Poemas Boca
Eu escrevo porque não consigo falar.
As palavras se recusam a sair da minha boca,
então derramam-se no papel.
Queria poder me desfazer em teus braços,
encontrar neles um lugar onde o mundo
parasse de pesar.
Queria que cuidasses de mim,
como o Pequeno Príncipe cuidou de sua rosa.
Queria ser tua.
E, mais do que isso,
queria que escolhesses ser meu.
Não por obrigação,
mas por paixão.
Há quem me corteje.
Há quem tente conquistar meu olhar.
Mas de que me serve qualquer cortejo,
se o único que desejo
é o teu?
Se não tens intenção de permanecer,
tem a delicadeza de partir dos meus pensamentos.
Não é justo.
Toda vez que fecho os olhos,
és tu quem encontro.
Vejo tua postura ereta,
teus dedos ligeiros dançando sobre o teclado.
Revivo o nosso abraço,
o calor do teu corpo envolvendo o meu.
Vejo teus olhos por trás das lentes redondas,
e descubro, mais uma vez,
que teus óculos parecem ter sido feitos
para o contorno do teu rosto.
Então meu olhar encontra teus lábios.
E, nesse instante,
o mundo deixa de existir.
De olhos fechados
Beijos, mas não era a boca dela!
Toque, mas não eram as mãos dela!
Cheiro, mas não era o perfume dela!
Aconchego, mas não era o corpo dela!
Sussurros, mas não era a voz dela!
Carinho, mas não era a pele dela...
Então, ele fechou os olhos.
De olhos fechados, a encontraria, a tocaria, a sentiria...
De olhos fechados, sairia dali, iria onde quisesse...
De olhos fechados, sentiria os seios fartos, a cintura fina, a voz dengosa, o corpo trêmulo, o sorriso fácil, lânguido...
De olhos fechados!
E assim teria que viver...
De olhos fechados!
Só assim teria a chance de sentir outra vez tudo o que havia perdido...
Pecado Gostoso
Helaine Machado
Se beijo na boca fosse pecado…
oh Deus…
que pecado tão gostoso seria.
Pecado é sentir teu gosto
e não querer mais parar,
é perder o rumo do mundo
só por te tocar.
Tua boca na minha
não pede perdão,
não conhece limites,
não escuta razão.
É fogo calado,
é desejo aceso,
é o corpo inteiro
rendendo-se ao mesmo desejo.
Se for pecado, eu confesso…
eu peco sem medo,
peco de novo,
peco em segredo.
Porque tem beijos
que não se explicam,
se sentem…
se entregam…
e nunca se esquecem.
E se amar assim for errado,
então deixa ser…
porque entre o céu e o teu beijo,
eu ainda escolheria você.
Helaine Macha
Beija minha boca com loucura,
faz desse instante o mundo calar,
teu toque acende a minha pele,
como chama que insiste em ficar.
Helaine Machado
O silêncio emite impropérios,
quando a boca cala,a folha fala,
rabiscada sobre cada página
Cheia de tintas e ódios,
existe uma alma calada.
Em sua dor e sina.
Mais um dia de trevas
nesta cidade de selvas
onde moram corações sem poesia
se debatendo entre subterfúgios,
o ácido de suas dores mesquinhas.
Andrea
Não é por acaso que temos dois olhos, dois ouvidos e apenas uma boca. Isso mostra que devemos observar e ouvir mais do que falar. Antes de dizer qualquer coisa, é preciso entender.
Escutar e olhar nos ensinam muito mais do que falar. Quem fala sem ouvir, quem fala sem olhar, fala sem saber. A boca é só um, porque falar deve ser a última etapa, depois de aprender.
E isso vale para a comunicação em geral. Ser fluente não é apenas saber outros idiomas ou escrever bonito. É saber falar a linguagem certa para cada pessoa. É explicar algo difícil de um jeito simples para sua avó, para uma criança, para um universitário, para um humilde, para quem nunca ouviu falar do assunto.
Cada pessoa entende de um jeito. Para comunicar bem, você precisa ouvir e observar qual é a linguagem dela. Só assim você vai conseguir falar para que ela realmente entenda.
Mas isso exige humildade. Se o ego falar mais alto, você só vai criar conflitos, porque não ouviu nem entendeu antes de falar.
Por isso, dois olhos, dois ouvidos e uma boca. Primeiro, observe. Depois, escute. Por último, fale.
Sem importância se a luz esteja acesa ou apagada para encontrar a direção de sua boca que tanto me enlouquece e faz-me ir pelo tato como um cego amor;
Não me importa se você esteja com uma lingerie preta ou vermelha ou até mesmo sem nada para importunar as intenções;
O que mais me importa realmente é a maneira de que vamos nos amar para alcançarmos o ápice do prazer em questão;
Beije a minha boca como estivesse
Tendo prazer de deliciar-se
Com o melhor doce;
Quero me despir para que encontre facilidade
Para me amar e felicitar os teus desejos
Espero que me note e me dê sua atenção;
Não fales pelo silêncio da boca
Balbucie na inquietação da alma
Seja a mudança que queira
Com o coração no que sinta falta
Leia-me, mas não me compreenda
Sinta o que tenho a dizer
Admire os meus versos
Busque ser e viver;
Os corpos dos homens são como cântaros de boca fechada;
Tem cuidado, até que vejas o que eles contêm.
Se olhas o conteúdo, és um sábio;
Se olhas apenas o recipiente, te enganas.
A forma engana, mas o significado interior guia.
Ela sempre foi movimento.
Casa girando em torno dela.
Mão que fazia, boca que orientava, olho que via tudo.
Era dessas mulheres que acordam antes do sol
e dormem depois da vida.
Sabia onde estava cada coisa.
Cada conta.
Cada remédio.
Cada problema.
Ela era memória viva da família.
Era calendário, era agenda, era conselho.
E agora…
O tempo resolveu brincar ao contrário.
O nome das coisas escapa.
Os rostos às vezes embaralham.
As histórias ficam pela metade.
Mas tem uma coisa que não foi embora:
a essência.
O jeito de segurar a mão.
O olhar que ainda procura cuidado.
A doçura que aparece em lampejos.
O Alzheimer não apaga quem ela foi.
Ele embaralha caminhos,
mas não destrói o que foi construído em décadas de força.
Existe uma inversão silenciosa:
quem foi porto vira mar aberto.
Quem guiava agora precisa ser guiada.
E dói.
Dói porque a gente lembra de tudo.
E ela… às vezes não.
Mas amar alguém com Alzheimer é aprender outra língua.
É repetir sem irritação.
É contar a mesma história como se fosse a primeira vez.
É segurar firme quando o mundo dela fica confuso.
Ela continua sendo a minha mãe.
Mesmo quando não sabe dizer seu nome.
E talvez agora o papel seja meu:
ser memória por duas,
ser paciência por duas,
ser colo por duas.
O corpo pode esquecer.
Mas o amor não desaprende.
E isso, ninguém tira dela. Nem de mim.
Mel
O nome dela escorre lento
tipo coisa que não se esquece fácil
gruda na boca, na mente
e pelo visto… até nos teus dedos.
Mel não chega, invade.
Vem com história torta, vida rasgada,
dessas que o mundo tentou quebrar
e ela devolveu com riso meio louco.
Tem gente que passa…
ela fica.
Nem precisa tocar direito
e já bagunça tudo por dentro.
Teu corpo entrega antes da razão,
teu pensamento trai qualquer juízo,
porque tem gente que não é paz…
é vício com nome bonito.
E o pior?
Você sabe.
Sabe do caos, do passado, das grades,
das vezes que a vida mordeu ela sem dó…
e mesmo assim, tá aí,
respirando ela como se fosse ar.
Mel não é leve.
É doce que queima.
É perigo que chama pelo nome
e ainda te faz sorrir enquanto você cai.
E você cai.
Com gosto.
*DENTADA*
Te invadi.
Te ocupei.
Não foi guerra.
Foi convite.
A boca veio sem pedir licença
e assinou na pele o recibo:
estive aqui.
Com fome.
Não tem sangue, tem marca.
Roxo que vira amarelo,
depois some.
Efêmero como tudo que queima.
Ninguém bateu.
Ninguém prendeu.
Foi mordida de quem sabe
que a carne é fruta
e a noite é curta.
Não me venha com culpa.
Culpa é pra quem reza.
Aqui a gente devora.
Sem faca, sem garfo,
só dente e vontade.
A marca fica dois dias.
A lembrança fica dois anos.
A tensão não conta tempo.
Ela mora entre a pele e o lençol,
naquele lugar onde o arrepio
ainda não decidiu
se é medo ou se é mais.
Não foi castigo.
Foi assinatura.
Um carimbo de "estive viva"
num corpo que esquece rápido
mas que, por um segundo,
quis ser banquete.
E se amanhã não tiver nome,
pelo menos teve gosto.
E o gosto,
ninguém tira.
Falta ainda a linguagem do gosto!
Que gosto terá sua boca quando
colada na minha?
Que indizível prazer devo sentir ao te percorrer?
Que doce delírio sentir tua boca,
todo o meu corpo morder...
Falta ainda a linguagem do tato!
Como será o entrelaçar das nossas
trêmulas mãos?
O abraço tão apertado que poderemos
ouvir nossos corações,
pulsando sôfregos e descompassados
em meio a tão arrebatadoras emoções...
Falta ainda a linguagem do cheiro!
Não o cheiro da minha ou da tua
preferida colônia.
Mas o nosso cheiro, natural,
hormonal, quase animal.
Falando da premência da entrega,
assim sem nenhuma cerimônia...
Porque eu já conheço a tua voz acariciante.
Porque eu já conheço a tua
melancólica expressão.
Porque eu já conheço o seu jeito complicado sentir.
Porque eu já conheço a tua férrea razão.
Mas que presunção a minha,
eu achar que te conheço.
Não porque falte o tato, o olfato e o paladar.
Eu só poderei dizer que realmente te conheço
quando, olhos nos olhos,
a tua Alma eu puder sondar.
O Controle da Boca é um Ato de Amor ao Próximo
Controlar a nossa boca é um ato de amor ao próximo.
As palavras que saem dos nossos lábios devem servir para edificar, consolar, incentivar e transmitir graça àqueles que as ouvem.
Uma palavra lançada de qualquer maneira pode causar grandes prejuízos, pois tem o poder de ferir e destruir. Por isso, precisamos aprender a controlar nossos pensamentos antes de falar. Quando educamos a mente e o coração, também educamos as nossas palavras.
A sabedoria é a chave para um falar saudável, respeitoso e cheio de amor, sem ofender ninguém. Que cada palavra pronunciada por nós reflita o caráter de Cristo e seja instrumento de paz, esperança e edificação.
"Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem." (Efésios 4:29)
Na boca do mentiroso, a verdade só existe quando os ouvidos são tendenciosos.
Na boca do mentiroso, tudo vira verdade quando quem escuta já quer
acreditar.
Mastigar sem nada na boca
Ver TV sem ela estar ligada
Bater palmas p agradar
Ter decisões ser ter objetivo
Sorrir sem querer sorrir
Viver sem querer viver
Esse era o ponto que precisava chegar
Há uma necessidade em determinados momentos de dilatarmos a nossa boca e pregarmos contra o erro!
Pois, se nos omitirmos por covardia, o erro será perseverante e prosperará!
Pedi ao Papai Noel:
-que me lembre de usar mais os meus ouvidos do que a minha boca
pois ouvindo os meus amigos posso fazer algo. Falando serão apenas palavras!
-que me dê firmeza no meu andar
pois sei que se exercitar os meus passos estarei mais forte e não me deixarei cair, mas se cair terei forças suficientes pra levantar!
-que me dê uma saúde impecável
para que eu possa trabalhar dia-a-dia e vencer pelo meu próprio esforço!
-que a minha casa seja firme
pois sei que se provações vierem, lá será a minha fortaleza e o meu refúgio!!!
Por fim pedi muito paz, beleza, dinheiro, amor e talento pro meus inimigos, pois assim talvez quem sabe eles sosseguem e vivam a vida deles felizes como eu sou!!!
No futebol brasileiro, um jogador meia-boca custa R$ 50 milhões. Como o clube não tem essa grana, prefere pagar multas aos técnicos demitidos: sai mais barato trocar de treinador do que admitir que o elenco é ruim. Afinal, enganar a torcida sempre sai mais barato.
Benê Morais
