Poemas Anjos de Pijama Matilde Rosa Araujo
A prisão da alma se dá por diferentes formas de pensamento que nos impede de questionar. A liberdade nasce quando ousamos retirar a venda dos olhos e contemplar a luz para além do véu. Não é abandonar crenças ou ideias, mas permitir que a consciência desperte para enxergar com mais profundidade e discernimento e não reprimir a oportunidade de viver com amor.
Ao reconhecer o Pretuguês, não estamos propondo a substituição da norma-padrão, mas defendendo uma educação linguística que reconheça a diversidade das formas de falar.
Eu sei que a minha fala incomoda. Mas talvez ela incomode justamente porque revela uma história que muitos preferem esquecer.
"AINDA QUE NÃO ME VENHA OS FRUTOS QUE COM MINHA NATURAL COMPREENSÃO PROCURO, NEM POR ISSO FICO MENOS CONTENTE, PORQUE PERSEGUINDO SOU FELIZ E PASSO MEUS DIAS NA SERENIDADE E NA ALEGRIA AO INVÉS DE SUSPIRA-LO NA TRISTEZA". Baruch Spinoza
Não devemos desistir nos embates que temos que enfrentar, a virtude está em perseverar". Ademar de Borba
Todo dia a vida me ensina.
A não gastar meu preciso tempo, com fanáticos, sejam do segmento que for.
A "identidade" é um construto narrativo inventado para dar coesão a um aglomerado de células que tenta adiar a própria entropia.
A angústia humana não vem do fato de o universo ser cruel, mas do fato de o universo ser completamente indiferente.
Eu odeio vir aqui e ver frases rasas atribuídas a artistas profundos. Só odeio mais do que isso o fato de que poucos vão notar e/ou pesquisar sobre. Só querem frases de efeito rasas para postagens.
Vomitei
Somos apenas seres medíocres, os quais temem mais a miséria ao linchamento. Desejamos ter quem não podemos e choramos uma dor que é tão suja quanto um córrego. Sentimos o ódio com tanta força que este esmaga o amor encostado no canto da mente. Acreditamos no único deus capaz de salvar a humanidade, mas este mesmo deus não acredita em nós.
O autor principal da Santa Escritura é o Espírito Santo; o homem foi apenas o seu autor instrumental.
“No arrebatamento, as leis da física serão superadas: a gravidade não conseguirá segurar o meu corpo.”
Pode ser a comida mais sofisticada e saborosa que existe com o ambiente mais lindo do mundo mas, se as pessoas que estiverem a sua volta não ti deixam a vontade, você perde a fome.
Não aceito ser manipulado nem por meus próprios desejos, quanto mais pela opinião e vontade alheia.
No riacho cantarolante, um beija-flor gira no ar leve e fino como um suspiro. Ramsés projeta pirâmides de espuma, enquanto George Floyd murmura ao Curupira, pés virados no Oceano Pacífico. Ondas de concreto devoram gritos antigos; pele vira névoa, o rei ri com os dentes afiado, o guardião costura ruas sobre o peito ofegante, afinando o ar até pulsar vazio. Mas esse caos esconde um riacho real: do Nilo às ruas de Minneapolis, onde um joelho de um tirano ceifou a vida de Floyd no pescoço, sem ar, ecoando opressões antigas. Ramsés, construtor de impérios, reflete Floyd, vítima do poder que sufoca a dignidade. O Curupira inverte caminhos, guiando o beija-flor a polinizar justiça em dores coletivas. O Pacífico engole monumentos e protestos, mas o riacho persiste, fluxo de resistência que afina o ar dos opressores. Do faraó ao homem comum, mito e rua se unem no pulso vivo: beija-flor voa livre, Curupira ri nas matas, Ramsés cai em pó, Floyd inspira mudança, e o mar pulsa e o rarefeito só para tiranos.
Há uma angústia silenciosa que se instala quando se percebe que já não se consegue resolver sozinho boa parte da própria vida. Não é apenas a dificuldade prática que pesa, mas a sensação profunda de invalidez, como se algo essencial tivesse sido retirado sem aviso. A autonomia, antes natural, passa a ser um privilégio distante, e cada decisão depende de terceiros, de permissões, de circunstâncias que fogem ao controle.
Essa condição corrói por dentro. O indivíduo sente-se diminuído, não por falta de vontade ou capacidade intelectual, mas por estar aprisionado a limites que não escolheu. Surge a frustração de querer agir e não poder, de saber o que precisa ser feito e ainda assim permanecer imóvel. A dependência forçada fere o orgulho, a identidade e a dignidade, criando um conflito constante entre o desejo de reagir e a realidade que impede qualquer movimento efetivo.
