Poemas Anjos de Pijama Matilde Rosa Araujo
O agora nunca é suficiente. Costuma-se viver o presente numa eterna gangorra: uma hora no passado, outra no futuro.
Quem observa o ser humano apenas como objeto ou complemento, jamais conseguirá analisar o mais importante: o sujeito.
Não são as coisas que estão de pernas para o ar, nem o planeta que está de cabeça para baixo. São os indivíduos que estão de cabeça virada.
Poder-se-ia mudar a sintonia da depressão para a alegria como se troca de uma estação a outra do rádio até conseguir captar uma bela canção.
Ajudar não é fazer algo por alguém. É permitir que alguém tenha capacidade de fazer algo por si próprio.
A depressão é como olhar para o fundo do abismo. A confiança é descortinar o cume da montanha. A esperança é enxergar as estrelas. A fé é conseguir perceber além delas.
Por que temer a morte se, em alguma hora, ela vai ocorrer? Por que ter receio da vida se ela acontece a cada segundo?
Quando o ser humano destrata o ambiente, a natureza adoece, com o risco de o planeta ficar em estado de coma irreversível.
Sabe-se que a vida é recheada de incertezas; a morte, por outro lado, é acontecimento certo, mas ainda surpreende mais que a própria vida.
Os dias estão sempre ensolarados e as noites, estreladas; por isso, não se deve culpar as nuvens por não os perceber.
No reino da biologia, pertencemos ao mesmo gênero e à mesma espécie; porém, não precisamos ser genéricos, porque cada um é especial no reino de Deus.
Para alguns, basta o vento soprar a favor para seguir adiante; para outros, é necessária uma ventania.
Observar-se com os olhos dos outros é enxergar-se como escravo. Conseguir ver-se com os próprios olhos é descobrir-se como dono de si.
