Poemas curtos que encantam em poucos versos
É triste, muito triste essa sensação de não ser nada, não pertencer a lugar nenhum e não ser de ninguém.
Em vez disso, teatralmente, sorri de forma educada e continuei a comer. Não queria demonstrar que estava tudo fora do lugar, que eu estava mal com tudo aquilo. Não queria que ele tivesse pena de mim.
E foi aí que eu o vi. Num canto, no meio da multidão. Tinha a beleza de uns olhos perturbadores, uma agonia. Me apaixonei por aquele caos.
Parte de mim, a mais forte, queria gritar diante aos olhos dele que eu não aguentava essa distância. Eu queria fazê-lo sentir o mesmo desespero que eu sentia. A outra parte, a mais estúpida, queria que eu me calasse como eu sempre fiz.
Daí depois de vários dias seguidos, acreditando e vivendo para isso, tive certeza que eu estava enlouquecendo.
E fiquei mais magro. Mais até do que jamais se tinha visto, e cansado também. Havia pequenas rugas se estendendo desde os cantos dos meus olhos até o alto da testa. Mal saía de casa, era tudo interno. Eu já havia desistido de mim.
O calendário marca a data do encontro, mas desconhece — propositalmente — o momento da despedida. O problema é esse, meu bem: eu te amei sem pensar nas cicatrizes, nas pausas curtas e na escuridão das partidas.
Ele não sabe. Mas quando eu o vejo, distraído, eu imagino a pessoa certa pra cuidar dos meus filhos.
Você tem mania de confundir meus olhos escuros com seus abismos. Joga todo o peso sobre mim como se eu aguentasse o peso do mundo, do seu mundo. E eu nunca aguentei.
Quando tudo parecia deserto, tu me trouxeste flores. Quando tudo estava escuro, tu me trouxeste a luz e as cores. Quando tudo era solidão, tu me trouxestes teu abraço de amor. Muito obrigado por fazer parte da minha vida.
Nem o tempo há de me fazer esquecê-la, nem a distância para tirá-la dos meus pensamentos e ninguém vai substituí-la aqui... no meu coração.
te daria a mais bela rosa do meu jardim
pra todas as vezes que você olhar pra ela lembrar-se de mim.
