Poemas D um Homem Perdidamente Apaixonado
O cosmos é mistério infinito,
e o homem, limitado em sua busca
não pode provar a inexistência daquele
que está além de toda compreensão
O evangelho é
imutável, eterno, incorruptível
Não cabe ao homem moldá-lo
cabe ao homem se moldar a ele.
As igrejas do nosso século
tornaram-se anárquicas.
O homem, em sua arrogância,
tem subvertido os preceitos imutáveis
da Palavra de Deus.
A mulher é o cigarro do homem que luta;
E o homem que carrega os dois
Já está condenado a ser feliz — que sina.
A mulher só permanece ao lado de quem tem a oferecer o que ela não tem, igualmente o homem.
A minha dica para hoje é:
- homens, não corram atrás de mulheres, foquem no seu próprio crescimento.
- Mulheres, emponderem-se e sejam mulheres de valores!
O resto você vai atrair naturalmente, pelo que te tornas!
Rousseau em seu livro "Do Contrato Social" preamburlamente arremata: "O homem nasceu livre, e em toda parte se encontra sob ferros", nos faz refletir sobre o que de fato está acontecendo com nossa sociedade; afinal, estaríamos caminhando para uma evolução da liberdade consciente e permissiva, onde todos terão o comportamento de entes humanos esclarecidos e fraternos, ou estamos indo direto à barbárie do "homo homini lupus est"?
Por todos os seus fundamentos, esta reflexão imanente do ser pensante, vem desde sempre espreitando o futuro da humanidade. A relação entre liberdade e sociedade continua paradoxal.
E foi exatamente esse esclarecimento que o Christo trouxe a esse mundo: fazer do homem um ser "vivo" e feliz, um ser fraterno, livre dos grilhões da burrice e da estupidez!...
Quando ELe nos dá o caminho a ser seguido, só nos cabe segui-lo, pouco importando o que estará acontecendo...
Segundo disse o novo Papa "...todo despertar exige cruz!"...
Eu sei que todo fardo pesa, e por vezes o caminho parecerá mais fácil sem ele. Já quis por várias vezes só seguir sem peso; porque muitos não me compreendem nem respeitam; mas ao refletir certa vez, tempos atrás, descobri que não dá pra fazer o caminho sem o fardo porque o caminho e o fardo são "um"... Daí...
A terra, o barro
a mão divina molda o homem.
o homem moldado
cria com imaginação:
faz o tijolo,
o artefato,
o vidro,
a edificação.
a casa que acolhe,
o muro que cerca,
a ponte que atravessa,
a plataforma que eleva.
do pó que vira forma,
do gesto que vira chão —
Deus sopra essência,
o homem faz invenção.
e assim,
a terra respira arquitetura:
matéria que sonha
em cada construção.
NOBRE FIDALGA A POETIZAR
Nobre homem cerra os ferrolhos.
vulgar olhar pedalar da morte.
descem brumas sobre os olhos
vulgo… salvador seras o ceu seras o mar..
tua brisa que à salvará…
serás a terra sublinhada em tais raízes
Raízes fidalgas da nobre a poetizar!
O cansaço acumulado do homem… não é só físico, não. Vai além das costas doloridas e das pálpebras pesadas. É uma espécie de poeira da alma, uma fadiga que se instala devagarinho, dia após dia, sem pedir licença.
É o peso de mil promessas não cumpridas.
É o fardo de sorrir quando o peito tá gritando.
É carregar o mundo nos ombros enquanto o mundo nem percebe que você existe.
O homem moderno não descansa. Ele sobrevive em loop. Trabalha, corre, paga, cobra, promete, esquece, tenta de novo. Dorme pouco e sonha menos ainda. E mesmo quando deita, a mente não silencia. Porque o corpo pode parar… mas a alma cansada continua no volante, acelerando sem freio.
Esse cansaço não se resolve com férias ou Red Bull.
É existencial.
É ancestral.
É o resultado de séculos de repressão, de não poder chorar, de ter que ser forte, de nunca falhar.
Homem não chora? Chora sim, por dentro. E esse choro vira cansaço, vira nó na garganta, vira insônia disfarçada de resiliência.
Mas tem jeito.
Tem cura.
Não é vergonha parar. Não é fraqueza pedir colo, respirar fundo, buscar propósito.
Homem que se escuta, que se entende, que se permite ser vulnerável… esse sim é forte.
Porque o descanso verdadeiro começa quando a gente para de fingir que aguenta tudo.
E aí, meu irmão… quando o cansaço vira aprendizado, ele deixa de ser inimigo e se transforma em mestre.
Vamos juntos aliviar esse peso. Um passo de cada vez.
Evolução e Ética
Tanto os animais quanto o homem obtêm através de seus órgãos dos sentidos informações sobre os estados de seus corpos e de suas circunjacências. Mas somente o homem distingue o que é do que deveria ser. O homem tem faculdades normativas, além das cognitivas.
Viver pelos Outros
Será o homem lembrado com louvor
Pelo saber ou pelo seu poder?
Ou será o legado o verdadeiro valor,
Aquilo que o faz permanecer?
Os vindouros talvez me admirem,
Mas pouco proveito tirei desta estrada.
Se deixei legado e inspiração,
Foi às custas da minha jornada.
Nesta batalha, que lado escolherei?
Pensar em mim ou dar-me aos outros por bem?
Se é razão que guia, por que é o coração quem nos sustém?
Sofri nesta vida, mas nela aprendi.
Da reflexão brotou decisão serena:
Deixar meu egoísmo e viver pelos que valem a pena.
A Mente governa o Corpo se o Sujeito Homem estiver apegado a ela!
O Sujeito Homem governa o Corpo se estiver desapegado da sua Mente!
O Sujeito Homem pode desapegar-se da sua Mente, observando os seus pensamentos ou fixando a sua atenção na extremidade inferior do seu Corpo!
Até o Último Suspiro
Clara passava todas as manhãs pela mesma calçada, mas nunca notava o homem sentado ao lado do portão azul. Ele ficava ali, sempre no mesmo lugar, o chapéu no colo e o olhar no horizonte.
Certo dia, a curiosidade venceu. Ela se aproximou devagar e perguntou:
— O senhor espera alguém?
Ele sorriu sem pressa.
— Espero, sim. Ela prometeu que voltava.
— E há quanto tempo isso foi?
— Trinta e dois anos.
Clara conteve o espanto. Trinta e dois anos era tempo demais até para quem acredita no impossível.
— Por que não desiste? — arriscou perguntar.
Ele ajeitou o chapéu sobre o peito.
— Porque quem ama de verdade não mede o tempo. Eu prometi que estaria aqui quando ela chegasse. Minha palavra não tem data de validade.
Naquele instante, Clara sentiu vergonha por todas as vezes em que desistiu cedo demais. E entendeu que há lealdades que sobrevivem ao relógio, à dúvida e ao esquecimento.
Fragmentado — Vozes que Ninguém Quer Ouvir
> A dor masculina não dá ibope.
Homem que chora assusta.
Homem calado incomoda.
Mas a verdade é que tem homem sufocado pelo silêncio.
Pela solidão de ter que aguentar tudo calado.
Alguns foram falsamente acusados.
Outros foram arrancados da vida dos filhos.
Muitos foram ensinados a engolir o choro como se fosse veneno.
E mesmo assim... continuam em pé.
A dor do homem não tem hashtag.
Não tem marcha, não tem multidão.
A dor do homem é invisível, mas real.
Há os que erram, há os que fogem, há os que somem.
Mas há os que lutam todos os dias pra não enlouquecer.
Esta é a voz desses homens.
Não heróis, nem monstros.
Humanos.
Aqui começa uma nova narrativa.
Aqui, você ouve o que ninguém quer escutar.
Fragmentado.
E ainda assim, inteiro.
📘 4. Fragmentado — O Cansaço de Ser Forte
> Me ensinaram que homem não chora.
Mas nunca me ensinaram o que fazer quando a alma sangra.
Sempre me disseram pra ser forte.
Mas ninguém perguntou o quanto isso me custa.
Ser forte virou obrigação.
Uma prisão com o nome de “exemplo”.
E quando falho, me chamam de fraco.
Quando desabo, dizem que “nem parece homem”.
O homem forte também quebra.
O homem forte também grita por dentro.
Mas o mundo só ouve o barulho do erro.
Nunca o silêncio da dor.
Hoje, eu não escrevo pra parecer firme.
Escrevo porque estou caindo.
Fragmentado.
Mas ainda tentando.
O homem morreu de fome. E quando já era tarde demais, serviram comida no velório. Não é metáfora. É o retrato do quanto as pessoas se importam... só quando já não dá mais tempo.
Todo mundo diz que vai ajudar, todo mundo jura que se preocupa, mas a verdade é que quase ninguém está disposto a fazer algo enquanto você ainda está respirando.
Preferem te aplaudir no caixão do que estender a mão quando você ainda podia ser salvo.
Gostam de parecer bons — não de fazer o bem.
Então entenda: se você espera ser alimentado pela compaixão dos outros, vai morrer com fome. E ainda vão dizer que você partiu em paz.
Carta para o homem que me chamava de rainha
Eu sei.
Eu sei que você me amava, mesmo nos seus silêncios.
Mesmo sem tanto carinho explícito, sem muitas palavras.
Eu sentia isso no jeito que você me olhava às vezes,
no seu esforço confuso de me proteger do que nem você entendia.
Eu acreditava em cada vez que você dizia que queria ser meu porto seguro,
mesmo quando você era tempestade.
E sim, eu vi você tentando.
Tentando melhorar, tentando ficar, tentando ser o melhor pra mim.
Só que amor também cansa.
E eu cansei de ser forte o tempo todo.
Porque enquanto você se perdia dentro de si…
eu me perdia tentando segurar nós dois.
Eu só queria que você me escolhesse com clareza.
Que me chamasse de rainha — e me tratasse como tal.
Eu queria ser seu templo de paz, mas acabei sendo abrigo da sua guerra.
E mesmo assim, eu te amei.
Inteira. Sem falta. Sem dúvida.
Ainda amo, de um jeito que não sei apagar.
Mas hoje, preciso me amar também.
Se um dia você voltar inteiro…
talvez eu ainda esteja aqui.
Mas agora, eu volto pra mim.
“Eu queria ser teu templo de paz. Mas fui abrigo da tua guerra.”
