Poemas de Amor com Três Estrofes
Você merece todo amor que tenta dar aos outros, mesmo quando minha voz falha ao declarar gratidão, percebo que meu desejo de cuidar excede minha capacidade de me receber amor. Reconhecer meu valor não como alguém que “uma hora vai desistir,” mas como
sujeito digno de afeto, tem sido batalha diária que contradiz a voz interna que insiste em me desmerecer.
Já entreguei meu afeto, já me doei… Hoje, sou frio, um escudo erguido para sobreviver. Doar amor a quem não valoriza é soprar feridas abertas, não deixá-las cicatrizar. Esse gelo me protege, mas deixa uma saudade aguda
do calor humano que um dia foi natural… e hoje me trai em julgamentos e abandono.
O amor em excesso não escorre, não transborda, ele pesa como um lençol molhado sobre o peito. Afeto demais vira névoa densa, cobrindo meus passos, roubando o ar onde eu queria aprender a respirar sozinho. O que era abraço vira amarra. O que era cuidado vira cárcere disfarçado de zelo.
O amor é um cavalo xucro, selvagem, ferido, em fuga. Não teme o outro, teme ser preso. Mas o amor verdadeiro chega sem rédeas, espera em silêncio, acolhe sem moldar. E o cavalo, enfim, permanece. Não porque foi domado, mas porque, livre, escolheu confiar, escolheu ficar.
O amor, em sua natureza mais crua, é um paradoxo temporal e emocional, sua verdadeira dimensão só se revela na experiência da perda. Enquanto presente, é banalizado pela rotina, negligenciado pela falsa segurança da permanência. Somente na ausência é que suas camadas mais profundas se tornam perceptíveis, como uma arquitetura invisível que só se desenha no vazio.
Amor é um sentimento que nos faz sonhar e ao mesmo tempo, acordar dentro desse mesmo sonho. Levando-nos a uma felicidade contínua e arrebatadora, independentemente da dor que possa surgir.
Pureza é inerente ao Amor; na humanidade uns sentem com o coração e outros sentem o próprio coração.
O Céu estrelado é o resultado de todos os beijos de Amor, perpetuados por todos os seres; quando o Céu não está estrelado, significa que todos os seres esqueceram-se de beijar antes de adormecer.
Este sentimento (AMOR) humildemente percorre vidas e mundos na sua própria solidão. Consegue-nos fazer: rir, chorar, sentirmo-nos loucos e perdidos na imensidão de um deserto, no oásis de um simples beijo. Este sentimento ( AMOR) absoluto de todas as almas, que por ti morremos, por ti nascemos e por ti vivemos; em todas as viagens de almas.
A intensidade do Amor tem a capacidade de distanciar-se do mundo. E num só momento de amor, consegue fazer deste, o seu próprio Mundo.
Fazer amor é: o instinto do Amor a entregar-se à importância da vida, muito depois da existência do corpo.
