Poemas Ausencia Presente
Nem toda bagunça emocional é intensidade. Às vezes é só ausência de limite usando um nome mais elegante.
A perda não leva apenas o que amamos. Ela deixa em nós o espaço exato da ausência, como um molde invisível. E é nesse vazio que a saudade planta raízes, transformando o silêncio em memória viva.
O niilista encara a ausência de deus e paralisa. O humanista encara a mesma ausência e diz: "Perfeito. Agora somos livres para ser humanos de verdade."
Se a moral fosse filha do medo, ela desapareceria na ausência de vigilância; mas o amor a mantém mesmo no silêncio.
O silêncio não é a ausência de som, é o momento em que o ruído das mentiras sociais finalmente cessa e você é obrigado a ouvir o grito ensurdecedor da sua própria insignificância, ou, se tiver coragem, o estalar das chamas da sua própria consciência.
Não há Ausência de Paz mais contraditória que sugerir ceder às chantagens a pretexto de Pacificação.
Eu tento me distrair, tento fingir que estou ocupado demais pra notar tua ausência, mas no fundo eu sei que não importa o que aconteça.
TODA NOTÍCIA BOA AINDA É METADE TRISTE POR NÃO PODER TE CONTAR.
Foi nas perdas que aprendi o real valor da presença, porque só a ausência revela quem realmente ficou por amor.
O amor não é ausência de dor, é persistência mesmo doendo. Amar apesar da dor é persistir na construção, mesmo quando o alicerce treme.
Vivi o silêncio de deus e vi que ele estava lá, ausência de voz não foi abandono, foi espera, no silêncio, aprendi que a presença persiste, mesmo calado, Deus se fez companhia.
O paradoxo revela a dor de existir sabendo que a própria presença ou ausência não altera o curso do mundo. É a consciência da própria irrelevância diante de um universo indiferente, onde o desejo de significado colide com a certeza do esquecimento. A ferida nasce do conflito entre querer importar e perceber que, no fundo, o vazio permanece o mesmo.
Meu coração vigia mesmo quando o corpo dorme, pois sabe que a visão da ausência é a pior das tormentas no silêncio da noite.
O tempo não cura, ele apenas te obriga a conviver com a ausência e a transformar a falta em presença interna.
A resistência não é a ausência de dor, mas o ato de respirar fundo quando tudo pede que você desista.
A leveza não está na ausência de peso, mas na força inquebrável da coluna que aprendeu a suportá-lo.
A verdadeira cura não é a ausência de dor, mas a nova relação de respeito que você estabelece com ela.
O tempo não apaga a memória, mas ensina a conviver com a ausência sem perder a urgência do presente.
