Poemas de Amizade Oscar Wilde

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Nós nos perdemos toda vez que tentamos agradar àqueles que nunca se encontraram.

Perdoe, mas não se esqueça das dores que lhe causaram, para que você nunca cause dores semelhantes em outras pessoas.

O desejo de fazer justiça com as próprias mãos é compreensível, mas não justificável.

Meça o seu crescimento pessoal com a sua régua e nunca com as dos outros, pois quando a alface e o eucalipto atingem o ápice do crescimento, as suas estaturas são muito diferentes.

A felicidade é uma conquista individual, não existem grupos felizes, mas grupos de indivíduos felizes.

O meu feitiço virou contra o feiticeiro, quis torná-la escrava do meu amor, mas o seu amor me escravizou primeiro.

Precisamos nos esforçar para entender o que vemos porque é muito difícil gostar daquilo que não entendemos.

Quando o vento apaga a chama da vela, a culpa não é do vento, mas de quem não fechou a janela.

Pobre do homem que só consegue ser bom quando acredita que tal postura lhe trará benefícios noutra vida. Tal homem não é bom, mas apenas um negociante.

A pior pobreza é a espiritual, pois não existe esmola para os pobres de espírito.

A fé move montanhas quando estamos dispostos a carregar muitos carrinhos de terra.

Os livros são antídotos para a ignorância, mas nem sempre o são para a estupidez.

O autoamor tem o poder de transformar o amor alheio em complemento da felicidade ao invés de condição para alguém ser feliz.

Lembre-se que Jesus perdoou o ladrão, mas não o removeu da cruz porque a justiça precede o perdão.

Não procuro comprovações para as minhas crenças; procuro-as para ter em que acreditar.

A morte não é o afogamento no rio da vida, mas é o mergulho que nos conduz à outra margem.

Pare para pensar se aquilo em que você acredita nasceu em você ou se é apenas uma herança.

Porque alguns amores não começam quando duas pessoas se encontram, mas quando duas almas finalmente reconhecem aquilo que nunca deixaram de ser uma para a outra.

O amor é uma carta, mais ou menos longa, escrita em papel velino, corte-dourado, muito cheiroso e catita; carta de parabéns quando se lê, carta de pêsames quando se acabou de ler.

Machado de Assis
A Mão e a Luva (1874).

A beleza da vida está no que não cabe na lógica da utilidade. Há gestos que existem apenas para nos lembrar que viver também é contemplar, cuidar e amar.