Poemas da Juventude de Paulo Coelho

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Na noite

Meus passos vão pela rua,
cada estrela que me olha é um desejo de morte
Não peço mais afaste de mim este cálice.

A rua passa como a vida
como os amores como os amigos
Só o olhar persiste.
Persiste em olhar e contemplar alguma coisa.

Mas, nada mais existe de belo.
nada mais tem gosto ou
se quer tem cheiro.

No olhar só o rosto dela ficou,
a vida que se foi,
os beijos que nunca pediu.

Numa noite maior um grilo canta,
e seu canto ecoa na noite,
um canto melancólico.
Suave, porém melancólico.

Inserida por OBorges

Noite Feliz

Em algum lugar deste mundo
por incrível que pareça
tem uma mesa vazia.

Tem alguém de barriga vazia
Olhares pedindo por ceia
pedindo por seio.

Por mais incrível que seja
ninguém agradeceu o pão na mesa
Ninguém nem se quer viu o pão.

O menino descalço pisa no chão de areia
dá aquela fungada, aquela de choro
e pede pra noite algum rastro de esperança.

A estrela cadente que corta,
corta apenas seus sonhos,
quem sabe amanhã pensa o menino.

Enquanto isso, alguém entrou na cozinha,
reclamou que a cerveja acabou,
que a comida não sai, que o gato já morreu de tanto ...esperar]

Enquanto isso, no canto sem paz
uma criança morre de tanto esperar...

Inserida por OBorges

Ode de alguém que já sofreu por paixão.

Se quiseres se apaixonar
não se apaixone
é tolice se apaixonar
Pra que sofrer o amargo afim?

As almas não são gêmeas,
as almas não podem ser.
O sonho de outro alguém não existe
só existe o mal de ser sozinho.

Não tenha medo de ser sozinho.

Inserida por OBorges

Ode da felicidade

Não saber o que é ser feliz.
Mas, mesmo assim sentir que é

Inserida por OBorges

No Tempo de Era Uma Vez

No tempo de era uma vez
Eras tu princesa e eu feiticeiro
Tu eras filha do rei, eu marinheiro
Eras tu donzela e eu camponês.

Quando eu falava tu não ouvias,
quando eu surdo eras tu falavas
Só sei que por amar outro, um se poupava
E o outro por um grande amor ainda chorava.

Uma vez em meu cavalo subi
A galope outra terra encontrei
Procurei um outro amor, mas nunca me apaixonei
como aquela vez que em teus olhos me perdi.

Pra minha terra voltei
A sua torre, aquela tarde escalei
As palavras que faltavam finalmente falei
E em frente a aurora tua boca eu beijei.

-Nunca mais tristeza. Balbuciei.
Teu coração finalmente roubei.
Você sorriu e cochichou em meu ouvido:
-Meu coração há muito tempo te dei.

Inserida por OBorges

Minha Ilha Coração

Me doeu ver você partir,
e foi essa dor
que me fez correr atras,
me fez nunca desistir de ti.

Atravessei mares
fiz amizades com meus inimigos,
em certo tempo fui um foragido.

Voei, corri,
gastei sola de tanto andar.
Pensei que nunca outra vez
sua boca iria beijar.

Até que na Ilha Coração,
achei onde tu estavas enterrada.
A alma sempre fica onde a pessoa é enterrada.

Inserida por OBorges

Livros livres, livres homens.


Eu leio... Releio... Aprendo e conheço. Faço uma viagem pelo mundo, Respiro fundo... E sou mais feliz ! Um outro mundo é Possível, através dos livros. Há um outro mundo a sua espera. Conhecimento, Cultura e Felicidade.. Lhe esperam a partir da primeira página ! Poetas, Professores, Estudantes ou simples Trabalhadores... Todos beneficiados com este Mundo mágico dos Livros ! Ah...meu livro ! quando te abro, não quero te fechar ! Ah...meu livro ! quando te acho, não quero te deixar ! Ah...meu livro ! quando te leio... me encontro, me completo, não quero descansar !

Inserida por kimyanjo

MEIO ENTRE NÓS

Existe um meio entre mim e você
Primeiro à distância
Que nos mata, que nos prende e,
Que nos deixa com saudade.
Segundo os nossos medos
Ele é capaz de destruir tudo que construímos
Terceiro é lembranças de momentos não propícios
Isso pode acabar com tudo que nos sonhamos
Mas sabe de uma coisa, o medo, à distância, as lembranças,
Não pode acabar um grande amor assim.
Mesmo que seja o fim, o amor vai prevalecer.
Pois, só amor é capaz de curar, restaurar, de viver o que é impossível.

Inserida por kdpaulofernando

⁠DESABAFO

Oi
Nem sei quem é você mais
Permite-me desabafar contigo?
Eu me sinto um inútil sabia, ultimamente não tenho tido amizades saudáveis, as amizades que eu tenho são problemáticas, assim como eu. Neste, ultimo ano simplesmente tentei fazer algumas amizades, me enturmar mais pela a cidade que habito. Apeguei-me a pessoa fútil, que só queria o que eu poderia oferecer, e não o que eu sou. Será que eu sou imaturo? Ou sou uma pessoa muito intensa para me relacionar com pessoas que nem querem me ouvir.
Em quatro anos a minha história deu uma virada de 360 graus, com varias circunstâncias, umas boas, outras não boas, mas aprendi ter o “amadurecimento” que precisava em meios aos caos da minha vida. Dentro de mim, nesse episodio, havia uma dor constante, que as minha lagrimas não conseguiam se segurar, e rolavam sobre o meu rosto. Eu me martirizava muito, por não ser quem as pessoas queriam que eu fosse. O medo de ser criticado era grande, que me deixava louco, querendo correr pela cidade, para ver se abafava toda essa agonia que havia dentro de mim.
Sou um cara muito fácil de fazer amizades, porém eu não sou de ter amizades duradoras, pois não tolero falsidade, e falta de respeito. Fazer amizade é ótimo, mas tudo tem limite, quando uma pessoa invade o seu espaço de privacidade, já é um absurdo. Amizade, não machuca o outro, ela ensina, ela respeita, ela é companheira, e sabe dividir os conhecimentos. Eu tenho sorte de ter pessoas maravilhosas ao meu lado, mas tem bem tenho sorte de ter pessoas tóxicas também, pois eu não sou de excluir alguém, amo inclui-los no rolê, talvez, por isso pessoas se afastam de mim, por eu ser esse cara transparente e justo.

Inserida por kdpaulofernando

UM MOMENTO SÓ

Suor frio. A minha mente se encontra pesada, mas basta parar e respirar fundo e deixar flutuar.
Sabe! Hoje estou como uma injeção. Dói à furada, mas sei que em instante vai passar.
Sou a ferida cicatrizada, que sangra quando se tira o cascão.
Sou o pássaro sem os seu ninho para descansar.
Eu sou um emaranhado de tantas coisas juntas.
Mas nem por isso me deixo levar pelos pensamentos alheios, sou deixo passar.
Assim como as ondas do mar. Estou entre elas, mas não deixo ela me levar.
Aprendi que nem todos vão ser íntimos, amigos, parceiros ou até mesmo irmãos,
Só vai ser um momento, no meio dessa solidão.
Solidão na qual digo é estando com todos, porém no mesmo estante está sozinho.
Tudo o que eu fiz, foi só pra deixar o outro feliz se esquecendo até de mim.
Mas sou como uma folha ao vento, não me esqueço de onde sair, porém não volto mais. Pois, o vento me leva para longe e não tem como voltar atrás.
Estou aprendendo a me refazer
Eu acordei e não foi na pressa, demorou, mas deixei o tempo me acordar no tempo certo.
E acordei, acordei pra vida, sendo quem eu sou, mas na melhor versão de mim mesmo.

Inserida por kdpaulofernando

⁠AINDA VOU RASGAR A SUA ROUPA!
Lembrei-me do teu sorriso, do teu toque, da sua boca e de todo emaranhado que você me casou. De quando você me puxou, me deixando louco ao te sentir.
És a flor, mais bela que e encontrei. Uma flor das cores violeta, as que eu nem dava importância.
Eu já era desapegado de tudo velho, ai vem você com esse seu sotaque fazendo diferencia de todas as pessoas que eu já conheci...
Mas vou com calma, experimentando ao poucos, aproveitando esse tempo que nos resta aqui nesse mundo.

Inserida por kdpaulofernando

⁠Nas veredas da vida
A liberdade é poeira
Só os pensamentos voam
Os sonhos dançam com o vento...
Cada um constrói o seu cativeiro
E paga por cada segundo da existência
O custo da vida
É a própria vida...

Inserida por Existencialista

HUMANO AMOR

Do amor que te falo
Não é o infinito e sim
Esse que descuidado
Desmancha-se num grito
Desmesurado de dor

Não é o divino por não ser absoluto
Mas sim humano pois caso desvela
Gera desengano onde não caiba estar

Nem abstrato nem concreto
Por não ser secreto entre a gente
E estar ocluso por fina camada de cera

Esse feito de retalhos de pano
Que o tempo acostuma com a costura
E se não se atenta nem ciúma
Termina quando maltrata incontido ao passar

Do amor que te acho incomoda
Exige que provemos do amargo e o azedo faça acordar
Por não haver medo no amor
Mas que intimide e renasce e reacende
Pela simples cisma de se vir deixar de amar

Inserida por psrosseto

IMPETUOSO

Ensina-me a não estar afoito
Diante da tua beleza
Pois quando te percebo me sinto trêmulo
Como a bandeira que tremula ao vento
Presa ao próprio pêndulo
De um único fio do teu cabelo

Eu sou teu artífice e vértice
Tu a hélice que impulsa além da bússola
Que me prende e norteia ao curso
Íntimo que em mim navega

Carrega-me e me refaça
Doma meu ímpeto a conter-se
Ou desnuda se embriaga comigo
Do mesmo beijo voraz do vinho
Vertido da mesma taça

Inserida por psrosseto

LAMENTO

Lamento pelos que ainda a aplaudem
Não renegam teus atos e acolhem as sandices que decretas
Que se debruçam e pactuam contigo sobre o visgo que amordaça
Que obrigam que se desfile em fila e marchem cegos
Que se siga sob o perverso e o descalabro
Desalinhados sob as intempéries e o desalento

Não é este o vento nem o cantar da aurora que almejo
Porque não se questiona nem protesta, apenas vão
Acolchoados às divisas que fingem entrever
Ainda que sentem que usurpas, contaminas com escarnio
Mas o que é a troça senão
O fato de tripudiar sobre os sonhos
E a sede de quem apenas pede

Tenho vergonha pelo respeito que perderas
Como feiras desertas ou salas às traças
Sem ideias, lógica, de planos partidos, sem regra
Desapropriada de quaisquer sentidos caprichosos
No passar dos dias, no perder da massa
Onde tudo se esvai, dilui, entorna, desagrega

Quando a ordem entretanto serpentear teu andor
E deparar tua pobre face podre sobre o espelho praticável
Espero que sintas desconfortável, ridícula
O quanto estás nua, sem ética, desumana, solitária
Porque verás as joias que costumavam brilhar, opacas
As insígnias que a reverenciavam, decompostas
E os aventais dobrados ao meio
Desafiando o teu nefasto despudor

Inserida por psrosseto

LAPSO

Se fosse para enxergar o belo te emprestaria meus olhos
Se desejasses carinhar uma flor daria as minhas mãos
Se pretendesses reverberar os bons sons doaria meus tímpanos
Se quiseres difundir a paz entregaria a ti a minha língua
Se fores pelo reto caminho ofertaria os meus pés
Se intentas celebrar o gozo toma meu sexo
Se buscasses o amor desmesurado tornaria minha alma
E para festejar os bons pecados
Poria ao teu dispor toda emoção e sorriso

Mas se em nada disso houver razão e propósito
Seria eu em ti o mesmo mistério e forma

É engraçada a vida de quem se engraça
Nessa bagunça da raça humana chamada paixão
A gente se arrisca e rabisca e enovela nos lapsos
Muito além do que possa parecer preciso
Por ser a soma do amor a busca de todos os riscos
Enquanto e quando se ama

Inserida por psrosseto

LENTAMENTE ME AMAS

Das certezas mais plenas e puras
Escolhemos a que nos torna onipresentes
Onde eu sou amor amando-me estás
Porque onde estás amando
Achas-me amante sem procuras

Ouço-te nos prováveis silêncios
Me encontras nas plausíveis loucuras
Estamos no cerne de todas as células
Nas gramáticas absurdas
Em todas as grafias
De todos os idiomas

Se perdida e cegamente a venero
Doce e lentamente me amas

Inserida por psrosseto

A BOCA E AS MÃOS

De repente minha boca anseia
Conversar com tua pele

Surfar pelo labirinto de poros
Entreabertos pelo desejo inerente
Desse preconizado diálogo

E tudo é tão raro belo e recíproco
Que todo o universo se cala
Enquanto nossos sonhos se buscam
E os úmidos lábios passeiam e se falam
Partícipes desse colosso mistério

Tão puro que é bom esse advinho
Sem limites de gemidos e sons
Insignes sedentos e prontos

Feitos do morango maduro entre os dentes
E uma taça cúmplice nas mãos lambidas
Lambuzadas do amor pelo vinho

Inserida por psrosseto

Brás

No centrão da terra da garoa
De janelas para a rua
Velhos na praça, atoa
Casarões no tempo tatua
Desta ou aquela pessoa
A história... e a vida continua
Os moleques descalço o pé
De juventude nua
O boteco de seu Josepe
De outrora, tão fugaz!
O ambulante vende leque
A italianada em cartaz
Nas cantinas, nos bares
Aqui é o Brás!
Terra de todos os lugares...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
02/04/2020, 12’58” – Brás, São Paulo

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Não me aborreço de escrever-vos as mesmas coisas .
Filipenses 3:1
Nunca entraremos em novos niveis se nao consolidar o que já sabemos, para isso que serve a repetição.

Inserida por sanderson