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Poemas curtos que encantam em poucos versos

De um amigo ninguém se livra fácil. A amizade além de contagiosa é totalmente incurável...

A amizade é a coisa mais difícil do mundo de se explicar. Não é uma coisa que se aprende na escola. Mas, se você não aprendeu o significado da amizade, na verdade você não aprendeu nada.

O valor de uma amizade é sentida só quando perdemos. Por isso vamos atrás até te-lá de volta e, assim, podemos dar o valor que ela merece. Nem sempre somos correspondidos do mesmo jeito, talvez seja porque a palavra amizade já não é mais a correta.

A fome e o amor são os dois sexos do mundo. A humanidade gira toda sobre o amor e a fome.

O amor do poeta é maior que o de nenhum homem; porque é imenso, como o ideal, que ele compreende, eterno, como o seu nome, que nunca perece.

O nosso amor-próprio exalta-se mais na solidão: a sociedade reprime-o pelas contradições que lhe opõe.

Não se esqueça que o amor, tal como a medicina, é só a arte de ajudar a natureza.

O amor-próprio dos tolos desculpa o das pessoas inteligentes, mas não o justifica.

Sempre disse que uma mulher só se deve casar por amor - e continuar a casar-se até o encontrar.

O amor é um estado essencialmente transitório. É como uma enfermidade. Tem a sua fase de incubação, o seu período agudo, a sua declinação e a sua convalescença. É um fato reconhecido e ratificado por todos os fisiologistas das paixões.

O amor nascente é tão melindroso, pueril e tímido, que receia desagradar até com o pensamento ao ídolo da sua concentrada adoração.

Camilo Castelo Branco
BRANCO, C., Cenas da Foz, 1857

O encanto que supomos encontrar nos outros só em nós existe; e é apenas o amor que tanto embeleza o objeto amado.

Beber sem ter sede e fazer amor a qualquer hora, senhora, são as únicas coisas que nos distinguem dos outros animais.

Os camaleões alimentam-se de luz e de água: / O alimento dos poetas é o amor e a fama.

O amor é como a febre, nasce e extingue-se sem que a vontade tome minimamente parte nele.

No amor o mais importante é não fazer mal à outra pessoa. É secundário que se atinja este objetivo pela mentira ou pela honestidade. Infelizmente quase toda a gente odeia ser enganada.

Os raciocínios do amor-próprio não gozam do crédito das melhores consequências.

Camilo Castelo Branco
BRANCO, C., Anátema, 1850

O amor é o mais agradável episódio do romance da vida, e o casamento o apagador do amor.

O amor, no seu estado social, talvez não tenha nada razoável senão a sua loucura.

Assim como o amor de Deus é raiz de todas as virtudes, assim o amor-próprio é a de todos os vícios.