Poemas da Juventude de Paulo Coelho
"Bom, chega uma hora em que é mais fácil calar do que proferir pensamentos irrepreensíveis e de possível arrependimento... "
Acima de todas as batalhas, a mais difícil de se vencer, é a que enfrentamos dentro de nós mesmos. O nosso medo e a insegurança do que e quem somos exatamente. Existe uma linha muito tênue entre humildade e hipocrisia! Poucos conseguem decidir sua própria sentença!
Eu sofri, chorei, sorri, esfriei, gelei, sequei...
Quase morri, mas sobrevivi, e estou aqui, porque sei que amei!
Pobre do poeta que tenta relutar contra sua natureza, repele-se em sua sabedoria insana, contudo, depende das linhas de sua própria expressão para definhar-se de fato, entre vida e morte.
O ser humano é causador da sua própria ruína, colunista da sua própria história, maquiando suas mentiras, mendigando piedade de um bem que não conhece, não cumpre. Sua alma é revestida de medo e fraqueza, seu coração maquina o mal, seu corpo é recoberto de hipocrisia e seu alimento é o egocentrismo!
É da fraqueza que nos alimentamos, e é justamente nessa hora que esquecemos de onde vem as migalhas que sustentam nossa alma e cruelmente viramos as costas.
Quantas pessoas já não passaram por aqui, tentando semear um sentimento de misericórdia entre os homens. E tudo que recebemos em troca é sempre a mesma resposta: um conjunto de boas intenções, memórias de vidas que se foram sem convicção de terem alcançado seu objetivo. Meus braços estão cansados do plantio, espero que meu coração não se canse de acreditar...
Se eu sofri? Sou um ser humano! Se eu amei? Apenas para quem merece meu amor! Se chutei pedras? Construí o muro que protege minhas emoções contra mediocridade.
Não deixe que te digam o que você pode sim ou não fazer, pegunte à você mesmo o que deseja e precisa fazer. Siga em frente, tape os ouvidos para o que tentar te fazer mudar de ideia, absorva o que fizer bem. Vença! Você é capaz!
Sempre que eu quiser e puder, farei possível para sorrir, porque mais vale a vida com o sorriso no rosto, que o amargo no coração.
Aprendi que reclamar envelhece mais do que lutar para responder as minhas próprias barreiras do dia a dia...
Portanto, caminhemos rumo a conquista!
Vejo pessoas com a reza na boca e a arma na mão, profanos, matando em nome da religião. O povo esqueceu a bondade, a fraternidade, o amor, o perdão! Seres desumanos, perversos,infames, não têm compaixão.
À medida que as sociedades se firmam mais pluralistas, somente o diálogo respeitoso sobre os pontos de vistas divergentes poderá manter a unidade civilizada entre os cidadãos.
Devido a todos os acontecimentos do século XX, podemos equipará-lo ao jogo de “Campo minado”, visto que, no jogo, existem diversos “quadrados vazios”, outros com “bombas” e uns com “minas”. Analogamente, observando as ocorrências do referido século, podemos assemelhar esses “quadrados”, respectivamente, aos anos e aos acontecimentos que marcaram esse período histórico. Os “quadrados vazios” podem ser compreendidos como sentimento de alienação social, angústias, desprazeres, fome, solidão e perdas. O “quadrado das bombas” pode ser assimilado pelo período das duas grandes guerras mundiais- conflito bélico de grandes proporções que envolveu um grande número de nações e países de distintos continentes-, quando, literalmente, houve incontáveis mortes provocadas pelas “bombas” provenientes dessas guerras.
Por último, “as minas” podem ser depreendidas como as conquistas sociais, avanço no campo tecnocientífico, justiça e liberdade de pensamento.Em suma, esse período histórico pode ser resumido em um único “período”: momento das belicosas mortes e das infelicidades.
O universo possui várias sequências de permutações que direcionam-se, exclusivamente, para um único resultado.
