Poemas de Amor Abandonado
Não foi fraqueza,
foi amor demais.
Não foi o fim,
foi a vida pedindo paz.
Perdi pessoas,
perdi chão,
mas não perdi a fé
nem o coração.
Aos sessenta,
não quero luxo nem correr:
quero dignidade,
silêncio
e tempo
pra florescer.
Gotinhas de Amor que Relatam
Ariana
Quando o Silêncio Também Fala
O Olhar Atento
Durante o período de estágio, a observação diária revelou algo que os registros formais não mostravam. Ariel, uma criança do maternal, era carinhoso, tranquilo e despertava afeto em todos. No entanto, não falava. Seu silêncio não era desinteresse. Seus olhos brilhavam ao observar a lua, como se ali houvesse um lugar seguro para existir.
Ariana, sua irmã mais velha, demonstrava maturidade incomum para a idade. Sua personagem favorita era Alecrina — uma figura forte, determinada, quase protetora. Suas escolhas simbólicas diziam muito sobre o que ela precisava ser naquele momento.
Os Sinais no Desenvolvimento
A ausência da fala em Ariel e a postura defensiva e adulta de Ariana chamavam atenção. Não como diagnóstico, mas como sinais. A observação sensível permitiu compreender que o comportamento das crianças era uma forma de comunicação — uma resposta a vivências que ultrapassavam a infância.
A Rede de Proteção
Com o tempo, a escola tomou conhecimento de que as crianças haviam sido vítimas de violência intrafamiliar. A mãe perdeu a guarda, e Ariel passou a viver sob os cuidados da avó. A atuação da rede de proteção foi fundamental para garantir segurança, estabilidade e acompanhamento.
O Papel da Escola
A instituição não questionou, não expôs, não pressionou. Respeitou o tempo. Criou rotinas previsíveis, ambientes acolhedores e vínculos seguros. A escola foi espaço de reconstrução silenciosa — onde o cuidado veio antes da palavra.
Reflexão ao Educador
Nem toda criança consegue contar o que viveu.
Mas toda criança mostra.
Observar é um ato de proteção.
E, muitas vezes, é o primeiro passo para salvar uma infância.
“Hoje eu segurei nas mãos um sonho que começou em silêncio. ‘Gotinhas de Amor’ nasceu para acolher emoções, fortalecer vínculos e transformar rodas de conversa em espaços de escuta. Que essa obra seja instrumento de cuidado.”
Projeto Gotinhas de Amor
Rosana Figueira
Projeto Gotinhas de Amor
Oceanos das Marés da Adolescência: Voz, Identidade e Futuro.
Poema
Marés da Adolescência
(Letra & Poesia)
No mar da adolescência,
A gente aprende a navegar,
Entre as ondas do medo
E a esperança de um lugar.
Navegando no escuro,
Buscando a direção,
Com a força da nossa voz,
Identidade e coração.
Este é o nosso oceano! Descobrindo a coragem,
Nosso projeto de vida.
Navegando nessa maré,
Construindo a nossa rota,
Fortalecendo a fé.
Todo capitão aprende
Com o peso da tempestade,
O Amor como Alicerce da Educação
O amor na educação transcende o mero sentimento; ele se manifesta como uma atitude consciente de cuidado, respeito e compromisso com o desenvolvimento integral do aluno. No ecossistema escolar, relações fundamentadas na empatia e no acolhimento são o combustível que impulsiona o verdadeiro processo de aprendizagem.
Quando o estudante se sente valorizado em sua individualidade, sua motivação floresce. Ambientes afetivamente seguros não apenas ensinam conteúdos, mas fortalecem o desenvolvimento emocional, social e cognitivo, preparando o indivíduo para a vida.
“O vínculo positivo entre educador e estudante é o fator que mais contribui para o aumento da autoconfiança e do interesse genuíno pelos estudos.”
1.1 A Importância do Afeto no Aprendizado
1.2 O amor no ambiente educacional traduz-se em gestos práticos:
Atenção Individualizada: Respeitar o tempo e as necessidades específicas de cada aluno.
Validação Emocional: Reconhecer os sentimentos do estudante para que ele se sinta seguro para aprender com os erros.
Linguagem de Incentivo: Utilizar palavras que fortaleçam a autoestima e a coragem.
Ambiente de Pertencimento: Criar um espaço onde todos sintam que sua presença é essencial.
1.3 A Empatia como Ferramenta de Transformação
1.4 A empatia é a habilidade mestre da prática educativa. Ao se colocar no lugar do aluno, o educador cria uma conexão de confiança onde as dificuldades podem ser expressas sem medo.
“A natureza fez a criança para ser amada e ajudada, não para ser instruída apenas.”
Jean-Jacques Rousseau
Projeto Gotinhas de Amor
Oceanos que Relatam
4. Rafael: O Guardião de Seus Irmãos
Aos dez anos, Rafael cuidava de seis irmãos enquanto o pai buscava sustento. Após um incêndio que levou o pouco que tinham e a vida de seu pai, o maior medo de Rafael era a separação dos irmãos. A Creche Vovó Alegria tornou-se o abrigo que manteve a família unida. Ali, Rafael descobriu que não precisava carregar o mundo sozinho.
O Olhar Através do Vidro
O juizado chegou e o mundo pareceu partir ao meio.
Eu nunca vou esquecer os irmãos no vidro da perua, os rostos colados, os olhos cheios de lágrimas e o choro que atravessava o metal.
Rafael ficou ali, comigo, segurando o que restava de sua coragem até que o último fio de esperança fosse garantido.
Ali eu entendi: ser educadora não é apenas ensinar a ler; é ser o chão de quem não tem onde pisar. É ser o abraço que fica quando tudo o mais precisa ir embora.
A escola não pode mudar o passado, mas o nosso afeto é o que garante que essas crianças tenham um futuro para onde olhar.
"Toda criança precisa de família forte,
Onde o cuidado seja abraço e suporte.
Toda criança precisa de um lar digno,
Onde existir já seja um carinho.
Toda criança precisa ser ouvida,
Pois sua voz também ensina a vida.
Toda criança precisa de amor e atenção,
Para crescer segura, inteira e em construção."
Rosana Figueira
O amor
Momentos são únicos
porque têm o teu nome gravado neles.
São o jeito que teu riso desarruma meu juízo,
o café que esfria porque a gente se perde no olhar,
o mar de Santos como testemunha
das nossas mãos que se encontram sem combinar.
Guardar na memória é fácil
quando o que me faz bem é você:
teu cheiro ficando na minha blusa,
teu silêncio que não pesa, só acolhe,
teu "fica mais um pouco" dito baixinho
enquanto o pôr do sol se atrasa pra nos ver.
O que nos faz bem não se explica,
se sente na pele arrepiada,
no coração que bate fora do compasso
só porque você encostou de leve.
É presença que vira poesia,
é agora que vira pra sempre.
Então fica.
Depois lembra.
E se um dia a saudade doer,
fecha os olhos e me encontra
naquele instante só nosso —
único, porque é com você
que o tempo resolveu ser eterno.
Mãe – Fragmento do Céu
Força revestida de ternura
abrigo aquecido de amor,
jardim nascido em terra dura
firmeza infundida em valor.
Quem provou o amor de mãe
do céu recebeu sabor,
uma pequena fração de mel
dentro do interior.
Meu amor,
É uma tortura não te ver. Se eu pudesse escolher um poder, se me fosse concedida essa escolha — por mais irreal que pareça — escolheria um que me permitisse vê-la sempre.
Você não sabe como são frias as noites de inverno. Tornam-se ainda mais sombrias quando estou longe de ti. Creio que poderia morrer de hipotermia até mesmo nos mais quentes dos invernos.
A saudade bate em meu peito. Bate tão forte que parece capaz de romper minha caixa torácica. Amor, é por ti que meu coração clama; é por ti que ele se encolhe e se rende.
Ficar longe de ti é uma experiência tão miserável que, quando nos encontramos, tenho absoluta certeza de que os astros se alinham. Eles se enfileiram no céu e conspiram entre si para inventar o nosso amor.
Só penso em você. A psicologia talvez tenha um nome complicado para isso: pensamentos acelerados e obsessivos. Eu tenho um nome mais simples: você.
Ah, amor. Fui ao Museu de Belas Artes e fiquei decepcionado. Que má notícia para os artistas. A arte que mais aprecio não entrou no museu; ela estava em casa.
Mesmo não podendo viajar para conhecer as sete maravilhas do mundo, fico feliz por ver sempre a quarta. E as outras? Ora, que piada. Você, você e você.
Serei capaz de vê-la um dia? sei que sempre na próxima segunda, mas cada sexta é como se fosse uma partida indefinida.
#SORRISOS
Há sorrisos de amor
Há sorrisos de maldade
Há sorrisos de rancor...
Em toda e qualquer parte...
Há sorrisos solitários...
Há sorrisos de desdém...
Há sorrisos que lhe querem mal...
Há sorrisos que lhe querem bem...
Há sorrisos de lágrimas...
De tristezas que não tem fim...
Mas também há sorrisos que são especiais...
Para você e para mim...
Há sorrisos de angústias...
Outros de muita paz...
Falsos e verdadeiros...
Como ninguém faz...
Sorrisos tímidos...
Outros escancarados...
De corações vazios, sem sentidos...
Outros repletos de carinhos sinceros...
Os mais feios, acho eu, são os forçados...
Ocos, sem sentido...
Sem brilho... tão apagados...
O sorriso mais belo...
É quando o olhar brilha...
Formam um belo conjunto...
Perfeita harmonia...
Eu amo dar o meu...
Amo receber o seu...
Amo os milhares de sorrisos que você tem...
Amo suas risadas...
Suas piadas sem graça...
Eu amo a tua cara enciumada...
Amo dividir nossas histórias e segredos...
Amo seu sorriso...
Que me faz tão bem...
Sandro Paschoal Nogueira
#MOMENTOS
Amor imenso que também é cego...
Não há luar...
Não há estrelas...
Não sei o que vejo...
Amar eu posso até à hora de morrer...
Acordo...
E ainda que o caminho me espante...
Ainda que acordar seja
morrer aos poucos...
Amo...
Relembro o que fiz e o que podia ter feito na vida...
Quando o futuro me causa medo...
Todos os meus próprios momentos...
Ilusões e verdades...
Nesse espaço e tempo...
O que só agora claramente vejo...
Pode ser que para outro mundo eu possa levar o que sonho...
Nos destinos que não desvendo...
Vou amando...
Meus momentos...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
Amor de mentiras...
Feito de promessas impensadas...
Enquanto m’enganava a esperança...
Sonhos de olhos abertos...
Entre idéias e espíritos que pairavam...
Entre o lá e o cá...
Nas ansias mortais e das angústias que palpitavam...
Errante, ao turbilhão dos ventos...
Houve perfumes d’amor...
Houve doces venenos d’alma...
Entre destinos que já não me oferecem o acaso...
Razão tive, de viver bem magoado...
No duro aprendizado fiz-me escravo...
Ceguei-me...
Diante tanta ansiedade...
E desse que era meu já me não lembro…
Labirinto de um cego encantado...
Que a mim Deus então me salve...
De incômodos, de penas, de cansaços..
Desse sonho secreto e fascinante...
De meus olhos buscando os teus por toda a parte...
Sandro Paschoal Nogueira
''Amor Importuno''
Romance funesto,
amo porém detesto,
rio mas não de felicidade,
e sim de nervoso,
arde tanto,
passando-se a sensação carbonizar o osso,
e quando tomamos conta,
estamos sendo entalado pelo ar do fogo,
fumaça, desgraça,
passamos tempos investindo em nossa morada,
para vir uma maré infortuna
e destruir-se vossa casa,
nesses momentos devemos ser espertos,
trocar nosso lar de lugar
pra uma certa distancia do mar
que não seja muito longe e nem muito perto.
"Amor"
Vejo amor como um monstro,
e eu sou apenas um soldado,
vice-versa a gente se encontra,
e nem sempre ele quer papo.
Lembro, que na nossa primeira luta,
sai derrotado.
Por ter sido desnorteado,
pensei que havia perdido.
Mas sempre que me recordava dessa batalha,
retia um sentimento contínuo.
Por mas que me sentisse indigno,
sabia que aquele final era incerto.
Voltei me encontrar com ele,
e dessa vez fiz certo,
apanhei feito bastardo.
Porém conquistei
o que tanto havia almejado.
O que é a saudade, se não o amor que perdura?
Ela nasce quando o corpo se afasta, mas o coração permanece. É a chama que não se apaga mesmo diante da distância, o eco de um abraço que ainda vibra na memória, o perfume que insiste em morar na pele mesmo depois da ausência.
Saudade é o amor vestido de silêncio, é o olhar que procura no vazio um reflexo que já não está ali. É o diálogo que continua dentro de nós, ainda que os lábios do outro não respondam. É a eternidade escondida em pequenos instantes que nunca se repetem, mas que insistem em viver dentro da alma.
Se o tempo tenta levar, a saudade guarda. Se a ausência tenta apagar, a saudade escreve em letras de fogo. Porque, no fundo, ela é apenas a prova de que o amor é maior do que a presença... é a sobrevivência daquilo que o coração não permite que morra.
E talvez seja isso: a saudade não é dor apenas. É também o privilégio de ter amado tanto, a ponto de sentir falta. É a lembrança que acaricia por dentro e nos faz entender que amar é, inevitavelmente, também saber esperar.
Era uma vez um quase-amor... Intenso, confuso, bonito, mas mal vivido. Não faltava sentimento — faltava coragem. Ela amava com presença, ele respondia com ausência. E nesse vai e vem, perderam um ao outro sem nunca terem se tido por inteiro.
Ela foi embora pra se proteger. Ele ficou, tentando disfarçar saudade com distrações. No fim, o que restou foi silêncio onde havia conexão, e um “poderia ter sido” que pesa mais que qualquer adeus.
Você nunca me viu assim, desconhece meu eu sem a luz do seu amor. Há um lado de mim que repousa na penumbra, um ser quase estranhamente familiar, mas distante. Sou alguém que existe apenas na ausência do seu toque, na sombra do seu olhar.
Quando não estou apaixonado por você, meu sorriso é menos frequente, meus olhos, menos brilhantes. As cores do mundo parecem desbotadas, o tempo se arrasta em vez de fluir. Sou como um inverno sem a promessa da primavera, uma noite sem estrelas.
Mas quando você está perto, meu coração canta uma melodia que só nós conhecemos. Cada momento contigo é uma pincelada de cor na tela cinzenta da minha vida. O ar se torna mais leve, e cada suspiro é uma dança, um poema em movimento.
Você é o fogo que aquece meu ser, a musa que inspira minha alma. Com você, sou mais que uma simples existência; sou um universo em expansão, um jardim em flor. Não conheço a plenitude de mim mesmo sem o reflexo do seu amor nos meus olhos.
Então, peço-lhe que nunca desvie seu olhar, que nunca permita que o amor se esvaia. Pois, sem você, sou apenas uma sombra do que posso ser, um eco na vastidão do vazio. E na sua presença, sou luz, sou vida, sou amor em sua forma mais pura.
Em 42 anos, meu coração só soube de amor uma única vez. Não há passado onde ela existe, pois o tempo, diante desse sentimento, perde o sentido. A lembrança de seu sorriso se confunde com o presente, como se estivesse aqui, ainda agora, acendendo em mim algo que o mundo não apaga.
Você foi, e ainda é, o que define o raro. Em meio a tantas vidas que cruzei, foi no seu olhar que encontrei o infinito. E por mais que os anos tenham desenhado sua ausência, meu amor não conhece o esquecimento. Amar você foi como encontrar a essência de todas as minhas buscas — e mesmo que o destino tenha seguido seu curso, você sempre será minha verdade mais profunda.
O que é raro nunca se desfaz, apenas se eterniza em silêncio.
Eu odeio o amor.
Odeio como os seus olhos brilham e me encantam... ao mesmo tempo ofuscam a sua alma de mim.
Odeio quando você diz que me ama, mas que não me quer... fazendo-me te esperar por toda a minha vida.
Odeio como, mesmo de maneira inconsciente, vivo pensando em você... o que me faz sonhar acordado.
Odeio que, depois de 14 anos, você tenha dito que ainda me ama... já que desperdiçou os melhores anos da minha juventude.
Odeio que você esteja tatuada na minha pele... externando o que há muito está tatuado na minha mente e no meu coração.
Odeio como magoo as demais mulheres... só por não poder e não querer te esquecer.
Odeio quando você me liga... só pra dizer que não quer mais falar comigo.
Odeio que você nunca me esqueça... mas diga que não quer ter um vínculo eterno comigo.
Odeio que você tenha vindo me ver e me beijado... me deixando novamente apaixonado.
Sobretudo, odeio não conseguir te odiar nem por um segundo... embora seja um misto de amor e dor, eu ainda TE AMO! ❤️💔
