Poemas Brilho
Faz um tempo que perdi o brilho. Literalmente. Aquele que meus pais diziam que morava nos meus olhos e que também irradiava
quando abria um longo e espontâneo sorriso.
Não sei explicar o que aconteceu. E nem falar o que me roubou de mim. Mas sinto que de alguma forma e por algum motivo, muita coisa mudou.
Não consigo levantar durante as manhãs e fingir que todos os sentimentos existentes aqui dentro estão em equilíbrio. Não
consigo contentar com um pensamento ilusório de que o amor basta para vivermos. Não consigo contentar com pessoas que
dizem amigos e que nunca estão lá quando a necessidade bate forte.Não consigo apertar o botão de ligar da televisão e consequentemente ver as mais diversas tragédias e ter que acreditar que isso virou rotina. Não consigo colocar o fone de ouvido e ouvir a música que traz memória de alguém que já se foi. Não consigo ter que planejar o futuro para me "dar bem na vida", se não conheço nem o chão que piso no presente. Não consigo abrir minha janela e sentir a brisa bater, se pelo vidro consigo ver cidadãos passando fome e sem lugar para viver.
Nós vivemos em constantes interações, o que torna difícil melhorar, pois conseguiria facilmente, se cada um e sua individualidade fosse suficiente para mudar.
Mulher... Amiga... Amor...
Todo homem precisa de um barco com o nome da amiga, de uma sala de estar com um piano branco.
Todo homem precisa de um cadillac vermelho, de um violão velho
Tu és o sorriso no rosto, o brilho no olhar, a canção da vida.
És tudo que um homem precisa, és tudo o que eu preciso
Mulher, Amiga, Amor, a melhor das melhores.
Um "trem" chamado amor...
(Nilo Ribeiro)
Hoje eu divaguei,
sua imagem, vislumbrei,
a vida, reverberei,
no trem do amor, viajei
o amor é um trem,
difícil de explicar,
quando o danado vem
o coração quer se embarcar
na estação da vida,
o amor faz a parada,
alguns, sofrem na partida,
outros, alegram na chegada
este "trem" carrega emoção,
transporta a felicidade,
vai lotado de paixão,
volta cheio de saudade
é o trem chamado amor,
que não pode descarrilar,
pois machuca, causa dor
não tem como consertar
seu balançar costumeiro,
faz plec, plec, nos trilhos,
meu coração passageiro
faz tum, tum pelo teu brilho
este trem me leva,
este amor me apossa,
não preciso de reserva,
preciso da tua resposta
é danado este "trem",
é especial sua estação,
tão feliz ele vem
e estaciona no coração
um amor que não tem local,
qualquer cidade é ideal,
pode ser Natal,
quem sabe Blumenau
é um trem bão dimais
amar com toda paixão,
é reencontrar com a paz
que foi perdida na solidão
hoje eu divaguei,
sua imagem, idealizei,
nosso amor, sublimei
enfim, viajei,
por isto poetizei...
Filho, notável brilho
Armadilha da falsa ilha
Viagem de bela imagem
Malabarista da conquista
Amado deste condado
Dom pra virar som
Alegria, que maestria
Memória conta vitória
Ao Mundo se diz profundo
Menino parte pro ensino
Estrangeiro com cara de brasileiro
Mágicas bolas finas estolas
Sonha seu sonho cegonha
Lona que traz a tona
Circo rico pobre mico
Fantasia pura doçura
Meu menino escuta o sino
Busca felicidade noutra cidade
Mais um ensaio cansaço baio
Dança das esferas, loucas quimeras!
Ao meu filho Marcelo , psicólogo dos Malabares, que procura um lugar num mundo ou procura o Mundo no seu próprio lugar!
O brilho
dos seus olhos...
Há de me iluminar,
por todos os cantos
que eu passar.
Sei!
Eles jamais
me deixarão
na escuridão.
Nessa solidão
que por fim...
Teve fim!
Até nos confins obscuros da profundeza do Mar, há seres que brilham e colorem.
Em toda circunstancia há luz e cor. Acredite!
Venha, venha, venha a mim, ó pilim,
em toda a tua vil glória, cintilante e fugaz,
talvez não traga felicidade, é verdade,
mas nunca vi um rosto entristecer
ao encontrar-te perdido, esquecido no chão.
Ah, doce ilusão de papel e metal,
não devemos viver sob teu jugo,
nem erigir altares em teu nome,
mas, quando vens, és bem-vindo,
como a chuva inesperada em tarde de verão.
Traz contigo o conforto, o alívio momentâneo,
não a essência da alegria, mas um suspiro,
um descanso breve na jornada.
Não te idolatro, pilim, mas acolho-te,
com a mesma simplicidade que acolhe a flor,
sabendo que, apesar de efêmero,
teu brilho pode, por um instante,
aliviar o peso do cotidiano.
Venha, venha, venha a mim, pilim,
não como senhor, mas como servo,
um convidado que chega sem aviso,
e cuja partida deixará apenas
um eco suave, uma lembrança de luz.
Encontramo-nos no acaso, ou destino traçado,
para mitigar a melancolia que nos aflige.
E assim, no reflexo de olhos tristes,
surgem sorrisos mais radiantes,
como astros que brilham na noite da vida,
quando nossos olhares se encontram.
Gratidão também a sinto
Nem de outra forma poderia ser
Teus olhos, têm um brilho
Que fazem os meus florescer
Não fiques triste
Anjo dos olhos brilhantes
Que olhos meus são errantes
E no dia em que faltar
O brilho nos olhos teus
Nesse dia já não os quero para meus
Porque pessoas como eu,
A quem o fado é a descrença
E a carência corrói desde criança
Só olhos de amor conseguem cativar
Ai que mataram a esperança
Prematuramente
Ai que mataram,
Permanentemente
Que se escondam os sorrisos
E os olhos brilhantes
Que não se encontrem mais paraísos
Nem se encontrem amantes
A esperança morreu
Morreu do descrido dos homens
E do teu e do meu
Morreu dos sonhos não sonhados
E de todos os que foram abandonados
Morreu porque beijos não foram trocados
Abraços não foram dados
E dos apaixonados
Ninguém mais ouviu falar
Morreu porque não quiseste amar
Morreu de tédio
Ou solidão
Morreu de amor
Morreu em contra mão
Ai que mataram a esperança
Que mais ninguém dance esta dança
E que mais ninguém saiba
Como é viver ... sem esperança.
Neste mundo meu
Agora que a esperança morreu
Morri Também eu!
Você brilha muito e o seu brilho incomoda muito gente, pois a sua essência carrega muita luz e essa iluminação inspira pessoas a seu redor.
Portanto, preste atenção nas energias de tristezas e desânimos que às vezes afloram em seu coração, elas não vieram do nada.
Nesse mundo existirão seres que acenderão a sua chama. Mas da mesma forma, haverão outros que tentarão apagá-la.
Deixa-me amar-te para que não te esqueças
Que o veleiro destino te distancia
Da pureza e do encanto
Da tua alma de menina
Que sonha um dia ser algo
Mas agora não ainda
Enxerga a grandeza dos teus laços
Ao perene entardecer
O brilho de tua pele, excelsa melanina.
Dia da Bailarina
A menina ainda pequenina
Fica toda encantada
Quando vê uma bailarina
E sai dançado animada
Coloca o collant e a sapatilha
E uma saia bem bonita
Faz o coque e passa gel que brilha
E põe um laço de fita
E na aula de ballet
Corrige a sua postura
Dança na ponta do pé
Tanta delicadeza e formosura
Se eu fosse suficientemente egoísta, tomaria para mim toda a luz do nosso "mundo",
Roubaria de Sirius seu brilho e diria: "ele sempre me pertenceu",
E cada coisa que minha luz tocasse, meu seria tudo.
Se eu fosse suficientemente egoísta, te faria a Terra, e meu brilho seria só seu...
Uma beleza irredutível e majestosa ao seu modo, ela reflete
Reflete com um brilho que não é próprio, mas com todo direito o fez seu,
Tomou daquele que muito possuía, e nos deu, assim como fez Prometeu
Agora ilumina à noite, e com uma graça singular esse ciclo sempre se repete.
Que a coragem de na escuridão "Ser" seja plena.
Fulguras tal qual como a lua, plenamente, plenilúnia.
Se a imensidão do universo não fosse tão explorada por grande parte dos poetas,
Se não tivesse se tornado clichê comparar brilho impossíveis de nebulosas com os olhos castanhos de alguém.
Quem sabe assim, com linhas inteligentes, expressivas e munidas de falsa modéstia.
Poderia te admitir sem qualquer medo, que como você, não existe mais ninguém.
Meu Sol
Enquanto eu puder ver
o brilho dos seus olhos.
Estarei me fortalecendo!
Florescendo...
Energizando a minha vida
e minh'alma.
Porque a minha função é essa...
Buscar o brilho
de quem me é sol.
Energia.
Calor!
Dizem que o brilho das estrelas permanecem mesmo depois que elas se vão,
Assim como as memórias e as almas que são infinitas.
–Almas interestelares nunca serão esquecidas.
