Poemas de Amor Perdido
Amar pelo amor se tornou bem raro
O verbo amar agora, é bem melhor
do que o verbo amei o que perdi...
Atrás de rosto na multidão,
Existe drama de superação,
Coração sofrido, amor perdido,
Alma esquecida na curva da vida,
Dor de paixão não correspondida,
Um coração atingido pelo cupido.
o amor é um verso
no universo
jogado ao mar
perdido no ar.
tento encontrar
e poderá estar em qualquer lugar!
as lembranças
as memórias
o silêncio
o amor morreu
tua voz
perdi a hora da vida
o luto do sentimento.
quem já teve um amor verdadeiro
um dia e perdeu
herdou nos olhos a nostalgia...
mas perdeu seus horizontese suas referências
minha primavera, minha Vera prima
eles verão este inverno no meu olhar
eles verão o meu outono e outras estações
fases de lua e suas consequências
eles verão e eu inverno a derramar
o amor que transbordou no tempo e na saudade
quem já teve um amor verdadeiro e um dia perdeu
jamais será triste
triste é quem um amor verdadeiro nunca viveu
mas quem pode entender o amor,
o amor é um deus
ou se vive o amor e tem fé...
ou não vive e padece
e se torna um ateu
preciso lembrar que o amor me esqueceu
e que os sonhos que eu tinha
não são mais sonhos meus
O ódio é o Amor
Quando está adoentado
E que só se recupera
Quando o Perdão lhe é dado.
Santo Antônio do Salto da Onça RN
10/04/2024
Amor perdido
Inquieto coração.
Sabor e dissabor.
Conflitos... ilusão.
Paixão secreta.
Razão e emoção.
Ah esse amor que existe...
Não, não é o acaso que insiste.
Amor quase desesperado...
Por tanto tempo tão esperado.
Razões desperdiçadas.
Amor que deu em nada.
Coração partido...
Amor que não era pra ter sido.
Penso em ti
Penso em ti.
Não entendo por que te perdi.
Quero te reencontrar
O fruto de nosso amor te mostrar.
Quero te contar de cada instante que vivi.
Quero te mostrar o mundo que vivo.
Um mundo novo... completamente transformado pela tua passagem por aqui.
Quero que conheças o Ser do nosso tanto nos querer... do nosso tanto nos amar...
Só pra não perder o hábito,
volto a do amor falar,
do amor que em nós dois veio habitar.
Lembra?
O primeiro olhar?
Olho no olho,
baixamos os olhos pra disfarçar.
O amor naquele instante em nós nasceu,
nem o coração percebeu,
nem a razão compreendeu.
Nem você, nem eu.
O tempo... precisou passar
e pra nós dois o amor revelar.
O tempo revelou
pro coração e pra razão
o que exatamente aconteceu
naquele olhar.
O amor nasceu...
no seu coração e no meu.
Sou o amor...
Chego quando você está esperando e também quando você já perdeu a esperança de que um dia eu chegasse.
Eu sei exatamente o momento de aparecer para duas pessoas ao mesmo tempo; às vezes me manifesto primeiro para uma e, depois de um tempinho ou de um tempão, a outra também se dá conta de que eu estou num cantinho do seu coração.
Comovo as pessoas, sabia? Toco no que elas tem de mais sublime, de mais puro, de mais lindo. Quando eu chego, é simplesmente maravilhoso perceber o olhar de uma pessoa para a outra... uma se dá conta que completa a outra, quando um olhar encontra o outro. E, então não há como os olhos não brilharem... e, às vezes, brilham tanto que atingem o corpo todo, pele, cabelos e coração.
Quando eu estou no coração de alguém, é praticamente impossível sentir depressão... eu ocupo todos os cantos da mente e do coração. Tomo a pessoa inteira e transformo sua vida. Quer dizer, tomo duas pessoas inteiras e transformo a vida de ambas.
Então, quando chego, são pelo menos duas pessoas a menos sentindo depressão.
É impossível não me amar....é impossível não me querer por perto.
Se eu ainda não cheguei pra você, preste atenção.... estou chegando e estou bem perto :)
Solidão... ilha perdida
despida
de amor esquecida
deserta
é, a vida é incerta...
mas tudo o que acontece é na medida certa.
Solidão... há dias assim... há vidas assim
do começo ao fim
Vidas em que não há lugar pra mim.
Vem florear
.
Essa flor do meu encanto!!!
Tem perfume e seus espinhos,
Mas não perde o meu amor...
.
O tempo passa
Tão alheio a tua beleza
Sem roubar-lhe a fragrância desse amor.
.
É como vinho envelhecendo
No carvalho do meu peito
Fermentando o coração...
.
Do nascer ao por do sol
Ela embriaga a minh’alma
De encanto e magia...
.
Há!!! Essa flor tão bela,
De estação em estação
Vem florear meu coração...
.
Edney Valentim Araújo
Desamor
.
Eu encontraria sem motivo
Tudo que se perde num sorriso
Ao desalento do amor aborrecido.
.
O tempo e o lamento
São tormentos em fermento
De malgrado amor perdido.
.
Vejo altivo tão longínquo
O que de perto é vivido
No rompante do destino.
.
Um desamor...
Um dessabor...
E minha dor.
.
Edney Valentim Araújo
1994...
Um novo amor
Ando perdido na multidão.
A procura de um toque
Ou em busca de um sorriso.
Qualquer coisa que me faça, por um instante, te esquecer.
E olhando para o vazio do horizonte
Mergulho no momento fúnebre desta paixão,
Estou lutando para emergir da solidão
Com tudo que restou dos pedaços do meu coração,
Estou matando a sementinha da esperança
Para que possa nascer um novo amor.
Estou matando parte de mim para morrer com você.
Edney Valentim Araújo
Quem você é
Quem perde um grande amor torna-se poeta
Sangrando o coração nas águas da desilusão.
Pois melhor que falar da dor
É sempre poder viver um grande amor.
Eu preferiria o silêncio
Contido em meus lábios por um beijo teu.
Falo da dor que me rasga por dentro
E devora aminha alma na solidão.
Ainda assim, por que te amo,
Eu vivo.
Por que te quero,
Eu sonho.
Se me falta você,
Falta-me a vida que se foi com você
No mundo que aprendi a ver através de teus olhos.
Aprendi a amar cada parte que conheço de você,
Mas me entreguei inteiro por aquilo que te faz ser quem você é.
Edney Valentim Araújo
Quando o perdão liberta antes do amor.
Há momentos em que o coração, ferido pela incompreensão, pelo abandono ou pela injustiça, precisa antes se despir do peso da mágoa para então reaprender o verbo amar.
O amor, em sua pureza, é um ato de entrega; mas o perdão é um ato de libertação, e às vezes é ele quem chega primeiro, abrindo as grades invisíveis que nos aprisionam ao passado.
Perdoar não é aceitar o erro, é compreender que a dor não deve governar o destino. O perdão não absolve o outro apenas; ele resgata a si mesmo. Porque enquanto o ressentimento persiste, o amor não respira, ele sufoca entre as lembranças, tentando florescer em solo infértil.
É no instante em que o perdão se faz ponte, e não muro, que a alma se reencontra consigo. E somente então o amor, que sempre esperou em silêncio, pode voltar a ser caminho, não mais ferida, mas aprendizado.
Alguns amores só sobrevivem quando são libertos pelo perdão. Outros só nascem depois dele. Mas, em todos os casos, o perdão é o primeiro gesto de amor, ainda que disfarçado de despedida.
Entre o Perdão e a Aurora do Amor.
Capítulo XV - Livro: Não Há Arco-íris No Meu Porão.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro. Ano: 2025.
Camille Marie Monfort caminhava por entre os corredores silenciosos de sua própria alma, onde ecos de antigas feridas insistiam em sussurrar lembranças. Cada passo era um diálogo com a ausência, cada suspiro, uma tentativa de reconciliar o ontem com o amanhã. Ao seu lado, Joseph Bevouir não era apenas presença; era horizonte, promessa e sombra. Ele carregava nos olhos a memória do que fora e a inquietação do que ainda poderia ser.
O perdão, nessa trama delicada, surgiu como vento inesperado: não pediu licença, não exigiu razão. Libertou antes que o amor pudesse ousar manifestar-se. Camille sentiu nas mãos um vazio que já não queimava; Joseph percebeu que o coração, antes contido, agora respirava em espaço desobstruído.
Entre eles, palavras não eram necessárias. Cada gesto era tradução de uma reconciliação íntima, um pacto silencioso com o tempo. O perdão abriu portais, revelou luz onde a sombra insistia e ofereceu o terreno fértil para que o amor, tímido e hesitante, florescesse com intensidade renovada.
E assim, num instante suspenso entre o que foi e o que virá, compreenderam que a libertação interior precede toda forma de entrega. O amor, sem pesos nem correntes, é a aurora que nasce depois da noite profunda do rancor. Camille e Joseph descobriram que o perdão não é fim, mas a promessa de novos começos e que aqueles que se atrevem a liberar a alma encontram, inevitavelmente, a plenitude do sentir.
O perdão é a primeira semente da liberdade emocional. Quem se permite perdoar antes de amar, descobre que o coração não carrega apenas cicatrizes, mas a capacidade de florescer novamente, mais intenso, mais vasto, mais verdadeiro.
