Poemas da Terra
SEM ILUSÕES
Sou uma miragem
Sou uma ilusão
Sou o pó da terra
Poeira desse chão
Sou um pobre verme
Que vive rastejando
Por dias melhores
Vivo clamando
Não produzo aquilo
Que é necessário
Vivo carregando a cruz
Do meu calvário
Sofro sozinho
Minhas desilusões
Mas tenho vivido
Muitas emoções
Da vida só se leva
O bem que se faz
O mal só faz mal
Só nos leva para trás
Não tenho vergonha
De confessar-me vagabundo
De passo em passo
Percorro o mundo
Mais experiente
Agora eu sou
Em busca da morte
Há muito estou
Não tenho ilusões
Quanto a felicidade
Pois na vida tudo passa
Ficando a saudade
Eu sei que não valho muito
Mas a vida vale ouro
Quando a morte me levar
Por favor nada de choro.
Terra forte
Venho falando da nossa terra ,
que sempre estamos pisando ,
todos os anos ,
todas as eras ,
nos aguentando ,
terra forte ,
que Deus criou ,
terra que acolhe ,
os mortos de quem matou ,
terra de barro terra de areia ,
com um se faz jarro ,
com o outro se faz cadeia ,
minha vida foi ,
viver com os pés no chão ,
com minha cabeça mergulhava na ilusão ,
terra que sustem ,
terra que nos leva ,
parra os mas altos caminhos ,
caminhos de pedras ,
pedra e terra ,
meu coração também ,
meu coração só é pedra porque não ama mas ninguém ,
na verdade somos todos do barro ,
Neste primeiro domingo do ano
Vamos saudar o sol, a água...
O céu, a terra e o ar...
Vamos saudar o amigo, a família
e o amigo...
Vamos saudar o vento, a lua e o mar...
Vamos saudar a saúde, a flor e o amor...
Vamos saudar a vida e seu criador...
mel - ((*_*))
Todo dia o sol levanta e a gente canta
Ao sol de todo dia
Fim da tarde a terra cora e a gente chora
Porque finda a tarde
Quando a noite a lua mansa e a gente dança
Venerando a noite
Madrugada, céu de estrelas e a gente dorme
sonhando com elas.
Você,
É meu pedaço de céu na terra
E eu, sou apenas o pó
Você.
É o ar que percorre meu corpo
E me mantém vivo
E eu, sou apenas a vontade de viver.
Você,
É a riqueza, mas preciosa.
tem a perola em teu olhar,
Tem a safira em teu sorriso.
Tem o diamante em teu coração
Você,
É a grandeza do universo
É meu porto seguro,
Minha terra firme.
Meu coração que vibra de amor
Você,
É a bela rosa
E eu, teu espinho
Que estou lá para proteger minha rosa
Você,
É a grandeza da lua
E eu, sou apenas uma sombra
Que estou ali graças ao teu luar
Você.
É a beleza do sol
E eu, sou apenas um brilho
Você.
É a imensidão do mar
E eu, uma simples gota.
Você!
É tudo de mais lindo
Que tenho.
É minha vida
E eu sou apenas um grão
Que venho completar você.
Sem você sou o sol sem calor
Sou a lua sem luar
Sou a estrela sem brilho
Sou a estrada, sem luz•.
Com você sou a grandeza do mar
Sou a beleza da rosa vermelha
Sou o sorriso de uma criança
Sou amor, sou vida•.
Com você sou o brilho de um olhar
Sou o sol do amanhecer
Sou a esperança perdida
Sou o amor sou a vida
Com você sou a mão que do carinho, a uma criança
O coração que ama um simples sorriso de menino•.
Sou a vida para quem quer viver
Sou o amor da pessoa amada
Sou luz sou vida
Com você posso ser tudo
Ou posso ser nada
Sol ,
centro da terra ,
centro do meu viver ,
viver sem o sol já era ,
pois preciso se aquecer ,
alimenta meu coração ,
com a chama mas ardente ,
queima toda ilusão ,
assim tão derrepente ,
sol de verão ,
de meio dia ,
aquece o meu coração ,
pondo essa alegria ,
sol amado da lua ,
distancia de duas paixão ,
e no meu sonho vejo os dois juntos lá da rua ,
sol da um tempinho ,
és quente de mas ,
mais te quero amorzinho ,
te quero mas que de mas ,
meu coração petrificou ,
Minha terra não é ouro é Prata.
Minha terra não é moderna é estilo rural.
Minha terra tem homens de boa e má fé.
Minha terra é também a terra do Pelé e do café.
Minha terra é a terra de artistas.
Aleijadinho e tantos outros.
Minha terra tem pessoas simples e bonitas sorrindo pra vida.
Minha terra tem santos,tem devoção,tem adoração.
Terra de sol quente e rios pra se banhar,lá não se vê mar.
Minha terra é Minas.
Uma vez mineiro,sempre mineiro.
Mineiros de alma Mineiros de coração.
O Amanhecer
Tem o Brilho do Teu Sorriso...
O Sol
Tem a Luz daqueles cabelos...
A Terra
Tem a Cor dos Seus Olhos...
O Universo
Tem esse seu jeito...
O que dizer quando não digo
Se amo
Quando fala besteiras em meu ouvido
Quando amarra seu cabelo
De um jeito tão especial,
Com seu olhos fixos nos meus
Mesmo "Zaral"
E o Amanhecer mais sincero que eu vejo,
Quando deita pelo menos um instante em meus braços
E olha nos meus olhos, Oh! Castanho da Terra
Que penetra a minha alma, e me fere o coração
Quando segura minha mão
Em um momento inesperado,
Eu fico todo bobo, fingido nem ter ligado
Mas por dentro a vejo, como
Quem eu quero viver,
Mesmo se por um instante ou toda eternidade
Por uma noite ou um luar
Por uma hora ou um milhão de dias
Não importa as horas ou as milhas,
Se não posso
À possuir
Possuo Somente o que
Posso
Não a vejo com Posse
Nem conquista ou troféu
Simplesmente como posso,
A maneira que Sorri,
Tão delicada e atraente
Mas se a feres como uma serpente
Ela lhe ferirá como uma leoa
Se ela é brava?
Se estou vivo não é a toa
O que me partes
É não poder vê-la
Se essa minha infelicidade
É passageira
Não me negues ter sorriso
Não me negues sua dor
Sei dos teus caminhos
Sei do teu existir
Sei do teu clamor!!
A vida que tu levas
Tenho sonhos parecidos
Mas sonhos eu não digo
Somente metas que persisto
Seu jeitinho de menininha
Me roubou minha atenção
Em um segundo distrai
E também levou meu coração
O que dizer quando não digo
Se és verdade e de coração
Essa nossa história
É só mais um conto
Ou apenas ilusão?
Douglas Almeida Vergilio
Era apenas pequena uma semente jogada numa terra seca, quebradiça, parecia tão frágil... tão sem valor...
Um dia, quando menos se esperava, a chuva veio... e regou aquela terra... e aquela semente encontrou um lugarzinho naquela terra onde começou a germinar...
Muitas estações passaram, e aquela semente enfrentou calor, frio, tempestades, e aos poucos suas raízes começaram a surgir... pouco a pouco, uma a uma foi brotando, crescendo e dando forças àquela semente... e assim a semente já não era mais pequena... foi brotando e se tornando uma árvore...
E naquela terra que parecia não ser capaz de produzir nada surgiu aquela tão bela árvore que se tornou a maior de todas...
Assim também são os sonhos, os desejos que Deus planta em nosso coração. No início são pequenos, parecem algo da nossa mente, algo sem valor, mas quando permitimos que Ele fale conosco, que sua chuva caia em nosso coração, então começam a germinar, a criar raízes de fé, de esperança, e mesmo em meio as estações em nossa vida, aquela plantinha permanece. E assim Ele vai dando crescimento até que alcançamos a promessa Dele. E aqueles sonhos, aqueles desejos que muitos não acreditaram... e até mesmo duvidaram... são obrigados a reconhecer e dizer: Deus fez grandes coisas em sua vida! Realmente isto só pode ser de Deus!
...e um dia eu vou pro Céu...
me livrar das asas falsas da Terra
e me apossar das verdadeiras do Paraíso ...
onde meu anjo me espera!
e como ele mesmo disse: "Mãe...Até Mais!!" ...
mas antes ...
tenho que aprender me soltar das amarras que me prendem aqui embaixo!
E cumprir meu tempo determinado...
assim como foi o seu...
e ai sim... será paz...
sem dores, mágoas,
tristezas... enganos...
só paz e Luz...
Dé te amo filho <3 saudades
Lembranças de Alegrete (À minha terra natal)
Minh'alma a trotezito
Percorre tuas campinas,
Nas asas do pensamento...
Olhos fixos no infinito
Posso ver tuas colinas,
Verdes paisagens ao vento.
Coração bate apressado!
Sente ânsia de chegar
Galopando nas coxilhas...
Num pulsar apaixonado,
Busca o aconchego do lar
na Capital Farroupilha.
Alegrete, meu jardim,
Onde roseirais plantei...
Torrão que me viu nascer!
Saudades nasceram em mim
Nas plagas por onde andei,
Num eterno florescer.
Ibirapuitã brejeiro
Fonte de águas correntes,
Vai regando nossa lendas...
A cantar nos pessegueiros
Cigarras com vestes de prenda,
Inebriam índios valentes.
A reviver nossas glórias,
Em cada Vinte de Setembro
Meu povo desfila animado.
Num tilintar de esporas,
Com muito orgulho relembra
Feitos heroicos passados.
Não conheci outra escola
Mais sapiente que a tua...
Minuano cortando os ares
São João, fogueira na rua,
Passarada nos pomares.
Geada encobrindo os campo...
Envolta em meu cachecol,
brincava descalça na chuva...
Terra de mil encantos!
Caindo chuvisco com sol
É casamento de viúva.
Tropeiro vencendo quebradas
Cumprindo assim sua sina,
Ao sabor do chimarrão...
Nas ruas,juntas de gado
Nos meus temos de menina
Braseiro ou fogo de chão.
Emmeio à fronteira oeste
Do Rio Grande do Sul
Está minha querência amada.
Com sua beleza agreste,
Debaixo de um céu azul,
O meu rumo é a tua estrada...
nascem do caos lugares
do tempo primordial
harmonizam-se os elementos
depois
na terra e no mar
surge o corpo
o caminho
a luz
a vida que se faz aos poucos
do princípio das coisas vãs
por desvendar
do livro "Meditações sobra a palavra" de Alvaro Giesta
fúria sedenta
palavra que se quer
terra
água
fogo
e ar
mulher – amante
mãe que gera no seu ventre
um grito novo
por gritar
in "Meditações sobre a palavra" (um tributo a Ramos Rosa, o poeta do presente absoluto), editora Temas Originais, do poeta
a palavra é!
está
no altar-mor que lhe é devido
ela é!
Terra Água
Centro
Sol Luz
é o princípio o intervalo e o fim
do universo
é calor
respira-se da palavra
habita-se todo o seu espaço
interior
in "Meditações sobre a palavra" (um tributo a Ramos Rosa, o poeta do presente absoluto), editora Temas Originais, do poeta Alvaro Giesta
Terra de medo
e de dor
e de sonho também…
Lá fora o vento que zumbe
e uiva
e fustiga ameaçador e célere passa…
o vento a quem tudo pergunto
e nada me diz
O vento que volve e revolve
e varre
as folhas secas das mangueiras
plantadas no terreiro
que serve ao quartel de parada
O vento que zumbe e uiva
tresloucado
no negrume da noite que dói e mata
O vento que fustiga e passa
as frágeis paredes da vida
dentro do arame farpado
In “Há o Silêncio em Volta” (poética de guerra), edições Vieira da Silva do poeta Alvaro Giesta
Inventa-se e cria-se o que se pode..
Da Terra tudo se tira, se sufoca e se estoca.
Invadem o seio da mãe natureza,
virgem desguarnecida...
Eterno destino da água molhada...
Se se abrisse um abismo na terra,
Um túnel que me levasse pro centro dela,
Em meio a escuridão me permitisse embarcar,
E longe de tudo isso que conhecemos,
Eu pudesse viver num outro mundo,
Onde eu se pudesse voar bem alto,
Alimentar-me de novos frutos,
Viver alegremente...
Conhecer o além estando na vida,
Ver coisas novas, outro solo, outras raças,
Caminhar em solo sagrado jamais vistos,
Saborear da água mais cristalina numa vastidão,
Comunicar-me com algo totalmente ridículo...
Será que é isso a o limite??!
O limite das mais selvagens especulações?!
Ou mais um louco pensando freneticamente?!
... É madurez chegando,
o tempo nos dizendo que estamos apenas de passagem
por essa terra
e pela vida das pessoas.
Eu sei sorrir...
Sorrir a cada amanhecer...
Sorrir com o sol que aquece a terra...
Sorrir com as lágrimas das nuvens que banha as plantas...
Sorrir diante do alimento que nutre...
Sorrir com o entardecer...
Sorrir às batidas das ondas do mar como um hino de sereias...
Sorrir com a noite que desce...
Sorrir com a lua que por si trás as utopias enamoradas...
Sorrir com a coreografia das estrelas no tapete escuro...
Sorrir com tálamo que me aconchega...
E num sorriso brando e sublime...
Inclinando os joelhos, agradecer ao Arquiteto da Natureza...
E é nesse sorriso que me entrego ao letargo, nos belos devaneios.
Cleir
