Poemas de Amor Próprio
Superar é ato feroz de amor-próprio, pacto diário de sangue e coragem, aliança sagrada com o próprio ser.
O amor-próprio nasce ao ver valor no escuro, descobrir-se na escuridão é encontrar luz interna, valor íntimo não depende de aplausos, no silêncio aprendi a me reconhecer.
A transformação é um ato violento de amor-próprio, que destrói o que é velho para dar espaço ao que é novo.
A autodisciplina é a forma mais profunda de amor-próprio. O futuro agradece o rigor que você tem hoje.
O amor-próprio é o alicerce mais antigo da alma, o único lar seguro e o primeiro ritual ao cruzar essa soleira é o perdão visceral que demola todas as acusações.
O amor-próprio não é um estado de espírito ensolarado, é um trabalho de mineração em solo rochoso, onde você retira os entulhos do que os outros disseram sobre você até encontrar aquela pequena pepita de verdade que diz: você ainda é digno de ser amado, apesar das rachaduras.
“Desmamar emocionalmente também é um ato de amor-próprio: parar de alimentar aquilo que impede a gente de seguir inteiro.”
Dr Ederson Dantas psicanalista CBO 2515-50
Vivemos em uma sociedade onde as pessoas confundem humildade com humilhação, amor próprio com ego próprio, reciprocidade com interesse.
O amor próprio tem opinião e fotos de status, no linear do dia ver o por do sol...
Te da um significado e um sentido de ser.
Antes de se conectar com o mundo, aprenda a se reconectar com você...
O amor-próprio é a senha da cura.
Amar não significa aceitar ser diminuída. O amor-próprio é o limite que colocamos para que ninguém destrua a nossa essência.
A vaidade contemporânea não é excesso de amor-próprio — é seu colapso. Quem precisa ser visto a todo instante não se afirma: sustenta-se por empréstimo no olhar alheio. Não há transbordamento, há carência organizada; não há centro, há eco. E, assim, a existência deixa de ser presença e torna-se performance contínua — porque, sem testemunha, já não se sabe permanecer.
O amor-próprio genuíno não tem estrutura narcísica — tem estrutura de luto. É o processo árduo de descer ao que foi negado: as partes cindidas, as representações de si rejeitadas, as feridas que o ego preferiu encapsular a integrar. Não se trata de buscar perfeição, que é formação reativa; trata-se de integração — recolher os fragmentos com lucidez suficiente para suportá-los sem os romantizar nem os negar. Quando esse trabalho avança, emerge o que a clínica reconhece como capacidade de estar consigo: a aptidão de olhar para o próprio interior com verdade e, mesmo assim, não fugir — não por resignação, mas por reconhecimento de que aquilo que se é, ainda que incompleto, ainda que ferido, merece permanecer.
Buscar a cura é ter coragem de enfrentar a dor mesmo depois do perdão, resgatando o amor-próprio, a paz e o autocuidado.
O amor próprio está em alta ultimamente. Não adianta pregar amor próprio e chorar pelos cantos, dizer ao mundo que se ama em primeiro lugar e sofrer escondido. Isso não amor próprio e sim orgulho. Por favor, me poupe.
Sorte que travesseiros não falam.
