Poemas curtos que encantam em poucos versos
Um amor em nova Iorque,
Uma saudade no Brasil.
Castigando severamente quem ficou,
Incomodando quem partiu.
O amor e o mar,
Tem tantos mistérios,e muito em comum.
Amor
O mar
A mor
Ar mo
Mora
Entre eles infinidades.
Dependendo o caso e a ocasião é inadiável.
O amor perfeito é invulnerável,
Não pode tornar-se desagradável,
Ou então degradar-se tornando-se degradável.
Resiste aos trejeitos, a avenida do amor é transitável,
Sempre plausível, nunca vaiável,
Terrível é aquele irrecuperável.
Quando em público é observável,
O amor inconsciente é inimaginável,
E se amamos quem ama a gente fica inseparável,
Prova de amor é inquestionável,
A palavra transcende; é inominável.
Somos puritanos vencidos,
Infames, reles bandidos,
Monarcas do amor e do mundo,
Românticos desconhecidos.
Gostamos de dosar,
Em medidas homeopáticas,
Práticas em equilibrar,
Debandar do amor apático.
Afago ou travessuras ?
Carícias ou ternura ?
Sabia não que podia amar,
Amor achava que era inventado,
Por inventeiros vertiginosos,
De lugarejos acantonados.
Vão singulares os amores...
Quem pagou os direitos autorais ao amor ?
Por tê-lo usado banalmente, sem créditos do autor.
Desconheço a autoria conhecida, em nosso favor;
Clonagem, cópia, plágio ou imitação,
O amor permanece
se cuidarmos das palavras
palavras bem ditas são benditas
palavras mal ditas são malditas...
