração
E diluem as cores da realidade.
Mas em meio à escuridão que domina,
Há uma chama tímida, uma centelha,
A esperança que persiste, que insiste,
Guiando para a luz no fim do túnel.
Peito que dói na angústia
De um sentimento não correspondido,
Desejando o impossível,
Vivendo dias cinzas,
Bebendo a amargura da tristeza
Que faz a alma agonizar
Por amar... e não ser amado.
Meu amor, será que você deseja compreender
A angústia muda da minha solidão?
Não responda, por favor, se é só pra fugir,
Se você não entende, como pode estar comigo aqui?
Eu parei tudo pra tentar te mostrar
O caos que grita por dentro do meu peito
Mas você olha e não enxerga
Escuta, mas não sente
E eu me perco nesse esforço sem efeito.
Você chama de exagero
O que em mim é sobrevivência
Enquanto eu sangro em silêncio
Você chama isso de ausência.
Estou refletindo a tua incompreensão
Ela dói mais que a distância, mais que a negação
Não é falta de amor, é falta de visão
Você não me vê, e isso quebra o coração.
Expliquei com palavras simples
Desenhei com atitudes reais
Mas quem não quer entender
Nunca entende, nunca vai.
Cansei de traduzir sentimento
Pra quem não quer aprender a sentir
Meu cansaço não é fraqueza
É o limite de insistir.
Estou refletindo a tua incompreensão
Ela pesa, machuca, vira prisão
Amar sozinho é contradição
É gritar por dentro e receber indiferença em vão.
Talvez um dia você entenda
Quando a ausência fizer barulho
Que não era drama, nem carência
Era um pedido de cuidado, simples e puro.
ó mar,
porque está tão bravo?
vive angustiado
a afundar a naufragar ...
Tão grande e tão forte
tem ondas e correntes que provocam a morte
arde os olhos inocentes das crianças com a sua água salgada,
afunda a nau catrineta se se sente de forma zangada
Para quê isso tudo ?
É um ser mudo e expressivo,
sem membros e interativo
por o ter, dou-me por sortudo.
Para mim é alguém só e deprimido
que por isso vive amedrontado,
sem ninguém para conversar para além duns tantos peixes, sem nenhum amigo,
e por nós a ser maltratado !
As angústias dessa vida
Nos mostram o quanto
Somos fracos e dependentes
De nós mesmos
Temos uma força intrínseca
Que é capaz
De mandar parar
A dor
De organizar
A percepção sobre a vida
E dar movimento saudável
Para a alma
"Sem angústia.
Sem culpa.
Sem dor.
Sem morte.
Sem aflição.
Comigo Senhor,
sempre andarás..."
Amém!
☆Haredita Angel
Se tu sabes, dizei-me
Inexplicável angústia sinto. Sucintas são minhas semanas, mas duradouro é meu sofrimento.
Me pergunto como será meu túmulo: haverá rosas ou violetas? Estarei morta e esquecida... Para quem são as flores? Para o vivo ou para o morto?
Tão serena é a sepultura, mas tão inescrupuloso é o processo do verme que, carcereiro da minha carne, faz dela sobras. E isto, quem vê? As flores enfeitam e ocultam a verdadeira face da morte.
Entretanto, apesar da cética visão, devo acreditar que também na morte amor há. Pois, o que me sobrará se até minhas emoções e esperanças a terra ébria levar?
Quando foi, realmente, que começou? Ou quando acabou? Quando nasceu o meu atual "eu"? Sinto-me perdida em terras desconhecidas; sou soberana do nada e, pior: infeliz e assustada.
-Lana Levitskaya
