Poemas curtos que encantam em poucos versos
Amo a religião como narrativa mitológica: engraçada, caótica e impactante. Pena que ainda sirva como instrumento de poder e opressão.
Se dependesse dos cristãos, ainda viveríamos na Idade Média, com a Igreja ditando as leis do Estado. Cada avanço nos direitos humanos marcou um recuo do poder religioso.
Fui apenas um menininho rotulado de retardado por todos, mas, ainda assim, buscava a verdade, acreditando que, no final, encontraria a divindade. Não encontrei. Estamos longe de superar o materialismo.
O fanático vê no ateu a prova de que precisa ser ainda mais fanático. Na mente extremista, o ateísmo apenas reforça a loucura que chamam de fé.
Se Jesus morreu por nossos pecados, então por que ainda existem pecados? Ou estou totalmente liberado para fazer o que quiser sem me preocupar com o inferno?
O cristianismo afirma que Jesus quitou a dívida do pecado; curiosamente, a igreja ainda cobra mensalidade.
Se tirar "deus" e as religiões sobra o que do ateísmo? Ainda sim sobra uma cosmovisão materialista e humanista, mas se tirar "deus" do teísmo sobra o que?
Se deus existe e é bom, por que ainda existem cristãos? E, se existe, por que permitiria a sobrevivência de uma religião construída sobre mentiras, medo e violência física e moral?
A humanidade é a única espécie capaz de amar e destruir o que ama, e ainda chamar isso de progresso.
Conservadores defendem a vida com fervor, desde que ela ainda esteja no útero e não pertença a imigrantes, pobres ou minorias.
A maioria dos humanos tem uma consciência tão vazia que caberia num pendrive velho. E ainda assim acham que merecem o paraíso. Ninguém faz backup de lixo.
“O pecado mais perigoso não é desconhecer a verdade, mas conhecê-la e ainda assim escolher ignorá-la.”
“A escassez faz a pessoa contar o que perdeu. A abundância faz ela enxergar o que ainda pode construir.”
Lá vai ele, deslizando, a camisa inflada pela brisa, as pernas fortes de noventa anos. Ainda quer mais um filho, ama as mulheres, elas soam como o piano. Ele sabe tocá-las.
Ainda não há um modo de nossa proximidade, mesmo que distante, não alterar a temperatura aqui dentro.
