Poema Terra
Diário de Bordo: O Retorno dos Gafanhotos à Velha Terra
O que parecia um mito nos becos escuros das favelas espaciais agora estava em nossas mãos: a chave temporal. Ligada aos cristais de tempo que contrabandeamos e alimentada pelos novos motores tridimensionais, a nossa lata velha deixou de apenas flutuar no espaço; agora, ela rasga o próprio tecido do ontem e do amanhã.
Ao ver os indicadores do painel brilharem com a energia cronológica, os olhos do capitão faiscaram de pura malícia. Ele tragou o resto do cigarro, olhou para a tripulação de loucos e deu a ordem que mudaria o rumo da galáxia:
— Vamos voltar para a Velha Terra.
O plano não era um retorno pacífico ou um resgate nostálgico. Nós tínhamos novas perguntas que só o passado poderia responder, mas, acima de tudo, precisávamos de novas cargas. O estoque de cachaça de metanol estava no fim, os embriões precisavam de reforço e o universo ainda tinha muitos postos de combustível para explodirmos. A Terra — com toda a sua história de guerras, recursos e a nossa própria linhagem de malandros — era o mercado atacadista perfeito para a nossa predação.
Os motores tridimensionais roncaram, os cristais de tempo canalizaram a energia quântica e a nave inteira tremeu, saltando através das eras.
A humanidade já era o terror do espaço profundo. Agora, com o controle do tempo, nem o passado da Terra está a salvo de nós. Segura o cinto, porque os gafanhotos estão voltando para casa.
— Por Celso Roberto Nadilo
Terra de indiferentes!
Desce!
A situação já estava ruim quando abriram os portões do inferno; e piorou quando fecharam os do céu!
A atmosfera clama por sua pureza.
Ela sonha em ter de volta sua perfeita presença na Terra.
A cada árvore que nasce;
A cada lixo reciclado;
A cada eliminação de gases tóxicos,
Ela vibra de alegria,
e nela renasce a esperança de continuar exercendo sua missão:
proteger-nos do calor excessivo,
equilibrar as temperaturas
e garantir o ar puro que respiramos.
A terra seca canta por uma gota d’água
Ela canta para sentir o líquido que sacia a sede;
Ela canta para provar da umidade do tempo;
Ela canta para lembrar-se que o oásis existe;
Ela canta porque sente saudade da biodiversidade;
Ela canta com o sonho de voltar a ser fértil;
Ela canta por uma gota d’água na esperança de que venham muitas delas até que nela se crie um belo manancial.
É uma reflexão muito interessante. A Terra é, ao mesmo tempo, o planeta que habitamos e talvez o único que conseguimos conhecer de verdade, enquanto os outros permanecem, em grande parte, como mundos distantes que imaginamos através das descobertas da ciência.
E existe algo bonito nisso: talvez você nunca pise em outro planeta, mas pode conhecê-los por meio das imagens, estudos e descobertas dos cientistas e da NASA. De certa forma, viajar pelo conhecimento também é uma maneira de viajar pelo universo.
vi meu caminho desaparecer
em uma floresta emaranhada, entre muros de arbustos densos e na terra sangrando
meus pés estavam cravados, criaram raízes
e por um momento pude ouvir
as folhas ensinando sua canção
e quis me erguer alto
florescer com elas
conheci as gotas de chuva
que se acumulavam em mim, caíam sob mim
e o vento, frio e desesperado,
me congelou, pesou sobre mim
e por um momento pude tocar
o fim da dor cinzenta
e quis me erguer alto
ver a luz
dizem que o céu é azul acima de nós
cheio de luzes
talvez um dia eu também consiga ver
ver...
e caí à terra, em silêncio
fechei os olhos, selei meu coração
e senti como eu estava me despedaçando
por todas as minhas dores, por toda a minha solidão
e por um momento pude fugir
como uma pena na asa de um pássaro
e fui capaz de me erguer alto
ver a luz
Chuva que cai la fora!
Chuva que lava a calçada
Lava também a alma
Chuva que molha a terra
Revigora as plantações
E também nossos corações
Que chova muitas bênçãos de Deus na vida de cada um de nós
Que o cinza do dia seja propicio a um momento de interiorização que nos aproxime sempre mais do Criador.
( ) Olhar a roupa com os olhos da mente.
( ) Ver o corpo com os olhos da terra.
(X) Enxergar a alma com os olhos de Deus.
RELÓGIO DE DEUS
Quarenta dias...
Tempo de chuva sobre a Terra, tempo de água sobre os erros, tempo de uma arca navegando entre o juízo e a esperança.
Quarenta dias...
O dilúvio cobriu montanhas, mas não afogou a promessa. Quando a pomba voltou com o ramo, a humanidade aprendeu que toda renovação nasce depois de uma tempestade.
Quarenta dias...
No deserto caminhou Moisés, entre o fogo da presença e o peso da missão. A pedra recebeu palavras, e o povo recebeu direção. A aprovação exige disciplina, e a liberdade cobra responsabilidade.
Quarenta dias...
Espias atravessaram Canaã, vendo cachos de abundância e muralhas de temor. Uns enxergaram gigantes, outros enxergaram futuro. A prova revelou o tamanho da fé de cada coração.
Quarenta dias...
Elias caminhou até Horebe, alimentado pela esperança quando a força já faltava. Aprendeu que Deus não mora apenas no trovão e no terremoto, mas também na voz silenciosa que resiste dentro da alma.
Quarenta dias...
No deserto esteve Cristo, entre a fome e a tentação, entre o poder e a renúncia. Ali não venceu pela espada, mas pela fidelidade. A aprovação tornou-se exemplo para todas as gerações.
Quarenta dias...
Após a ressurreição, o Mestre permaneceu entre os seus, ensinando que a morte não possui a última palavra. A renovação caminhava viva entre aqueles que ainda duvidavam.
Quarenta dias...
Punição para os soberbos. Salvação para os justos. Provação para os chamados. Renovação para os que perseveram.
Quarenta dias...
Não são apenas uma medida de tempo. São a forja da humanidade. São o intervalo entre o erro e o perdão, entre a queda e o recomeço, entre a travessia e a chegada.
Se hoje fossem dados quarenta dias à humanidade, não seriam para contar horas, mas para contar escolhas.
Pois quarenta dias, desde os tempos antigos, sempre foram o relógio de Deus marcando a oportunidade de um novo mundo nascer.
Tudo que escrevo aqui na Terra,
vêm lá das profundezas da minha alma,
são rimas de poeta,
causando grande calma!
A Terra é mãe, e há de nascer algo mais selvagem e devastador do que ela nesse mundo físico?
Essa é a verdadeira energia feminina.
Feliz dia das Mulheres!
Poema - Em Oração
Que caiam por terra
Todas as guerras
Toda maldade
E toda falsidade
Livra-me dos laços do passarinheiro
Somos barro em tuas mãos, tu és o Oleiro
Louvo-Te em forma de poema
Não digo que tenho um problema
Mas digo ao problema que tenho um Deus maior
Contigo, Senhor, nunca estarei só.
Nos ajude a separar o joio do trigo
Nos mantenha longe das obras do inimigo
O Senhor é nosso refúgio e nossa fortaleza
Mesmo em meio à fraqueza
Nos mantém de pé
Precisamos ter fé
O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã
Renova-nos para o dia de amanhã
Não nos deixes cair em tentação
É o que te peço em oração.
Os tempos eram bem melhores em termos de alimentação, quando a terra não era contaminada com tantos agrotóxicos, pois não existiam tantas doenças e males causados por tantas substâncias que usam para produzir alimentos.
Mas o homem em sua ganância, em querer sempre mais, sem se preocupar com o próximo, faz coisas que provocam alergias, vômitos, diarreias, leucemia, câncer e tantos outros problemas que afetam a humanidade. E nessa guerra silenciosa, muitos estão cada vez mais doentes e os que usam agrotóxicos não se preocupam, pois o que importa realmente é o dinheiro que vão lucrar e não com os malefícios que causam ao povo.
A solução seria usar produtos naturais em vez de agrotóxicos, pois com técnicas naturais daria melhor saúde e alimentos que não causassem tantos males. Existem muitas formas de trocar e usar coisas que existem na natureza e que não contamina os alimentos e que a terra existiria um equilíbrio bem melhor para a humanidade.
Mas enquanto isso não acontece, quem mais lucra com isso é a indústria de remédios, pois quanto mais gente doente, melhor pra quem fábrica remédios.
Espero que algum dia possamos ver realizar a consciência de que o homem será capaz de produzir nossos alimentos sem envenenar nossa terra mãe e que tenham respeito e amor para não trazer tantos males que causam os agrotóxicos. Espero ver a terra sorrir de alegria, quando sentir-se livre dos venenos que fazem mal e destroem tantos que desejam viver em harmonia com o meio ambiente.
JESUS O VERDADEIRO CAMINHO
A noite surpreende o dia
A água desperta a terra
O céu beija o horizonte
A luz assusta as trevas...
Ambição não combina
Com a pura humildade .
Traição tem gosto sangrento
Capaz de tantas desgraças.
A mesma faca que corta alimentos
Também é capaz de matar.
Assim o homem sem equilíbrio
Extravasa seus vícios terríveis
Levam tantos ao seu redor
Ao sofrimento e tantas dores.
A morte é única certeza
Da vida que deve ser vivida
Com a intensidade do amor
Cada momento como último
Para sobreviver além da sorte.
Entender que Jesus Cristo
Na Cruz derramou todo sangue
Para nos livrar do laço da morte
E tudo isto é caminho, é verdade
Que nos conduz para a eternidade!
JOAO BATISTA BARBOSA
POESIA
AS DESCOBERTAS DOS SONHOS!!!
Eu vivo a cada momento
nos limites dos céus e terra,
...viajando novos tempos
ou descortinando o passado.
Posso compor histórias
no fascínio das partículas
ou na grande imensidão
do universo infinito.
Fantasias tão reais,
intuições gerando esperanças
no labirinto dos sonhos...
Sonhar é viver!!!
Entre flores e espinhos!
Entre doce e amargo,
combinados nas lágrimas
no frescor da madrugada,
onde a cura se faz eterna.
Meu corpo assiste
as viagens de minhas memórias
no arco-íris sem dimensão,
procurando o alívio da alma.
Eu vivo o milagre da vida,
como um só momento,
descobrindo vários perfumes
o mundo e a relatividade,
transpondo além do horizonte,
várias formas
que a mente pode sonhar!
Sonhos perfazem oceanos,
despertam a curiosidade
através de seus enigmas,
realizando as descobertas
que nos escravizam
ou nos libertam
dos sonhos que possamos sonhar!!!
AUTOR – JOÃO BATISTA BARBOSA
PENSAMENTOS
A noite surpreende o dia. A água desperta a terra.
O céu beija o horizonte . A Luz acorda as trevas.
Vida dia e noite, sol e chuva beijando a Luz que espanta os males e as trevas!
João Batista Barbosa
Vivo, enquanto vivo
Sem vinho e nem uva
Nem terra e nem chuva
Rio, enquanto houver riso
Vivo porque preciso
Erro por não saber
Errar é a única ciência
Que tenho certeza que tenho
Mas não existe certeza de nada
Pode ser que eu esteja errado
Edson Ricardo Paiva
O Canto do Galo e a hora sagrada.
Na sombra fria rompeu a alvorada,
Cantou o galo à terra consternada;
E Pedro, a face em pranto consumida,
Viu sua fé por si mesma ferida.
Negou três vezes o Mestre querido,
Com voz de medo e coração vencido;
Mas cada som do galo anunciava
A luz que a culpa em lágrimas lavava.
O céu calou... Jesus não o ferira;
Somente o olhou com santa e doce lira.
Naquele olhar, sem ira nem censura,
Nasceu a flor da eterna compostura.
Cantou o galo. O mundo estremeceu.
O homem caiu... mas Deus não o esqueceu.
Quem chora o erro, ao bem torna outra vez,
Pois a humildade é filha da altivez.
Ó galo humilde, arauto da verdade,
Que despertaste a humana enfermidade,
Teu canto foi mais forte que o açoite,
Rasgando em luz a escuridão da noite.
Pedro caiu para melhor subir;
Quem sabe amar também sabe carpir.
E o Cristo, manso, ao ver sua aflição,
Fez do remorso um hino ao coração.
Assim, quando o pecado nos alcançar,
Que o galo torne em nós a despertar;
Porque a alma que aprende a se curvar
É a mesma que Deus torna a levantar.
Sinto falta de jardins floridos...
É amargo viver onde as flores não florescem, onde a terra não é umedecida. Vejo muitas plantas de caules secos, as quais abafaram a luz para demonstrarem algo frio com vidas inativas.
Exteriorização se tornou raro, feita apenas por gigantes pensantes.
Sabe por que as pessoas boas não ficam por muito tempo na terra? Porque elas são anjos verdadeiros. E anjos verdadeiros logo voltam para o céu.
EduardoSantiago
