Poema sobre Existência
Precisamos sempre que alguém acredite pelo menos, em parte de nossos sonhos pois a outra metade, conquistamos, diante da oportunidade.
Hoje, de bons de briga o mundo está cheio. O que falta é quem seja abrigo, acolha as diferenças, cure as feridas e busque ser compreensivo por amor.
Creio que o multiplicador por cem vezes recebido de volta da vida, vem pelos caminhos, retornam a nos pelo carinho puro desambicioso e a grata generosidade solta ao vento. Talvez por que nunca saberemos com exatidão, o quanto foi muito importante, para vida de alguém, ter recebido, naquele momento, um singelo sorriso, um olhar compadecido, um suspiro de cumplicidade ou mesmo um mero afetuoso cumprimento.
Metade de mim é amor e a outra metade perdão e gratidão. Nem todos foram feitos e criados para gostarem da forma e do jeito, que sou.
A vida é uma constante oscilação entre a ânsia de ter e o medo surreal de tudo perder. Para Schopenhauer, viver é estar preso a um ciclo infinito de insatisfação. Nunca estamos felizes e satisfeitos, a maior satisfação do sentido da vida e da feliz existência resume se na incessante busca do novo, inacessível, absoluto e efêmero, mesmo que seja ficcional ou simplesmente absurdo. Parece me que o fluido vital espalha se muito mais no querer do que ter e enfim conseguir.
Se divertir espalhando boatos, mentiras e calúnias são atitudes de quem tem um bloqueio mental, um filtro por onde só chegam ao cérebro as notícias irresponsáveis de seu interesse, e assim vai ao longo da sua vida inútil, desperdiçada, fútil, acumulando mal feitos, ocupando um espaço existencial para prejudicar a vida alheia tornando inútil a própria existência, sem bagagem existencial, sem consciência.
O segredo da vida? Ora, existir enquanto possível permanência, significar algo ao menos para a própria existência, ter um motivo para quando repousar a cabeça no travesseiro fechar os olhos tranquilo com a consciência de que ao menos tentou fazer a coisa certa
