Poemas da Juventude de Paulo Coelho
O dia é a réplica de uma vida
Com infância, juventude e velhice.
Tudo que se passa num dia
Um dia um dia se passa na vida.
A vida começa com o nascer
Também o dia.
Atinge o apogeu a meia idade
Correspondente ao meio dia.
Envelhece e se vai
Igualmente ao dia
Em um dia tudo acontece
Também na vida.
O VINHO DA JUVENTUDE ESCARLATE
O vinho que eu bebi em sua boca me enlouqueceu.
Era de uvas frescas colhidas em tempos da juventude escarlate.
Em tempos que o trem apitava ao longe anunciando sua chegada.
Eu na estação à procura...
Não era mais o menino de alma singela e pura,
mas o homem esbelto com seu paletó aos ombros,
em busca da menina de tranças.
E eu não mais a criança!
Não mais o vestido floral.
Era um tempo de estio, não mais um jardim estival.
Jardim que juntos plantamos para selar nosso amor
de criança...
Hoje quando o trem apita, ouço da vida um prenúncio:
Não mais o trem que chega, e sim, avisa sua partida.
E bebo o vinho embriagante da sua boca, na lembrança.
O conhecimento do Espiritismo na infância como na juventude constitui uma dádiva de invulgar significado pelos benefícios que propicia, preservando as lembranças das lições trazidas do Mundo Espiritual, bem como ampliando as áreas do discernimento, para que não tropecem com facilidade nos obstáculos que se antepõem ao processo de crescimento interior.
Manoel Philomeno de Miranda (espírito) / psciografia de Divaldo Franco. Livro: Entre os Dois Mundos
EDUCAÇÃO PRA SALVAR VIDAS
O que faz da juventude ser tão vulnerável é a falta de oportunidades.
Política públicas para a juventude devem ser tratadas com muita dedicação e esmero, pois é esta política que fará da saúde e segurança melhor e mais eficiente.
Quando a cidade educa ela garante a qualidade de vida, possibilitando que todos os envolvidos na gestão executiva, gestão privada, sociedade e tantos outros possam ser fraternos na busca de soluções.
As oportunidades geram conhecimento esta é a grande escola da vida, que pode e deve passar pela escola formal de tantos saberes.
Acredito na juventude para inovar com suas ideias tão singulares, associadas ao viver pleno e verdadeiro somente, assim deixará de ser vulneráveis passando ser FUTURO e LIBERDADE.
A leitura que eu quanto Prof. Hélio Ramos faço da juventude, é que existe um lindo universo em cada um ser denominado indivíduo, mas que para ser explorado teremos que respeitar e oportunizar a realização de seus sonhos, para juntos colhermos frutos desta deliciosa cultura de juventude.
OS LÁBIOS DELA
Num diário da minha juventude,
Já roto, pelo tempo esmaecido,
Encontrei a foto dela e não pude
Conter emoções dum tempo vivido!
Na face, de extrema mansuetude,
Seus lábios tinham cheiro da libido!
Certamente entalhados por cupido,
Transcendiam desejo em plenitude!
Vi coisas antigas, velhos escritos,
Aquele amor que se foi sem razão,
E até conselhos que foram preditos!
E assim, mergulhado em meus alfarrábios
Recordei o passado, quando então,
De paixão me perdi naqueles lábios!
Nelson de Medeiros
Fotografia no túmulo
Oh, quanto eras bela!
Chegaste à formosura
da juventude
E em uma aquerela
pousaste,
feito asas de borboletas
resequidas aos ventos!
Os olhos ainda é da juventude.
Paraste o tempo em plenitude
e recortaste o olhos de sua mãe
a pele do teu pai sobre as narinas!
E então pousou-se sobre um sepulcro
onde as aves revoam em vultos
cantoralando, quase um cordel
de rimas que se alcançam o céu.
Eras, pois a formosura da irmã
que antes de envelhecer
te oferecias o afã. da música sepulcral
a oferecer-te sob o véu.
E foi assim o tempo
com teu lamento de pássaros
em arrulhos, diferente do teu barulho
que agora deixa-te no silêncio.
A POLONESA
No limiar da minha juventude,
Inda trazendo restos da infância,
Do piano da jovem em plenitude
Escutei uma trilha d! outra instancia!
Revivido em sonâncias de virtude,
Chopin resplandecia em substância!
Então, pela primeira vez, eu pude
Aspirar da “Polonaise”, a fragrância!
Curvei o tempo e sentindo somente
A eterna inspiração daquele artista,
Quase vi sua musa polonesa!
A cena marcou tanto a minha mente,
Que até cri fosse aquela pianista,
Minha musa d! outrora, com certeza!
Os erros cometidos na infância não são cobrados na juventude; os erros cometidos na juventude são cobrados relativamente na maturidade; mas, os erros cometidos na maturidade são cobrados dente por dente, olho por olho, na velhice.
“” Aspira os anseios
nas pétalas desejadas da saudade
E expira a vida
Na juventude da eternidade...””
... insuspeita
juventude não seria esse
ciclo elementar que antecede
a maturidade; mas o que
prosperará após ela,
acalentando nosso espírito,
com o valioso fruto do
discernimento!
... se desejas
reviver tua juventude,basta
repetir tão distinto entusiasmo;
satisfaças tuas mais excêntricas
loucuras - se bem que, ora respaldado
de toda experiênciae requinte que
anteriormente afoito, imaturo,
desconhecias!
_ Oscar Wilde.
... acaso
sonhes reviver aquilo
que marcou teus tempos de
juventude, basta repetires tão
insólito entusiasmo - uma outra vez,
ressuscites toda embriaguez e ausência
de limites; as ruidosas invertidas de
ânimo - se bem que, por agora, sob
o respaldo de toda experiência e
requinte que anteriormente
frenético, imaturo,
repudiavas!
Quem me dera que o tempo não ousasse me tocar,
que a juventude fosse eterna, como o desejo de te amar.
Quem me dera viver sem tua presença a me faltar,
mas talvez seja graça do tempo me ensinar a esperar.
E se a eternidade fosse só saudade a caminhar?
Imagina viver para sempre…
só para, em silêncio, te esperar.
BIOGRAFIA DE Marilina Baccarat de Almeida Leão
Nasceu em São Paulo, Capital, onde viveu sua infância e juventude. É descendente de franceses. Seu avô (francês) José Baccarat, foi delegado e prefeito de Santos-SP, na década de quarenta. Foi professora de música clássica e canto erudi¬to, com especialização em órgão. É casada com José Almeida Leão, advogado aposentado do Banco do Brasil e professor aposentado do curso de Direito da Universidade Estadual de Londrina.
É afiliada à REBRA – Rede de Escritoras Brasileiras. Pertence a ALG – Academia de Letras de Goiás.
É acadêmica imortal na Academia de Ciências, Letras e Artes de Vitória (ES) e foi nomeada uma cadeira patronímica em seu nome.
No dia 28 de fevereiro de 2015, recebeu da Associação Internacional de Escritores, o Prêmio de Escritora Destaque de 2014. É acadêmica na ALAF – Academia de Letras e Artes de Fortaleza (CE). É acadêmica fundadora da Academia de Artes de Minas Gerais.
Pertence à Academia de Letras de Valparaiso-Chile.
Livros já lançados: Com o Coração Aberto; Pelos Caminhos do Viver; Colorindo a Vida; Escalando Montanhas; Atravessando Pontes; Alamedas do Coração; Em Busca dos Sonhos; Andanças pela Vida; Viajando nas Lembranças; Vivas Emoções; Encantos da Vida; Beleza da Felicidade, que será lançado em Dezembro/2015
Radicada em Londrina (PR), chamada de pequena Londres.
É fundamental diminuir a distância entre o que se diz e o que se faz, de tal forma que, num dado momento, a tua fala seja a tua prática.
Quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser o opressor.
Não basta saber ler que 'Eva viu a uva'. É preciso compreender qual a posição que Eva ocupa no seu contexto social, quem trabalha para produzir a uva e quem lucra com esse trabalho.
Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências…
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Essa mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.
Nota: Trecho da crônica "Meus secretos amigos" de Paulo Sant'Ana: Link. Muitas vezes atribuído, de forma errônea, a Vinicius de Moraes
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