Poema Sobre Viver
Claro que viver assim, pulando de galho em galho, também tem suas desvantagens. O que se perde de correspondência, por exemplo, é um absurdo. E tem gente maravilhosa que, de repente, vai ficando longe, difícil de ver – e aí dança. Mas também acho que aquilo que é bom, e de verdade, e forte, e importante – coisa ou pessoa – na sua vida, isso não se perde. E aí lembro de Guimarães Rosa, quando dizia que “o que tem de ser tem muita força”. A gente não tem é que se assustar com as distâncias e os afastamentos que pintam. Mas, vantagens? Ah, isso também tem. A melhor delas é conhecer gente. Não tem coisa melhor (nem pior) do que gente. E, na minha opinião, não é plantado no mesmo lugar, caminhando sempre pelas mesmas ruas, repetindo ano após ano os mesmos programas, que você vai conhecer pessoas novas.
Viver é ser outro. Nem sentir é possível se hoje se sente como ontem se sentiu: sentir hoje o mesmo que ontem não é sentir — é lembrar hoje o que se sentiu ontem, ser hoje o cadáver vivo do que ontem foi a vida perdida.
Apagar tudo do quadro de um dia para o outro, ser novo com cada nova madrugada, numa revirgindade perpétua da emoção — isto, e só isto, vale a pena ser ou ter, para ser ou ter o que imperfeitamente somos.
(...) viver é somente a altura a que posso chegar – meu único nível é viver.
Há um mau-gosto na desordem de viver. E mesmo eu nem saberia, se tivesse desejado, transformar esse passo latente em passo real.
E amanhã eu vou ter de novo um hoje. Há algo de dor e pungência em viver o hoje.
(...) e é assim que cada dia começa: desejando que não tivesse começado, desejando viver no mundo dos sonhos, ou transformar meu mundo real num lugar que eu possa viver, não sobreviver.
Hoje tenho grande urgência de viver.(...) Todos trabalharam loucamente. Não há tempo para perder com gente chata, coisas chatas...
A nossa diferença fundamental é que você era capaz apenas de viver as superfícies, enquanto eu era capaz de ir mais fundo, de não sentir medo desse mais fundo. Parece difícil de você enxergar que insistir nisso é perda de tempo, é perda de vida em uma causa perdida. Ouça aqui, mocinha. Não fique pensando que o mundo lhe pertence não. Não caia nessa onda. E outra coisa – não se esforce. Pelo menos não tanto, não fique aí remando contra a maré, dando murro em ponta de faca. Veja – se não fora pra ser, não vai ser. Acredite em mim. Coisa boba essa sua tentativa de ir além. E olhe, eu não estou pedindo pra você desistir não, não é isso. Eu só quero que você pense mais, que leia mais. Que tenha argumentos melhores. Você é muito imatura ainda. Cresce!
Não posso esperar. Tenho tudo pronto dentro de mim e uma alma que só sabe viver presentes. Mas venha. Quero dividir meus erros, loucuras, beijos, chocolates… Apague minhas interrogações.
Então, de repente, sem pretender, respirou fundo e pensou que era bom viver. Mesmo que as partidas doessem.
'' Mas você escolheu viver dentro de um redemoinho, você estava encurralado na sua irritabilidade constante, e só havia uma saída pra mim: abrir a porta e deixar você adoecendo sozinho.''
Imagine. Crie. Sinta. Infinitas possibilidades de se viver, escolha e siga, siga o caminho que julgar mais fácil ou simplesmente fique onde está e espere que algo aconteça.
Faça sua parte, tudo acontece no seu tempo. Talvez o seu tempo não chegou ainda! E não se esqueça, quando você muda, as pessoas mudam ao seu redor!
Que na simplicidade da vida, assim como num gole de café pela manhã, possamos encontrar as respostas para o nosso verdadeiro propósito: a essência do viver!
Agora o meu coração está angustiado, e o que direi? Pai, salva-me desta hora? Mas foi precisamente para esta hora que eu vim.
Mudo sim! Mudo de profissão, de cidade, de postura, mudo minhas opiniões e o modo de ver as coisas. Mudo sim, mudo sempre que necessário. Mudo sem medo e sem restrições. Quem não muda, não se arrisca, não vive... simplesmente sobrevive!
