Poemas de Amor Inexplicavel
Balneário Rincão
Meu Balneário Rincão,
façam dias de frio ou calor,
tu és a razão deste amor
com todas idas e vindas.
A tua História forte,
indígena e desbravadora
está escrita nesta cidade
gentil, alegre e sedutora.
Meu Balneário Rincão,
encanto do litoral sul
que captura o coração
e dele é a plataforma.
Mesmo que a sua gente
amável não me veja,
Sou eu a poetisa do mar
que nas ondas verseja.
Meu Balneário Rincão,
encanto do litoral sul
que beija os olhos
com as lagoas e o céu azul.
Pelo amor que o céu
tem pela nossa união,
Pelo azul turquesa do mar
mais paradisíaco,
Jamais deixarei o orgulho
que sinto do nosso amor bonito.
Paulatinamente,
como presença
espiritual que pede
o tempo todo paz
e amor para tirar
de todo coração
a truculência
que impede
a reconciliação
e o regresso
ao caminho de volta
tento ir em busca
das verdades
e da mentiras
em meio ao nevoeiro.
Declaradamente,
assumo que
presto atenção
e dou credibilidade
ao General de olhar
duro de azabache,
seja quando cala,
fala ou se indigna
contra as falácias
e as mentiras dos
que possuem malícia
que espalham tudo
e quase sempre
não provam nada.
Mesmo que todos
me contestem ainda
insisto em pedir
a liberdade da tropa
e do General,
que sei que são
os últimos da fila
e da comum
compreensão de uns.
Sei que nem por
duas vezes o meu
nome não tem
saído dos lábios
dos filhos de Argos
além destes meses,
porque sei que
eles me têm
morando no coração,
e eu tenho todos eles.
AMOR E A MEMORIA DO QUE NAO SE DISSE.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Quem dizia amar e partiu revelou sem palavras que o amor jamais se constituiu como experiencia interior.
Nao houve perda houve apenas o desvelar tardio de uma ausencia antiga.
Porque o amor quando existe nao se dissolve no tempo ele se aprofunda na memoria.
Abandonar aquele a quem se dizia amar nao e um gesto do destino, é um ato da consciencia que jamais amadureceu.
O amor nao falha ele apenas nao nasce onde o espirito permanece disperso.
Entre dois seres quando o ciúme se instala não como episodio mas como estado, alí o amor ja foi substituido pela inquietação do ego.
O ciúme nao guarda, ele denuncia.
Nao protege, ele acusa.
Nao ama, ele teme.
A solidão que sucede a ruptura não é vazio, é um espaco de reminiscência.
Nela a alma percorre lentamente os corredores do que foi vivido, como quem retorna a uma casa antiga e reconhece nos detalhes aquilo que sempre esteve ausente.
O amor verdadeiro habita essa região subtil onde a palavra se cala.
Ele não se impõe nao exige nao reivindica, ele existe como aquelas verdades que só se revelam quando o tempo deixa de ser pressa.
Amar é tocar o abstrato porque amar é recordar.
Não é menos, é um fato e sentido.
Não é o gesto mas a intenção.
Não é o outro, mas aquilo que o outro despertou em nós como possibilidade de eternidade interior.
E assim compreende-se finalmente que
o amor nao se anuncia ele se reconhece.
Nao se perde ele se recorda dentro de si mesmo
e permanece como memoria cristalina na consciencia que ousou sentir sem ruído, sem medo e só sob à submissão para com tudo.
Oh Niterói !
És para mim
um amor que não se corrói
e tens o perfume do jasmim
nesse meu poetizar.
Oh Niterói !
Quando longe do seu mar...
a saudade só me dói.
Bacuri plantado
no quintal dos fundos,
Versos Intimistas
e sonhos profundos,
Doce amor doce
que o destino me trouxe.
Outubro de Jarandéua
em floração,
De amor sublime
no coração,
Nada mais desvia
a atenção,
A sedução embalada
está ganhando
estrada e tornando
a cada dia mais real
a nossa aproximação.
Dança o Jacarandá-do-litoral
neste Paraná do meu destino,
minha terra de amor sem limite
e que a cada dia ao sorriso
renova com candor o convite,
Tenho certeza que o romance
sublime será vivido imparável
porque em nós já é inevitável.
O Jacarandá-amarelo
floresceu magnífico
neste abençoado Paraná,
O amor é o nosso destino
e sempre faremos de tudo
para ele sempre aumentar
porque quando se decide
com união Deus há de abençoar.
A Paineira-vermelha
com amor verdadeiro
e suas estrelas de Rubi
beijam docemente o céu
e quem passa por aqui.
O amor da minha vida
ainda não apareceu,
só sei quando ele vier,
quero passear na Caatinga,
e debaixo de uma Barriguda
celebrar o amor e a poesia.
Quem não fez questão
do seu amor ou da sua
amizade não é agora
que vai de fato fazer,
As lições da Natureza
foram dadas
para quem sabe ler,
Dê igual importância
que um dia foi
dada para você,
O vento sopra as flores
e o Ipê-do-cerrado
não volta para recolher.
Linda Piúva-preta
és o real poema
feito para enfeitar
a vista do amor
da minha vida,
Empresta-me essa
beleza que fascina.
Diria ao destino que
seja o meu melhor leitor
dos Versos Intimistas
que escrevi com amor,
e que venham os alegres
dias que serei o seu livro
e a mais doce das companhias.
Versos Intimistas andam
se confundindo com
a aurora vespertina
em nome da noite de amor
que de nós se aproxima,
e será celebrada
com o caminho coberto
com pétalas de ipês-brancos
que hão de nos fundir
com as estrelas
gerando em nós intermináveis
e amorosos novos poemas.
O Pau-cachorro floresceu
e entreguei os Versos Intimistas
com o todo o meu amor
para que leia todos os dias,
Porque com poesia
nela mora a grande diferença.
Majestoso Pau-d'arco-roxo
que com as suas flores
o meu caminho e o sonho
com muito amor enfeita,
E eu retribuo com Versos Intimistas
todos os dias com um novo poema.
Como os meus
Versos Intimistas
o Ipê-Bálsamo florido
é uma declaração
de amor na terra
que enche de inspiração
o coração como um poeta.
