Poemas de Amor que Chega Arrepia
Carta aberta à introspecção e à vulnerabilidade de quem ama em tempos de incertezas
Parte o coração a ausência de reciprocidade, essa dualidade constante entre a esperança e a resignação. Talvez ele venha a ser amado, mas eu já não estarei aqui quando, enfim, decidir me amar.
Você merece alguém que também o faça sentir-se incrível, pois os versos que escrevo refletem a dor de serem desperdiçados. Quero dar voz às minhas palavras, aos textos que compus, e sentir em você o efêmero florescer, sem nunca se esquecer de sua profundidade.
Cada palavra foi um grito silencioso de uma alma que amou intensamente e esperou, mas jamais recebeu na mesma medida. Ontem, meu doce, embora o tempo insistisse em me dizer que eu deveria ser feliz, ainda sinto você me tocando, mesmo sem o céu como testemunha.
Habito entre o desejo de ser amado e a aceitação de que, talvez, não haja mais tempo ou espaço para isso. A quem deveria provar seu amor, você foi o desperdiçando lentamente, toque a toque, silêncio após silêncio.
Deixo-me questionar: reflexões assim, para quê? Poetas, para que servem, se não para iluminar as sombras que nos cercam? Um dia, o universo me sussurrou, em letras douradas, que eu deveria despertar de um sonho e abandonar uma longa contestação. Diante disso, fiquei sem reação.
Sem idade, ele ainda é um menino que nunca recebeu amor de verdade. Faltou-lhe maturidade, uma maturidade que carrega em si uma complexidade insondável. Tragicamente, ele se assustou abruptamente quando alguém surgiu em sua vida e, de forma sincera, lhe ofereceu um amor genuíno.
E agora, pergunto: o que você entendeu dos versos que escrevi para você? Pois, até hoje, as respostas que tanto esperei ainda não chegaram.
Entre gestos e encantos
Há um sorriso, e nele me desfaço.
Um lume breve, cálido, vasto,
como quem derrete o gelo das horas.
No charme, me perco, sou chão deserto
onde a paixão brota, inesperada flor.
O olhar, um farol que risca a noite,
e nele, meu mundo se refaz em cor.
A fala, tão mansa, afaga o silêncio,
despindo a alma do peso do dia.
Deliro, sou barco sem porto,
à deriva na música dessa harmonia.
A razão do meu encantamento
Eu conto os dias pra vê-lo, mas o meu relógio mostra o tempo errado.
Eu busco uma estrela tão bela, que uma noite me conquistou, fascínio.
Raridade, tem amor no mundo pra quem souber olhar, minha novidade.
Chamo-te em transmissão de pensamento, a Lua que eu te dei num encantamento.
Atenção nos cruzamentos, a luz na escuridão, um turbilhão de sentimentos.
Penso em ti andando pela praia, as ondas vão bater em mim, foi que nem maré.
A razão do meu existir e essa saudade eu queria não sentir.
Eu pedi um arco-íris, desde os momentos de risos, até para transformar os meus sorrisos.
Me fascina e me cura, você une o mar, com o meu olhar, a luz pura.
Invocarei o nome dele, qual se fosse prece, para dar voz ao amor que me habita.
Nessa canção, o coração localizou o endereço do amor?
Epifania do Belo
Ó, ser sublime, em quem fulge o alvor
Que às próprias estrelas ofusca o brilhar,
Teus olhos – jardins onde a luz faz fulgor,
E o tempo se curva, hesita a passar.
Teus cabelos, em brisas de aurora tecidos,
Ondulam suaves, sem ordem ou lei,
E dançam no vento, em áureos zumbidos,
Num ritmo oculto que só eu sei.
Eis que te vejo, em auréola celeste,
Mais belo que um sonho, mais alto que o sol,
Mas, ai! Não percebes, quão nobre, quão leste,
Teu porte, que às graças impõe seu farol.
Quando tu ris, ah, o tempo descansa,
E o mundo em silêncio se põe a escutar;
Teus lábios são versos, são rima, são dança,
São notas que à alma vêm embriagar.
Se acaso indagas: “Serei eu formoso?”
Oh, doce loucura, que cega e distrai!
Não vês que és divino, perfeito, radioso?
Um astro que à terra desceu de Assai?
Não mudes, não fujas do brilho que emanas,
Pois és um milagre, um hino, um altar.
Se o mundo duvida, que o tempo proclame:
És arte, és essência, és dom de amar.
A promessa e o ponto final
No começo,
o mundo era um sim.
Um sim com emojis,
respostas rápidas
e uma sede de futuro
tão doce que até o tempo queria parar pra assistir.
Vendia-se o amor a prazo,
com entrada emocional e juros de reciprocidade.
Falava-se em planos,
como quem monta uma casa
antes de saber se o terreno é firme.
E eu, ingênuo comprador de ilusões,
assinei com o coração.
Mas veio o silêncio.
Não o poético, o denso,
mas o silêncio burocrático das desculpas,
dos "hoje não",
dos "tá corrido",
dos "não posso nem no primeiro encontro".
E eu pensei:
como é possível construir castelos
sem ao menos visitar o terreno?
Era indisponível.
Mas isso,
só depois.
Depois da propaganda afetiva,
de um trailer bonito de nós dois
que nunca virou filme.
Fiquei com os créditos
e nenhuma história.
No fim,
não houve começo.
Houve só vontade vendida
sem entrega.
E eu aprendi:
há quem diga "vamos",
mas vive parado no "não posso".
Canções ao vento do tempo
Escrevi canções com o coração sangrando,
num tempo em que ele era sol nos meus dias.
Agora leio versos que o tempo desfez,
e me pergunto por que a estrada virou bruma.
Ficaram as notas, os ecos, os refrões,
mas ele...
foi embora como poeira no horizonte.
Talvez nem saiba que vive em cada estrofe.
Choro sozinho, como a chuva na varanda,
mas lembro do riso, do jeito de amar o mundo.
Ele era lindo —
não só no rosto, mas na alma que dançava.
Essa canção é confissão e altar,
é onda do mar que quebrou em mim.
Homem feito de céu e sal,
de estrela-do-mar e alvorada.
Ele era arte sem moldura,
jazz tocado por deuses errantes,
riqueza rara colhida em jardins de sonho.
E eu?
Fiquei com a beleza que restou:
a lembrança, o verso,
e o dom de ter amado alguém assim.
Livro da Vida
Imagine ler um livro sem páginas de volta,
onde cada linha é única,
cada escolha — tinta sem correção.
Com quanta atenção você o leria?
Com que cuidado deixaria seus traços,
sabendo que o ontem não se relê
e o agora é o único capítulo em aberto?
Isso é a vida:
um livro que só se escreve para frente,
onde o ponto final não avisa que está chegando,
e o sentido está entre as entrelinhas que você ousa viver.
O Conto da Tulipa
Era uma vez um coração que, mesmo calejado, ainda pulsava com a esperança de um jardim.
Entre tantos espinhos, ele sonhava com uma flor - não qualquer flor, mas uma tulipa.
Singela, delicada, mas firme.
Nascida não por acaso, mas por destino.
A vida, com suas voltas silenciosas, traçou caminhos tortuosos.
O coração caminhou por invernos e verões, carregando em si a memória de algo que ainda não havia vivido, mas que, de alguma forma, já reconhecia.
E então, um dia comum ou talvez um dia mágico disfarçado de comum ela surgiu.
Como se o universo abrisse um portal breve entre o acaso e o eterno, ali estava a tulipa.
Não era extravagante, não era barulhenta.
Era sutil, como o toque do vento na pele.
Mas seu perfume atravessava as paredes da alma.
Ela não precisava dizer: o olhar falava, os gestos escreviam versos no ar.
O coração, antes desconfiado, se dobrou sem resistência.
Pois amar aquela flor era como respirar depois de muito tempo submerso.
Era como lembrar-se do próprio nome ao ouvi-lo pela primeira vez.
Juntos, criaram um jardim onde palavras se deitavam como sementes, e gestos brotavam em árvores de afeto.
Houve dias de sol e tempestades também - mas até a chuva parecia poesia quando caía entre os dois.
E se o mundo os viu como apenas mais um casal, o coração sabia: aquela era a sua primavera eterna.
A tulipa, que florescia até nos silêncios, era o amor com nome, pele, riso e alma. Era Alva Beleza Que Despertou - flor que nasceu para florescer no coração certo.
Não como parte do jardim, mas como o próprio motivo dele existir. A tulipa rara que, entre tantas, era a única.
E assim nasceu o conto - não o de fadas, mas o da flor que venceu o tempo, da alma que encontrou abrigo, do amor que não precisou de fantasia, porque já era milagre o bastante ser real.
Fim.
Coitado é quem não usa da razão
E é escravo da emoção
Que usa a boca para o mal
E não para a edificação
Coitado de quem só sabe usar da violência
Pra resolver um problema
Que não tem autodomínio sobre si
E só sabe usar as mãos para agredir
Coitado de quem só sabe usar da maledicência
Criando assim só problemas
Causando sofrimento também para si
E não sabe usar as mãos para medir
Medir as consequências de um ato
Violência só te leva ao fracasso
Pra quê sujar minhas mãos?
Uso elas para escrever sobre o amor
E coisas que para mim tem o real valor
O que pensam o que digam eu não ligo
Quero mesmo é agradar a quem merece
E fazer da minha história um abrigo
Abrigo de tudo que é bom e feliz
De coisas que enriquecem um aprendiz
E não do que contradiz!
Eu gosto de escrever
Isso me dá alegria
Sei lá o porquê
Mas é pura euforia
Acho que é porquê me despido
Me sinto inteira comigo
E abro o meu coração
Mostrando assim, para os outros
Minha maneira de ver, a minha percepção
O que tem valor para mim?
O simples e verdadeiro
Sim, e ser assim o tempo inteiro
Sem falsidades, mentiras
Plantar o amor todo dia
Sem inventar, sem intrigas
Com humildade e perdão
Fazendo sempre o possível
Para mostrar ao meu filho
Como ser um campeão
Vô
me acolheu como filha
E se tornou o meu pai.
E que pai!!!
O melhor papai que eu poderia ter.
Um pai companheiro e bondoso
Um homem forte e guerreiro
Um pai que esquece de si
Um que pensa em mim
Alguém preocupado com a gente
Que fez e faz de tudo para sempre nos ver contente
Meu pai parece durão
Mas teu um grande coração
Sei que quando briga comigo
É por puro cuidado e amor
Ele nos dá seu abrigo
Nos oferece o ensino
De um homem de valor
Quero que saiba papai que te amo de montão
E por toda a minha vida estará em meu coração!
Eles ficam a me julgar
Ficam a se questionar
O porquê de tanta dor
Pra quê sofrer desse jeito
Se tem as pessoas que ama
E delas tem o amor
Não sabem o que se passa aqui
E nunca irão saber
Pois cada um traz consigo
Uma marca, ou cicatriz
De algo bom ou ruim
São as memórias, lembranças
Da juventude, da infância
Que ficam, jamais morrem
Traz uma história consigo
Que não se pode apagar
Mas independente da história
A vida tem que continuar
E novas linhas serão escritas
Experiências vividas
Muitas lições aprendidas
Para amanhã se lembrar
Moça olha pro alto
É lá que mora a tua confiança
Moça não olhes mas pra baixo
Não te deixes naufragar
Jeová o teu Deus
Aquém tu dedicastes a tua vida
É pra quem tu deves olhar
Esquece a ansiedade
Do mundo esquece a maldade
Foca no criador e Jesus o teu senhor
Não dê atenção pra intrigas,
inveja ou qualquer coisa
que desvie o teu amor
Não permita que te julguem
Não aceite o desamor
Continue a caminhar
Na estrada que escolhestes
Quando fraca se sentires
Lembra de Jeová
Pois dele tu tem o amor
E a força para remar...
Celebro o teu beijo
em cada rincão
do meu corpo
eis o meu segredo.
Não sei se és
minha realidade,
no fundo sinto
que já sou
a tal chama
que em ti arde.
Sou a confiança
de uma criança
que pede por ti
para não temer
a noite escura.
Orgulho solene
de me sentir
erótica, quente
e rica como
uma divindade
por ter feito
você satisfeito
adormecer entre
os meus braços.
Sem você
me ver
te beijo
com igual
entusiasmo
de dois jovens
sob o luar
numa cidade
esquecida
e abraçados
no portão
de casa.
Darei este
beijo casto
para receber
o teu ainda
mais puro
em troca,
e com franca
intenção
de ganhar
o teu lindo
coração.
Algo diz
que isso
ocorrerá
no tempo
certo que
é o tempo
que não
importa,
a vida nos
surpreenderá
na porta
como nunca
aconteceu.
O importante é que
o desejo de estar
no mesmo caminho
tem sido o presente
superar os obstáculos
do destino e tornado
a espera contente.
A vida brinda
a cada um de nós
com amores possíveis
e os impossíveis
para termos forças
para superar
as tempestades
que sugerem
ser implacáveis.
O imprescindível é
que nós nos temos
de olhos fechados,
e com o mesmo
fervor de jovens
enamorados
e a confiança
no giro dos astros.
Carrego em mim
o silêncio e a jura,
mesmo sem ter
jamais te ouvido
antes na vida,
e me fixo tua.
Cabe a nós
o recato para
a preservação
daquilo que
nos espera
e faz o coração
permanecer
em sinfonia.
Quando o amor
é inevitável,
os astros dançam
no absoluto
e indomável,
em nós o paraíso
já é impenetrável.
Certa daquilo que
nos une e move
as montanhas,
venho preparando
o quê há de ser
além dos dias
e distâncias;
e assim será.
Sinto que
os melhores
beijos que
eu hei te dar
estão porvir
no tempo
de nos amar.
Estes meus
versos são
para quebrar
a tal sisudez,
e por grande
pretensão
ser a voz
da tua mudez.
O quê queria
mesmo é que
eles fossem
pão para te
alimentar,
água de beber
e capazes
de cobrir a
sua nudez.
Surgi no meio
desta multidão
para chamar
a sua atenção,
prometi à você
compromisso
e total sedução.
Daqui para frente
haverá bem mais
capítulos e vamos
nos pertencer de
uma maneira que
só a nós compete.
O mundo é grande,
e a vontade nos une
cúmplices mútuos
do desejo excitante
de nós encontrar
na certeza de amar.
Confio que ninguém
há de prosperar
para invadir com
o afã de desviar
do que importa
e roubar de nós
os nossos sonhos.
Os outros
amores nunca
existiram,
eles não
foram
amores,
e sim auto
enganos;
nenhum
deles eram
dignos
de um verso.
Na verdade,
sempre escrevi
inspirada
de forma real
nos amores
dos outros,
e a espera
nada
ficcional
do amor
que virá,
e se tornará
realidade.
Crendo nisso,
e sobretudo,
na tranquilidade
das palmas
das tuas
mãos,
nos prevejo
em boas
cenas,
tu me
trazendo
do teu
jeito,
e eu
fazendo
de ti
o quê eu
quiser,
nós dois
estrelando
num cenário
perfeito.
