Poema sobre ódio
Tem gente de terço na mão.
Tem Bíblia na boca.
E tem ódio no coração
pra quem votou diferente.
Rezam "perdoai-nos"
e condenam sem perdão.
O céu confuso pergunta:
Que evangelho é esse
que não cabe no outro?
Van Escher
DEUS é bom,
Bom até demais,
mesmo em um mundo de ódio e guerras,
ELE ainda nos enche de paz,
sem precisar de mais nada,
apenas oração e calma,
ELE enche de dopamina,
a nossa alma!
Eu já precisei muitas vezes esconder quem sou. Eu já senti medo, senti raiva, senti ódio, senti rancor, mas nada me fez deixar de sentir amor.
Eu já chorei, já me entristeci por coisas que não aconteceram de verdade. Mentiras, interpretações distantes do que era de fato.
Eu, às vezes, sou inteira, mas hoje, hoje, só hoje, estou me sentindo metade da comida do prato.
Nildinha Freitas
Quando vem o desânimo, eu vejo a esperança...
quando sinto ódio, escolho o amor...
posso chorar de tristeza,
mas sei chorar ou sorrir de alegria...
perdi pessoas que eu amava...
pai e mãe não tenho mais também...
as vezes me sinto triste e sózinho,
mas sou livre e posso escolher meu caminho...
e assim vou vivendo...
ganhando ou perdendo,
feliz ou sofrendo...
chorando ou sorrindo.
sonhando
é assim que vou vivendo...
um dia de cada vez.
Mais amor, menos ódio.
Mais alegrias, menos tristezas.
Mais amizades, menos conflitos.
Mais paz, menos preocupações.
Mais pessoas, menos papéis.
Mais viagens, menos rotinas.
Mais montanhas, menos prédios.
Mais natureza, menos cidades.
Mais diferenças, menos uniformidade.
Mais detalhes, menos indiferenças.
Mais horizontes, menos bolhas.
Mais céu, menos teto.
Mais lua, menos lâmpada.
Mais folhas, menos paredes.
Mais pássaros, menos discursos vazios.
Mais leveza, menos cobranças.
Mais lembranças, menos rancor.
Mais sentimento, menos razão.
Mais vida, menos mortes.
Que em cada escolha, possamos dar mais espaço ao que realmente importa: ao que nos aproxima da essência do ser, da beleza do momento e da verdade do que somos.
Deus continua sendo Deus
O ódio religiosoespalha como
ventoque varre a areia, a fése
torna em umdevaneio da alma.
O louvor exaltado o sermão proferido
demonstram ingratidão a divindade.
O púlpito o candelabro a cruz e o
sinosão armas religiosas empunhadas
porcristianistas contra crenças
neopentecostais na vertente
docristianismo.
Deus! continua sendo Deus.
Os principais elementos de uma guerra são:
Posse, ódio e arma. O resultado é sempre: dor, sofrimento e morte. A paz que procuramos fica soterrada, o amor esquecido e a vida, sem esperança de ver dias briosos.
F. Meirinho
... é doloroso
constatar que, mesmo após
tantos séculos, limitações como
o ódio e o ressentimento agreguem
mais argumentos e justificativas
do que a prudência
e o amor!
Quando o ódio acampa,
não se esqueça que para tudo
sempre existe esperança.
Deus nos ergue das profundezas
e da condição aberrante
existencial de criatura,
creio n'Ele de maneira profunda.
Repudio existencialmente
a máxima literária que um dia
foi escrita por uma pluma sofrida:
"El corazón humano es un ángel caído".
Mary Shelley, lado a lado,
com a morte teve convívio,
e com ela escreveu o seu destino.
"O Ouro Sem Ódio: A Sabedoria da Serpente nas Águas de Oxum"
Nas margens onde o rio encontra a terra, a presença de Oxum manifesta-se no fluxo contínuo e sereno das águas doces. Reverenciada no panteão iorubá como a senhora da fertilidade, da beleza e da riqueza material e espiritual, a divindade carrega em sua simbologia um mistério de profundidade política, filosófica e existencial: o encontro entre a doçura e a soberania do saber.
Diferente do senso comum que reduz a doçura à passividade, a sabedoria das águas doces é uma força estratégica. Conta a tradição dos *Itãs* que, ao se ver ignorada pelos orixás masculinos na ordenação do mundo, Oxum não usou a força bruta nem a contenda direta; recolheu o seu axé — a energia vital —, fazendo com que toda a criação secasse, perdesse a fertilidade e paralisasse. O mundo só pôde renascer quando sua presença, sua soberania e seu poder foram plenamente reconhecidos. Nenhuma vida se sustenta sem o líquido amniótico da terra.
Associada ao leque e ao espelho — o *Abebé* —, a deusa ensina que olhar para si não é vaidade superficial, mas o ato primordial de tomar posse da própria história e dignidade. O ouro de Oxum não é a riqueza do ouro extraído pela ganância e pela violência colonial, mas o ouro da autoestimativa, do valor inegociável da existência e do axé que reside na comunidade.
Em suas águas habita também a serenidade das serpentes dos rios, que conhecem os atalhos, contornam os obstáculos de pedra e chegam ao oceano sem perder a essência. Essa dimensão revela uma diplomacia altiva: a arte de governar com estratégia, afeto e sabedoria, lembrando que preservar a vida, o cuidado e as nascentes do mundo é a forma mais radical e duradoura de insurgência.
Cura, Senhor, as feridas, cicatriza as magóas, opera, ó Pai, todo ódio.
Anestesia dores da alma, hidrata com o soro da fé.
Injeta Tua força e unção pra levantar os caídos e sarar toda enfermidade do espírito.
Porque a melhor medicação para todos os doentes vem diretamente do Trono.
"Tanto o amor como o ódio, em excesso, são prejudiciais. Amar e lutar excessivamente por aqueles que querem ser chicoteados é gastar forças e energias em vão e privar o oprimido do poder do senso crítico de se revoltar contra sua própria opressão; já cultivar excessivamente o ódio torna o seu portador vulnerável a escolhas estúpidas e o torna cego para suas consequências"
(Ricardo Ap. Pereira)
O ódio é um tiro pela culatra
Quando permitimos o ódio dominar a razão,
assinamos a nossa própria condenação
06 · CONTRA O ÓDIO
“O ódio pode reunir multidões, mas é a empatia que constrói pontes. Não quero uma geração que aprenda a odiar melhor, quero uma geração que aprenda a compreender, respeitar e transformar
A Dinâmica das Coisas
Ira aditivada à raiva, vira ódio;
Doce regado com flores, transforma-se em mel;
Rima adicionada ao mote, faz nascer poesia;
Dia adentrando a noite, é a própria vida;
Paz vinculada à alegria, fortalece a esperança;
Mania incitada pela rotina, cria clichês;
Natureza aliada à preservação, é sustentabilidade;
Sistemática minuciosa, faz a ordem;
Métrica delineada com precisão, rega a simetria;
Fala eminentemente retórica, faz surgir a eloquência;
Vida inteira dedicada ao Pai Celestial: Fé.
(Prof.: Elmo Alves Tôrres)
Minha mente é arma e minha letra é munição,
carrego ódio no pente e amor no coração.
Um verso meu atravessa blindagem de ego,
falo baixo e mesmo assim o mundo fica cego.
Não é barulho, é impacto,
meu silêncio vale mais que teu contrato.
Mente fria, dedo quente no verso,
um tiro só e mudo o teu universo.
Não sou da igreja do dízimo, sou do templo da rua,
aprendi com Jesus que o bem não flutua.
Eles têm os escolhidos, eu me escolhi,
se o mundo tá perdido, eu não vou cair ali.
Minha letra não pede, ela impõe respeito,
quem vive de máscara morre sem conceito.
Eu vim do nada, sem mapa, sem guia,
transformei lágrima em poesia fria.
Me trancaram a porta, eu entrei pela janela,
minha fé não é cega, mas nunca se rebela.
Falam de amor mas cobram pra pregar,
eu faço de graça porque eu vim pra salvar.
Tô emocionado mas não tô caído,
quem sente demais nunca tá perdido.
Se o mundo pesa, eu carrego rimando,
cada dor que me quebra eu devolvo cantando.
Que a paz alicerçada no ódio dos que espalham o caos jamais alcance os espíritos de bom caráter!
Amém!
Há uma paz descaradamente oferecida que não nasce do amor, mas da dominação e da chantagem.
Uma paz forjada no silêncio imposto, na intimidação disfarçada de ordem, e no medo travestido de harmonia.
É a paz dos que espalham o caos, mas se dizem pacificadores — dos que confundem obediência com virtude e opressão com estabilidade.
O verdadeiro espírito de bom caráter não se acomoda diante dessa farsa.
Ele sabe que a paz construída sobre as amarras invisíveis do ódio é apenas uma pausa entre violências, um disfarce temporário do desequilíbrio moral.
Que essa falsa paz jamais encontre morada nos corações íntegros, nos Espíritos de bom caráter, pois onde habita o amor pela justiça, o ódio não se cria.
Que jamais sejamos seduzidos pela calmaria ardilosa dos covardes, e que nossa serenidade continue sendo fruto da consciência da Liberdade de Pensar por conta própria, não da submissão e da chantagem.
Amém!
