Poemas Anjos de Pijama Matilde Rosa Araujo
O medo é como permanecer no sopé da montanha; a esperança é motivar-se ao observar o topo; a fé é a escalada.
Palavra é folha que o vento leva. A atitude, o plantio. A convicção, a raiz. O fruto, o resultado. O sabor, a sabedoria.
Enquanto a bondade assumir a progressão aritmética e a maldade, a progressão geométrica, só se terão resultados negativos.
O conhecimento é um prato cheio. A sabedoria é saber saboreá-lo. A ignorância é cuspir no prato que comeu.
O tempo é como o vento. Ele pode apagar a paixão; quando menos esperar, reacendê-la; e, até mesmo, inflamá-la.
Difícil agradar a gregos e troianos ao mesmo tempo, tem muito Aquiles que se esqueceu do próprio calcanhar, a propósito, só na Grécia recheio de cavalo é herói, na vida real recheio de cavalo é outra coisa. Não existe metade de carinho, metade de bondade, metade de respeito, nem metade da laranja porque ninguém tem deve achar que amor dura somente enquanto somos suco e depois? É quando o caldo secar e só restar o bagaço? Ninguém pode ser metade porque todos somos inteiros, perfeito ou imperfeito todo verbo deve ser conjugado e respeitado qualquer que seja sua conotação.
São tantas as emendas que tornaram a Constituição rasurada. Muitas interpretações que a deixaram irreconhecível.
Quem costuma apontar dedo também gosta de cerrar os punhos, cruzar os braços e fechar a cara. Aquele que estende as mãos, abre os braços e sorri sabe, como ninguém, acolher com abraços e disseminar alegria.
De nada adianta ter uma pessoa ao seu lado para apoiá-lo ou atrás para respaldá-lo ou à sua frente para defendê-lo, se você não conta com seu próprio apoio.
Para o deprimido, o ‘sim’ representa uma luz no fim do túnel. O ‘não’ , um eco interminável na escuridão.
