Poemas de Amor que Chega Arrepia
A menina ||
O líquido percorre a transparência do cristal.
Não chega à borda, não pode chegar.
A menina grita no silêncio, pede socorro, mas se controla, precisa parar.
Todos os dias, há tanto tempo que nem consegue contar.
Mais um dia, mais uma luta, mais um passo a dar.
E a vida se passa e ninguém a notar.
Ela sorri a disfarçar, sim precisa ficar.
Rimas pobres, diretas ao ponto, quem julgará?
A preocupação não é com rima não.
Quero aqui é denunciar
O descaso com a menina que vive a chorar.
Ela vê irmãos a brigar.
Pobreza, solidão, nenhuma compaixão.
Pessoas estranhas em sua casa entrar.
A tristeza , o medo e o desespero vão formando o vulcão, que um dia entrará em erupção.
Não, não desta vez, ainda não.
Ela lê, estuda com muita atenção.
Apenas na escola porque é a única opção
Chega em casa não tem nenhum canto de paz,
Isso ainda não parece nada demais.
Mas agora ela olha para a professora e não mais consegue ouvir sua voz,
Perdida em sua tristeza,
Sente apertar-se os nós.
Aos 13 anos já vai aprendendendo a se virar
Um trocado aqui e outro ali, ainda nada demais.
Aos 15 o esquecido vulcão dá sinais. Não , não é agora não.
Aos 17 para a escola voltar não quer mais.
Ela grita, por dentro.
Grita para si mesma. A agonia e o desespero tomaram conta.
Só depois de muito tempo conseguiu ser notada.
Ainda bem que não foi Tarde Demais.
Ainda bem que não foi Tarde Demais.
Ainda bem que não foi Tarde Demais.
O novo quando chega
O que tá vira passado,
É preciso evoluir
Mas que fique explicado,
Rio é como provérbio
Nunca fica ultrapassado.
água preta o rio da minha infância.
Liko Lisboa.
Chega mais perto, pode se aproximar.
Chega bem manso, mas sem me acalmar.
Não me faça dormir, mas também não me faça acordar.
Quero viver este sonho como se não houvesse amanhã.
Mas se o amanhã nem existe, então pra que me preocupar?
Chega com tudo, mas sem me machucar.
E tenha cuidado, eu posso revidar.
Não me faça perder tempo, eu odeio me atrasar.
Não me diga o que fazer, não costumo obedecer.
Olhe fundo nos meus olhos e tenta me reconhecer.
Respeite o meu choro, pois eu honro a minha dor.
Aceite os meus defeitos, pois por eles, sou quem sou.
Entenda o meu delírio e entre no meu jogo.
Mas não brinque comigo, pois eu posso te fazer de bobo.
Me dê muito carinho e me faça rir.
Beije cada pedacinho. Venha, pode invadir.
Voe bem alto e me leve pra outra dimensão.
Não me deixe cair, pois já é teu meu coração.
E nessa incrível montanha russa que é a vida, eu prometo segurar na sua mão.
Bom dia minha linda paixão.
Mais um fim de semana que que chega e eu sem você 😢,longe de você... saudade de tá pertinho de você 😢, vejo o tempo passando e sempre o coração acelera quando penso em você,aumenta o desejo de te encontrar e abraçar forte teu corpo contra o meu.
Saudade de ver teu sorriso tímido e aconchegante que me acalma e te faz desejar para sempre.
Saudades de sentir nosso corpo se tocar,de aproveitar cada segundo com você deitadinha ao meu lado na cama no calor ou no frio esquecendo o tempo.
Você nem imagina o que sinto quando penso na chance de te ver, só penso em estar com você minha paixão😢 dia e noite,viver a seu lado e mostrar nao apenas em palavras o amor que sinto por você😢
Poema para Carolina
Quando você chega
Me aquieto nos teus braços
Me entrego
Me embriago
No.teu vicio de querer bem
Quando voce chega
Me aconchego nos teus abraços
Me sinto teu
Teu menino
Teu poema
Teu devasso
Ate teu profeta sou
Quando você chega
Me achego pra dançar
Vou no teu compasso
No ritmo das tuas curvas
Me aceito teu
Teu quase tudo
Teu ser eu
UM DIA QUALQUER
Chega o fim de semana, e quando irei vê-la novamente eu não sei, mas sei que algum dia iremos nos ver novamente, e espero que seja logo.
Quando ela saiu e comecei a pensar nos dias, nas horas, nos minutos e nos segundos. O que vai ser dos meus dias sem vê-la? As fotos confortam um pouco, mais nada se compara a estar perto dela.
Charles Bukowski diz: " Observava as pessoas à distância, como numa peça de teatro. Apenas eles estavam no palco e eu era a platéia de um homem só".
Eu digo: " Lhe observo de perto ou distante, como se você fosse a atriz principal do teatro. Apenas você no palco e eu sendo a platéia de um homem só"
Quando esse dia vai chegar eu ainda não sei, mas eu vou estar lá, lhe observando e admirando o seu jeito encantador, para que eu possa continuar me derretendo e escondendo tudo que sinto por ela.
Nunca mais chega -
Nunca mais chega ...
Venha a morte! Venha!
Leve em suas mãos a ânfora
de silêncio com as visceras da vida ...
Traga o meu destino suspenso
nos lábios e a minha noite como
um manto sobre os ombros ...
Venha desprovida e ambiciosa
com vontade de mim!
Semeie no intimo fundo da minh'Alma
a vontade de morrer ...
Arranque do meu peito este espinho
venenoso que é viver...
Nunca mais chega ...
Venha a morte! Venha!
Sabe quando você não sabe
Sabe quando o medo chega
Sabe quando a distância é grande
Quando o cansaço bate
A noite com celular na mão
Aquelas que só lhe resta o sofá
Não tem posição
Não tem conversa
Não tem atrativo
O tempo não se preenche
Que amigos?
Não tem sono p’ra ajudar
Nada ajuda
Confie
Não se esqueça
Se lembre
Daquelas manhas
Feche os olhos
Decida não vou desistir
Decida por nós
Decida por você
Decida que é importante
Decida que vamos lutar
Decida em acreditar
Decida que amar é ação
A distância machuca
Mas nossa decisão é maior
Que estar só não é solidão
Decida acreditar
Se fosse fácil todos faziam
eu decidi lutar
E cada minuto acreditar
Te buscar
Amparar
Amar
Eu decidi que quero viver
Isso não é arriscar
Eu sou tempestade agressiva
que chega e te invade,
ou córrego de água tranquila
que passa e deixa vontades.
Trafego por entre mundos,
me banho em todos os mares.
Sou dona de um mundo profundo,
sou um fundo de vaidades.
E dos elementos do mundo,
sou o único que invade.
Fonte misteriosa, força da natureza.
Pareço inofensiva, se anseia por beleza.
Movimento com o vento, por me permitir soprar,
mas não há quem suporte, quando me começo a irar.
O fogo por maior que seja, apago com criatividade.
E muitas vezes evaporo, filtro a negatividade.
Muita gente me retrata, por ter grande energia.
É que capto forças, mas não controlo a euforia.
Quando em estado normal, eu continuo a correr,
desaguando límpida como antes deveria ser.
E aos muitos que me contestam, digo: Sou transparente.
Ao alterar meu curso necessito avisar,
que aquilo que me pertence, um dia vou resgatar.
Deixando sempre um aviso: Não é bom me ferir.
Pois em segundo retorno, nada deixarei existir.
Então ame a minha calma e aparente inocência,
porque o meu lado negro, é também minha inconsciência.
A vida é tão complexa que chega ser chata, pois quando queremos não temos, quando temos não estamos prontos para felicidade.
Onde for que esteja seu desejo, ali não é o fim da ilusão.
Nilo Deyson Monteiro Pessanha
Quando chega o mês de junho
Começa a preparação
O povo fica empolgado
É muita animação.
Tem muita comida boa
E gente sorrindo à toa
Comemorando o São João.
tu vendeste tua alma para o que nao tem nome
ele chega emfim com seu acordo com sua alma e teu sangue
agora ele sera o dono!tua pele é morta para aqueles que o sentem, tua pele é delicada para os que nao temem.
tudo que ama é dele e tudo que é dele, é seu..
verdade ou mentira, o que se imagina?
tudo alem, sua caneta com pressão, tinta é sangue do monstro sem compaixão
se dele é seu, tudo é dele...
"O acordo so sera feito se você cair" caindo na solidão?
"melhor que do que no acordo da retenção"
(sal)gado
minha saudade além do cerrado
não chega a ser um uivo
ou tão pouco ouvidos calados
são silêncios em ruídos
vindos do gosto salgado
do mar, são sentidos
que sinto aqui no cerrado
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Maio, 2016
Cerrado goiano
Aqui a chuva é raridade
Nada além do verão
A água chega de caminhão
E nem sempre tem qualidade
Aqui no meu sertão
Só quem vive sabe o que é dificuldade
O nordestino sofre tanto
Quem pode finge não ver
E o preconceito no entanto
Cria cada vez mais poder
Esquecem de nós no sertão
É de cortar o coração
Eita Nordeste da peste
Mesmo com toda essa seca
Temos o nosso agreste
Pra tirar uma soneca
E quem tem dor de cotovelo
Acaba tendo é pesadelo
O Nordeste é uma fonte
Do teu mar sai água quente
Que transmite confiança
De um povo que não perde a esperança
De um povo que é resistente
E que bate de frente com toda essa ignorância
E as belezas aqui na Zona da Mata
Alegram até um pobre vira lata
As praias chamam atenção
Das mais distraídas almas
Tiram a tensão
E trazem calma
Já ouviu falar em Alagoas
Naquele estado cheio de pessoas
Maceió é sua capital
E o povo se alegra no carnaval
O clima é tropical
E sua beleza natural
Imagina então a paisagem vegetal
Ali e aqui tem manguezal
Entre mangues tem cerrados
Na caatinga o clima semiárido
O bioma é arretado
Natural do meu estado
Cansado...
Cansado de pensar
De pensar o amanhã, que nunca chega;
De pensar o passado que não posso apagar.
De pensar no presente que parece não passar.
De pensar a mente fervilha.
Cansado de olhar...
De olhar o mundo, que muda a todo instante;
De olhar gente que passa, que não para;
De olhar gente na praça
Desocupada
De férias
De folga
Procurando o quê fazer.
Cansado de escutar
De escutar ruídos da rua;
De escutar gritos de lamentos,
De escutar gemidos...
Cansado de ouvir alegres cantos.
Cansado de ser vaidoso
De contar dias vantajosos, sopros...
De viver como não fosse morrer,
De esperar a noite chegar
De desejar o amanhecer...
Cansado da guerra...
Cansado da paz
Do sossego, do apego as coisas
Cansado da liberdade
Cansado, cansado...
É a hora de voltar pra casa.
A saudade é indiscreta -
A saudade é indiscreta
Porque chega sem convite
E age sempre como seta
Que atravessa sem limite.
Ela invade o coração
E se espalha pelo corpo
Traz tristeza, desilusão,
Ansiedade e desconforto.
E dos olhos caem sombras
Caem dores, caem lutas
Mas mais tarde voam pombas
Pelo Céu das nossas culpas.
Chega o tempo, passa a vida
Vai passando a nossa idade
Só não passa a despedida
De quem deixou essa saudade.
Como quem, vindo de países distantes fora de
si,chega finalmente aonde sempre esteve
e encontra tudo no seu lugar,
o passado no passado, o presente no presente,
assim chega o viajante à tardia idade
em que se confundem ele e o caminho.
Entra então pela primeira vez na sua casa
e deita-se pela primeira vez na sua cama.
Para trás ficaram portos, ilhas, lembranças,
cidades, estações do ano.
E come agora por fim um pão primeiro
sem o sabor de palavras estrangeiras na boca
