Poemas de Amor Abandonado
Manipulação mútua.
De um lado, pessoas usando doenças e martírios chamar atenção.
Do outro, pessoas usando benevolências e auxílios para chamar atenção.
"Se nós conseguimos, todos podem conseguir"
Uma verdadeira falácia!
Exceções à regra só provam a grande desigualdade social e racial brasileira oriundas basicamente dos processos históricos ligados à escravidão.
Devemos usar o "guarda-chuva" dos direitos humanos para intervir nas questões culturais e políticas de uma país.
Ou, devemos deixá-los resolverem seus problemas seguindo a ótica do relativismo cultural.
Eis a questão!
Por falta de opção, há muito tempo o povo brasileiro aceitou conviver com a política do "pão e circo.
A dificuldade em passar pelas portas da inclusão social, tão tortuosas e estreitas, faz com que muitos escolham viver o "hoje".
Entregando seu futuro nas mãos de Deus, no destino, na Mega-Sena, na loteria, no sonho de um dia ser famoso, jogador, cantor, ator....
Se eu for eu não volto
Talvez fui
Onde sempre quis ir
Sumir
Desaparecer
Morrer
Deixar de existir
Farei falta?
Quem sabe!
Ninguém lembrará
Sou peso nesta terra
Não tenho oque fazer
Lixo irreciclevel
Mas tenho muito à perder
Porém sempre quis ir
Mas não estou preparado
Se eu atentar contra mim
Será o maior pecado
Não posso contrariar
Nem contra Deus pecar
Oxalá se tivesse uma forma
De morrer sem se matar.
Mudar da periferia para burguesia nem sempre é visto com bons olhos.
Parece que a busca por melhoria de vida não pode acontecer fora das comunidades, sob pena de ser considerado um "metido a besta" que abandonou suas raízes, ou seja, não presta mais, deixou de ser uma pessoa de bem.
Acredito que tempo é o melhor parâmetro para definir uma amizade verdadeira.
Nem sempre aquele sempre lembra de desejar felicidade no seu aniversário constitu-se num amigo verdadeiro.
Desanimar é sofrer no pensamento,
Um passo para desistir.
Fraquejar, dizer que não é de aço
É não contar com a fé,
Menosprezá-la e tornar-se um qualquer.
Unidas defendem que o corpo é da mulher.
Entretanto, basta uma miga usar decotes ousados na frente dos seus respectivos maridos para minas brigarem.
É isso!
ESTENDA A SUA MÃO
Peregrino
Coloca teu coração para escutar
Faça dele os teus olhos
Não acredite na língua da ilusão...
Esse mundo é de pura mentira e contradição
Mas se acredita no falso
Vive na injustiça e sabe-se lá o que cultiva na sua plantação
Não seja inconsciente, pois a colheita é certeira meu irmão
Qualquer dia ela se apresenta
Bate à sua porta e não irá tão fácil embora
A caminhada é longa, as artimanhas são muitas neste chão
Porém nunca perderá em ouvir aquela voz dentro de ti e sempre que puder,
estenda a sua mão.
Escolhas
Não te escolhi por beleza
Talvez pela sua pureza
Mas mais pela Grandeza
Do olhar da sua certeza
O que me despreza
A desejar outra riqueza.
Tenho sonhos, princípios e traços
E em meus sonhos medonhos
Me envolver nos seus braços
E te dar abraços,
É o sonho que congraço
Além de amassos
Penso sobre os entrelaços de nossas mãos
Sobre seus olhos, claros e belos
Os mais singelos e paralelos
Distantes como torres e castelos
Pondo sobre si os mais belos elos
Apelos da vida amorosa
Sendo glamorosa
Além de esplendorosa.
Revolucionários sonham em construir um mundo melhor no futuro.
Reacionários sonham em reconstruir o mundo melhor do passado.
Noite de Risos
Noite engraçada
Toda embaraçada
Parecendo uma caçada
Em busca de uma palhaçada
Riamos de tudo
Falamos sobre tudo
E ainda contudo
Perdi foi o rumo tudo
Seu jeito amigável
Tão adorável
Se tornando interrogável
Me deixando vulnerável
Com seus cabelos escuros
Usava óculos escuros
Dava sussurros
E levantava múrmuros
Seus lábios belos
Seus olhos paralelos
Me prendem como flagelos
Me fazendo ver os mais belos elos
Seus olhos brilhantes
Tão simpatizantes
Além de deslumbrantes
Tão alarmantes.
Sua voz tão intrigante
Sendo tão elegante
Além de aconchegante
Me deixando mui ofegante.
Uma noite de risos
Cheia de imprevistos
Com sorrisos precisos
Finalizo meu riso.
Se, no casamento, um dos dois
Pisa no acelerador
O outro deve pisar no freio
Para que a próxima parada não seja em separação.
Para que haja acerto,
Se um for o acelerador
O outro deve ser o freio.
Qual é a poesia mais bonita do mundo?
Por varias vezes fiz essa indagação, imaginava que as mais incríveis poesias eram de Vinicius de Morais, Olavo Bilac, Fernando Pessoa, Cecília Meireles ou de Platão.
Esse pensamento equivocado se fez presente em minha mente antes do dia que lhe vi para primeira vez.
Hoje, ao seu lado, descubro, diuturnamente, que a poesia mais linda do mundo não se resume em estrofes, mas, para finalizar esse mote, cinco delas eu posso citar: o seu brilho no olhar, o seu modo de beijar, a perfeição que é você, o amor que eu sinto por você e o intenso desejo de lhe querer.
Com muito carinho, para o meu amor.
Bíblia Sagrada
Muitos á conhecem, na Verdade poucos
Vem a compreender o Sagrado nela.
Mateus 7:14 ; Levítico 20:7.
A SEMENTE
Certa vez, quando eu passava por um momento muito difícil, sonhei que seria operado do coração. Angustiado, eu pensava que não sobreviveria à operação. Não sei como fui parar ali, por quais caminhos andei ou fui levado. Sabia apenas que haveria uma operação e eu era o paciente a ser operado.
De repente, adentra a sala de cirurgia o cirurgião. Ao vê-lo, meu medo desaparece, cheguei até a sorrir... Pois o médico que me operaria era nada mais nada menos do que o poeta Fernando Pessoa!
No princípio, achei estranho. Mas depois entendi que fazia sentido ser um poeta o cirurgião de um coração angustiado.
Sem demora, o cirurgião-poeta abriu meu peito, mas não com bisturi: não sangrou, nem houve dor. Ele enfiou uma das mãos, porém não foi suficiente. Somente as duas mãos do poeta conseguiram tirar meu coração do peito.
"Seu coração está pesado como um paralelepípedo! Preciso extrair o que lhe pesa", diagnosticou o cirurgião-poeta. “O que lhe pesa não é coisa física, o que lhe pesa é a mágoa com o passado, a decepção com o presente, o medo do futuro e a descrença nos homens”, disse-me ele enquanto extraía tudo isso.
Quando olhei para a mão do poeta, meu coração estava minúsculo, parecendo uma semente salva de um fruto que perecia. Indaguei: “poeta, com esse coração pequenino como vou sobreviver!?”
O cirurgião-poeta então respondeu, terminando sua arte, sua “clínica”: “Ele está assim pequeno porque deixei apenas o coração da criança.”
Após ouvir isso despertei, e não apenas daquele sonho. Ainda deitado, olhei para a janela: já amanhecia. Queria registrar o sonho e me virei para procurar caneta e papel. Então, algo que estava sobre meu peito caiu ao meu lado na cama, era um livro que adormeci lendo: “O Eu Profundo e os outros Eus”, de Fernando Pessoa.
"As terapias verbais me terapeutam." (Manoel de Barros)
