Poemas com Rimas de minha Rua
Bopp foi lá no meu ateliê, na rua Barão de Piracicaba, assustou-se também. Oswald disse: 'Isso é como se fosse um selvagem, uma coisa do mato' e Bopp concordou. Eu quis dar um nome selvagem também ao quadro e dei Abaporu, palavras que encontrei no dicionário de Montóia, da língua dos índios. Quer dizer antropófago.
Agradeça se acaso houver, alguém que você gostaria que estivesse sempre com você, na rua, na chuva, na fazenda, ou numa casinha de sapê.
Que saudade da época de criança, de brincar na rua, de pular e saltar na grama verde do quintal; saudade daquela felicidade de criança em brincar na chuva com nossos amigos, sem ver o tempo passar!
O dono de um pequeno comércio,amigo do grande poeta Olavo Bilac,abordou-o na rua:Sr.Bilac,estou precisando vender o meu sítio,que o sr. tão bem conhece.Poderá redigir o anúncio para o jornal ?Olavo Bilac apanhou o papel e escreveu:"Vende-se encantadora propriedade,onde cantam os pássaros ao amanhecer no extenso arvoredo,cortada por cristalinas águas de um ribeirão.A casa banhada pelo sol nascente,oferece a sombra tranquila das tardes na varanda." Meses depois encontra o poeta com o homem e pergunta-lhe se havia vendido o sítio."Nem pensei mais nisso" disse o homem."Quando li o anúncio é que percebi a maravilha que tinha."
Nunca me deixes sozinho, à deriva dos meus medos e eus, na esquina da Rua Augusta com a Avenida Paulista. Quando retornares, podes não encontrar a mesma pessoa que deixaste!
Hoje te vi passar por mim na rua, com o mesmo sorriso, com o mesmo cabelo, só havia uma diferença, você não era mais minha.
Tenho a leve impressão que não ando na rua. Definitivamente eu flutuo sobre nuvens de algodão-doce, sou meramente o paradigma que se faz sol, brisa e ventania. E se quer saber eu não me limito. Não existe nada que possa me parar. Eu apenas floresço em dias de chuva e noutros também
Descendente do mato, do índio, do preto, do branco, do mulato, da rua, da mistura, do pardo, do amarelo, da miscegenação, do pobre, da roça, da mata, do colono, do retirante da seca, do abuso, da exploração, do europeu. Do café, do açúcar, da feijoada, da mulata, da festa, da seresta, da fé, da graça, do coração, do futebol, da poesia, da música, do cordel, da arte, das cores, da força, do Brasil.
Amanheceu no interior. O sol destaca o verde da vegetação. A rua tranquila favorece a paz no espírito!
Já me cansei de aventuras, não vou mudar de rua nem me esconder do seu olhar.
Não quero mais apenas um alguém para gostar.
Quero agora você para amar.
Cores vivas em nossos retratos me revelam o amor em cada traço.
Eu só queria entender se fui eu ou você.
Quero saber o que significa meu abraço.
Se isto não mora só em mim, se em você doe assim.
Não quero mais esperar um novo anoitecer.
Tenho visto o tempo passando e eu sem você.
Amanhã quero estar ao seu lado no novo amanhecer.
Chega de brincar de viver.
Chega de olhar para este amor com dor.
Hoje mato minha dor e vivo do seu amor.
SOLIDARIEDADE
Há tanta gente carente pela rua,
Tanta gente mendigando o próprio pão...
Não viva só de glória a Deus e aleluia:
De que vale a oração sem a “ação”?
Há tanta gente dormindo no sereno
Necessitando de agasalho e colchão;
Sob os bancos das praças, se tremendo...
Meu amado sinta a dor do teu irmão!
Glorifique do Senhor Seu santo nome,
Dê mais carinho, dê pão a quem tem fome
Que terás a recompensa lá no fim.
Foi Jesus Cristo quem deixou este ensino:
Quem ajudar a um desses pequeninos
Em verdade está fazendo para mim!
Cara hoje eu encontrei ela na rua.
- E ai?
- Ela me olhou e sorriu.
- E você?
- Fui até ela.
- Vocês conversaram?
- Pouco.
- Sobre o que conversaram?
- Sobre coisas do dia-a-dia. Ela me falou sobre a faculdade, o novo emprego (...) Cara, ela está mais linda do que nunca! Seus olhos tem um brilho diferente, seu sorriso continua encantador e sua voz continua doce. Depois de tanto tempo eu mau conseguia me lembrar da voz dela. Ela me perguntou se aquela garota tava me fazendo bem, eu disse que em partes e ela sorriu.
- E você perguntou o que pra ela?
- Pra ela nada. A única pergunta que eu fiz foi a mim mesmo.
- E qual foi?
- Como eu tive coragem de deixar aquela garota incrível sair da minha vida?
ESQUINAS...
Na rua em que passávamos,as esquinas que nos encontrávamos,ainda existe e você parece não ligar.
A Casa
Naquela casa abandonada
Existia um casal
Hora brigava, hora se amava
Mas naquela rua não tinha outro igual
Hoje eu olho e vejo a casa escura
Tão sombria e abandonada
Nem parece aquela casa
Onde um casal tanto se amava
Eu passava e ouvia brigas
Dias sim, dias não
Mas eu tinha a certeza
Daqueles dois era feito um só coração
Passo lá todos os dias
E observo aquela luz queimada
Se ninguém veio trocar
É porque realmente é o fim da morada
Torço pra que um dia
Alguém ali possa viver
Nem que seja outro casal
Mas daqueles dois eu jamais irei esquecer
Menina de rua
Ela é gente, não é grande
É pequena.
Ela brinca, pula, corre, dança
E em galhos se balança
Ela nunca perde a esperança.
Por ela muitos passos calçados passam
Mas os passos dela são descalços.
Ela é frágil ela sonha ela tem esperança
E de sorrir nunca cansa
Mesmo embora sua alma chora.
Ela gosta de bonecas mas não as tem
Ela sente fome também
E guarda as migalhas
Que ganha de alguém.
Ela quer ser médica, cantora, engenheira
Ou veterinária...
Mas dorme sobre tralhas ofendida por Canalhas que a tratam com desdém.
Ela é frágil meiga e delicada
Mas seu espirito é tão forte quanto as
Marquises e pontes que dorme com
Outros aos montes.
Ela é filha mais não tem pais
Vive nas ruas adorando casais
E sobrevivendo aos natais.
Ela é carente ela é valente
Não ganha presente mas fica
Contente se ganha das gentes
Um pouco de paz.
Ela é humana humilhada sem
Ser amparada tratada como bixo
Procurando brinquedos
No meio do lixo.
Ela é um anjo jogadas a sorte
Esperando a morte ou quem
Sabe alguém que se importe
E a ela adote, lhe abrace bem
Forte, pergunte seu nome
E descubra o amor.
...a menina de rua encontrou um lar.
Hoje, andando sozinha na rua, me dei conta do quanto eu fui ingênua.
O quanto me deixei levar por momentos e as emoções do momento.
E o poder que meus sentimentos causaram sobre mim…
Então me dei conta do quanto eu preciso me afastar.
Me afastar dessa esperança em vão… de esperar e acabar sempre na exaustão.
Desistir do que prometi insistir pra sempre.
Porque se eu continuar a ter essa falsa esperança, eu não vou me desligar jamais.
Eu nunca vou conseguir ser feliz nem me abrir para o novo.
Portanto, adeus meu amor.
Mas não posso mais ficar. Não dá mais pra deixar o amor me triturar assim.
Eu não cansei de você… eu só cansei de sofrer…
Fiquei paralisada naquela rua, deserta e fria. Senti uma gota de chuva vinda do céu. Estava tão deserto, tudo ficou escuro dentro de mim. Não há nenhum resquício de você aqui, não há nem pegadas no chão e não ouço mais você, querido. Fiquei esperando por horas a sua volta, mas não há nenhum sinal aqui.
Porque você não veio me encontrar? Porque você não me levou pra casa? Estava tão frio! Era uma noite na qual eu só tento esquecer. Tento entender essa vida. Porque nada está dando certo? Porque tudo ainda está bagunçado? Porque está tudo tão confuso?
Pegue em minha mão e me roube daqui. Me leve a algum lugar novo, de novo. Preciso me libertar, mas ainda me encontro aqui, sem você.
