Poemas D um Homem Perdidamente Apaixonado
A desobediência, para quem conhece a história, é a virtude específica do homem. É pela desobediência que ele progrediu - pela desobediência e pela revolta.
Lembrei-me de ti, quando beijara teu rosto de homem, devagar, devagar beijara, e quando chegara o momento de beijar teus olhos – lembrei-me de que então eu havia sentido o sal na minha boca, e que o sal de lágrimas nos teus olhos era o meu amor por ti. Mas, o que mais me havia ligado em susto de amor, fora, no fundo do fundo do sal, tua substância insossa e inocente e infantil: ao meu beijo tua vida mais profundamente insípida me era dada, e beijar teu rosto era insosso e ocupado trabalho paciente de amor, era mulher tecendo um homem, assim como me havias tecido, neutro artesanato de vida.
Precisamos lutar para alargar constantemente os limites do Humano. Jesus era o "Filho-do-Homem" o que valoriza toda conquista da Humanidade... Devemos lutar contra toda discriminação... Aceitar todas as raças e modalidades de Gêneros... Todos somos HUMANOS... É o que nos cabe fazer. Muito do ATEÍSMO vem de as Religiões servirem aos interesses dos Poderosos, com conformismos e doutrinações baratas, acríticas e, o pior, extremamente desamorosas... Há uma figura horrenda, digna de toda nossa indignação que é a do "Religioso (e seus seguidores)... Abusado... Sem Limites... Espalhando Maldade e Perseguição... Deus é muito Grandioso e Múltiplo pra consentirmos nisso sem luta... O AMOR é interesse Maior Amplia a Alma, é justo e não causa FERIDAS! Nunca deixar que nos roubem o Direito Sagrado de ter Alma(s)! Doutrinações extremas cortam parte de corpo e alma que só pertencem a nós e a Deus! Isso justifica o Pensamento que se segue... O HOMEM É A RAIZ DO HOMEM!
E as paixões que Pascal condenava, em primeiro lugar o amor-próprio, não são no homem simples aberrações porque o movem a agir, visto que o homem é feito para a ação.
O ontem do homem talvez jamais seja como o seu amanhã: nada perdura, a não ser a instabilidade.
Quando o Filho do homem vier em sua glória, e todos os santos com ele, então se assentará no trono da sua glória.
O homem é muito menos passível de ser modificado pelo mundo exterior do que se supõe. Só o tempo omnipotente exerce aqui o seu direito.
Em qualquer situação, as mulheres têm mais causas de sofrimento que o homem, e padecem mais que ele.
Combaterei todo aquele que, pretendendo que a minha caridade honre a mediocridade, renegue o Homem e, assim, aprisione o indivíduo numa mediocridade definitiva.
Combaterei pelo Homem. Contra os seus inimigos. Mas também contra mim mesmo.
A imagem, o mito é uma coisa e o homem é outra. É muito dificil viver no dia a dia essa imagem, esse mito.
Viva o Oriente! Vós deveríeis lamentar a.perda do Oriente! Se o homem podia garantir abrigo e alimentação a suas mulheres, ele não precisava mais se preocupar com elas; ele podia lutar, usar armas, ouvir os sábios; era imune à degradação representada pela submissão total de um homem valente a uma paspalhona; afinal, ele era livre, pois várias mulheres o protegiam do amor a uma única.
Devemos fazer o desenvolvimento para o homem e não condicionar o homem à sua prática. A grande revolução a que aspiramos, a qual, ao nosso entender, precede a do próprio progresso econômico, é a educação do povo. Uma revolução que liberte o povo do analfabetismo e da ignorância.
O que distingue o homem do animal é a razão; confinado no presente, lembra-se do passado e pensa no futuro: daí a sua prudência, os seus cuidados, as suas frequentes apreensões. A razão débil da mulher não participa dessas vantagens nem desses inconvenientes; sofre de uma miopia intelectual que lhe permite, por uma espécie de intuição, ver de uma maneira penetrante as coisas próximas; mas o seu horizonte é limitado, escapa-lhe o que é distante. Daí resulta que tudo quanto não é imediato, o passado e o futuro, atuam mais fracamente na mulher do que em nós: daí também a tendência muito mais freqüente para a prodigalidade, e que por vezes toca as raias da demência.
Os que reclamam a liberdade reclamam a moral interior, para que nem assim o homem deixe de ser governado. O gendarme - dizem eles de si para si - está no interior. E os que solicitam a coacção afirmam-te que ela é liberdade de espírito. (...) Mas um reclama para o homem, tal como ele é, o direito de agir. O outro, o direito de modelar o homem, para que ele seja e possa agir. E todos celebram o mesmo homem. (...) E o segundo também se engana, porque acredita nas paredes e não no homem, no templo, só conta o silêncio que as domina. E esse silêncio na alma dos homens. E a alma dos homens, onde se conserva esse silêncio. Aí está o templo diante do qual eu me prostro. Mas aqueloutro faz o seu ídolo de pedra e prosterna-se diante da pedra enquanto pedra...
A esperança brota, eterna, no animal humano/ o homem nunca é mas sempre será abençoado/a alma, inquieta e confinada em sua casa/ repousa e se expatria numa vida que ainda virá.
