Poema sobre agradecimentos

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⁠Maio trouxe o seu véu branco
sobre o Pico do Montanhão,
Fumegam as chaminés dos fogões
de lenha nesta manhã outonal,
Inspiração é algo que não
falta por aqui por tantas belezas
desta nossa cidade de Rodeio
neste Médio Vale do Itajaí.

O silêncio do feriado,
o canto dos pássaros,
o clima ameno e a paz
que falta pelo mundo afora,
Trazem a pausa benfazeja
para quem aqui mora,
e para quem escreve como
eu sempre acaba virando poema.

Diante de tudo que ainda
tenho para escrever
é difícil ter um um livro terminado,
Ando mesmo com o coração
compromissado com
o tempo deste poético itinerário
para o quê é de poesia,
sublime e inefável
da minha mão não escapar
e pela vida não se perder.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Estou vendo um assunto "submissão feminina" em alta: o meu entendimento sobre submissão feminina num relacionamento é um conceito equivocado para pontuar o papel considerado mais correto para nós mulheres.

Se eu precisar ser submissa num relacionamento é sinal que não estou fazendo o bem meu papel como mulher e nem o meu amado.

Porque eu acredito que um casamento é a união de individualidades que constroem pactos, acordos e encantamento diário ao redor de viver a cada dia melhor um para o outro.

Um casamento é a vontade de dois estarem casados sem a vontade de um se sobressair a vontade do outro.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Resolvi desta vez
colocar a tal
Baixaria Poética
sobre a nossa mesa

Cuscuz de Milho
com Leite de Castanha
para te deixar
de queixo caído

e fazer você
entrar na manha

Carne Moída
temperada com sal
com tudo que
tem você tem direito

e toda a poesia secreta

Salada de Tomate
para você comer com toda vontade

Dois Ovos Fritos para agradar
o meu querido sob um mar
de Cheiro Verde

para depois de tudo isso
você não ficar
nenhum pouco arrependido

Porque no final de tudo isso
logo no início você achou
que eu estava falando bestagem.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Batucando sobre a mesa,
dos pés a cabeça
com o fogo dos teus
olhos você me acendeu
com toda certeza,
Só foi o pandeiro e o cavaco começarem a tocar,
Você me tirou para sambar
este bonito samba de mesa
que fez na vida a gente
nunca mais se desgrudar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Eu moro em Rodeio,
posso escrever
sobre a Crimeia
que pertence a Ucrânia,
também sobre Karabakh
que pertence ao Azerbaijão,
Porque sempre posso ir
onde a imaginação permitir
e sem sair do meu lugar.

E posso continuar morando
aqui nesta bela cidade
do Médio Vale do Itajaí,
em plena quarta-feira
dando tudo de mim por aqui,
e abrindo as asas da minha
autoria e existência literária.

Porque eu vivo aqui e não
onde você quer que
a minha autoria sobreviva.

A mentira tem pernas curtas,
e a minha poesia está ainda
mais viva do que antes
e do que se tem tido notícias.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Caindo o temporal
sobre as araucárias
do nosso destino.

Centáureas pétalas
pairam na campina
lembrando estrelas.

Sentindo por dois
o quê há de incrível:
amar é indestrutível.

Viagem sidérea
interior em lunar rito
silente na haste peito.

Teus olhos lindos
feitos de Andrômeda
os quero comigo.

Como filha dos tambores
desta América do Sul,
não sei amar discretamente.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Só não vê quem não quer
que a lei do mais forte
sempre acaba pesando sobre
quem tem a boa fé de crer
na liberdade de se entregar
de corpo, alma e coração.

Em vez de condenar planos
de poder por covardia,
eles optam em calar vozes
como a do General que foi
preso numa reunião pacífica
e que espera sem êxito até
hoje por liberdade e justiça.

Só não vê quem não quer:
a jogatina geopolítica
jamais reconhecida
que pisoteia toda a gente,
e a roda da vida que vem
se suportando porque
quase nada está evoluindo.

Eles fingem que não
veem tal problemática
porque para eles
anda sendo conveniente,
O quê menos importa
é a dor da tropa
que também é gente.

Eles optam por gosto
com quem é conivente
com a dor famigerada
da espera gota a gota
do diálogo da rodada
em pleno México,
porém se esquecem
que Deus está vendo....

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Desde o dia treze de março
do ano de dois mil e dezoito,
tenho escrito um poemário
sobre a História de um General
preso injustamente no meio
de uma reunião pacífica,

(Não me esqueço jamais da tropa vítima
de igual injustiça
e cito fatos da América Latina).

Cada verso que vem se
construindo pelos fatos
é de minha inequívoca
e total responsabilidade;
De olhar erguido assumo
porque sei que ainda há
vestígios vivos de crueldade.

Depois de mais de três anos
sem audiência preliminar,
Dos seis crimes que o General
foi injustamente acusado,

(Persiste o ar pesado
da semana passada);

Porque uma severa e falsa acusação
de instigação a rebelião militar
nela ainda persistem e insistem
abusivamente em aprisionar o General,
Sou poeta e não posso me calar;
escrevo para a História não se apagar
e para que não tentem a recontar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Entre condenados e absolvidos,
Nada se sabe sobre muitos,
E igualmente sobre o General.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A noite na Pátria do Condor
de fato sobre todos caiu,
muitos não se deram conta,
uns fingem que não sabem,
e outros que ninguém viu:
daqui a pouco teremos
mais de cem mil mortes
pelo COVID-19 aqui no Brasil,

O quê interessa é mais
adiante manter vozes silenciadas,
As nossas covas
estão sendo cavadas;

A noite na Pátria do Condor
de fato sobre todos caiu,
eleições três vezes adiada
na terra da filha de Bolívar
visivelmente sendo roubada,
frágil e brutalmente golpeada
pelo lítio no centro do jogo
a sua gente indígena foi
e continua sendo massacrada,

O quê interessa é mais
adiante dar espaços às novas caras,
As nossas covas
estão sendo cavadas;

A noite na Pátria do Condor
de fato sobre todos caiu,
não se tem mais notícias
da tropa, dos civis e do General,
há 140 dias os tribunais estão fechados,
passou a ser rotina
não saber e fingir que não viu.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A bruma mais
funesta da noite
desceu sobre
a Pátria do Condor,
as disputas entre
adversários têm
violado a ética
a moralidade
e solapado
o sentimento
de Humanidade
dançando sobre
os cadáveres
do meu povo,
(Estou na
fronteira entre
a amargura
e o total desgosto).
Uns insistem
em justificar
erros para ter
a desculpa
para combater
outros tantos,
muitos estão sem
freio atropelando
a memória dolorosa
e viva de povos
feridos pela guerra,
(O capricho está
afundando esta terra),
Vozes estão
sendo silenciadas
e aprisionadas
na terra que ainda
é a mais frágil
filha de Bolívar
e os massacres
de Yapacaní,
Sacaba e Senkata
estão sendo
diluídos da memória,
(Insisto em gritar
para não
esquecerem a História),
Tentando ficar de pé
e não perder a fé,
insisto em pedir
a libertação da tropa,
do General injustiçado
e do velho líder tupamaro
pela segunda vez
aprisionado em pouco
tempo por uma trama
traiçoeira inflamada
por um serial desgraçado
e caprichoso em fazer
que companheiros
sejam agredidos...
(Este continente
submergiu e virou
um oceano
profundo de perseguidos).

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Uma grande sucessão
de absurdos trágicos
vem despencando
sobre o nosso continente:
A noite está escura,
e a vida não anda fácil.
Como quem constrói
insistente uma ponte
_ou ao menos tenta:
Escrevi um poemário,
que ainda
não está terminado.
Recordo que faz
um ano do golpe
nefasto e maldito
do dia 30 de Abril,...
Tão indigesto como
uma refeição ruim
feita de bananas verdes,
A prisão dos tais
mentores ninguém
sabe e ninguém viu,
quantas pessoas mataram
há tempos atrás
direta e indiretamente,...
Do dinheiro povo
fizeram asas,
com elas voaram,
contas não prestaram,
uma Nação
toda bloquearam,
e o tempo pela
janela arremessaram,
Só sei que o tempo não
volta depois de arremessado;
Os presos civis e militares
estão pagando caro,
e pela consciência
continuam aprisionados,...
E o General preso injustamente
desde o dia 13 de março
do ano de dois mil e dezoito,
e eu fazendo uso desautorizado
e poético do nome dele,
pedindo para que ele e tantos
sejam pela justiça escutados e libertados.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Durante a madrugada
me sentei ao lado
do poeta da revolução
que versejava sobre
o tempo que intrépido
dilui as memórias,
o quê as estações
fazem com as histórias
e os passos em repetição
pelo ciclo da História,

Temo que daqui adiante
sejam esquecidos
a tropa e o bom General;
Intimismo caudal
aguardando o amanhecer
que dissolve o insolúvel,
afasta as tempestades
e reúne velhos amigos,...

No afã de o quanto antes
juntos esclareçam tudo,
contornem os pensamentos
não digeridos e ajudem
tantos corações que
no caminho foram feridos.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠É noite de escuridão
tenebrosa,
Troca de olhares
profundos,
Falso positivo
sobre explosivos,
Ele foi desmaiado
a golpes,
Ao menos é
o quê dizem...,
Tudo o quê aqui
está escrito é para
ser investigado.

Os milicianos
na marcha
com caixas
em fidalguia cordial,
À eles está
conferida
uma missão especial.

O autoproclamado
foi nesse até
a porta do Inferno
de cinco letras
do jeito dele;
Bendito seja
o povo que marcha
em prol dos seus
militares torturados
e ele merece
ser para sempre
respeitado,
E os coletivos
passaram
enigmaticamente
na avenida,
Foi bem nesse dia.

O conhecido militante
de esquerda
preso ilegalmente
na aldeia universitaria,
E para que você
não se esqueça:
Sem notícias
do General
preso injustamente
há mais de um ano,
Não é correto deixar
que uma Família
inteira padeça(...)

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Ainda se fala
sobre o dia
mais sombrio
do Exército,
Todo o dia
tem sido levado
um General
para ser detido
sem explicação.

A História vem
se repetindo,
como vocês
não querem
murmuração?

O General foi
preso porque
deu opinião,
e sobre
o paradeiro
dele não há
nenhuma
explicação,
Há mais
de 50 dias,
E você em
silenciação.

O General foi
arrancado
no dia 13
de março
no meio
de uma
pacífica reunião.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Sobre rir de tudo,
sorrir para a vida,
Apreciar o quanto
a gente combina
e o verdor do Pau-Marfim
inspirando poesia.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Curicacas sobre a árvore
alegram a paisagem,
A gente se ama de verdade
e um com o outro
temos toda a liberdade.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Os invasores mataram
a família do cão de Dnipro,
ele sobre os escombros
da casa foi encontrado,
a guerra e a tirania
ainda não foram vencidas
porque a Humanidade é egoísta.

O cão de Dnipro sobre
os escombros da própria
casa muito mais honra
do que muitos humanos ele tinha,
pois um cão nunca envia
bombas para ninguém e isso diz
muito sobre até o dia-a-dia.

O cão de Dnipro tinha o nome
de terra ilegalmente ocupada,
o nome de Krym levava
e hoje a sua alma se fez infinita
para que a terra não seja esquecida:
ninguém conhece o tamanho
da dimensão mística da alma canina.

Os invasores e os descrentes
não gozam de sabedoria
e não têm ideia do tamanho
do poder da alma de um cão,
e se soubessem aprenderiam
a respeitar com devoção
de todo o coração ainda em vida.

A partida do cão de Dnipro
deixa para toda a Humanidade
a atemporal mensagem realista
sublime, necessária e infinita:
derrotar a guerra e a tirania
sempre será a sua urgência
enquanto tens o poder na tua mão.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠No próximo mês já é Natal,
não há nenhuma notícia sobre
a liberdade da tropa e do General,
a esperança vem do diálogo
no México porque o cálice tem
sido incontestavelmente amargo.

O General está preso desde
o dia treze de março
do ano de dois mil e dezoito
por ter elevado a voz
contra todo o tipo de desgosto,
ele continua sem perspectiva
e sem ver brilhar o Sol da Justiça.

No próximo mês já é Natal,
menos para a tropa e o General
que optaram em ser presos
de consciência onde a Justiça
deles não tem sequer clemência
e seguem no calvário prolongado.

O relógio do tempo tem sido
implacável com todas as esperas,
nem o Esequibo tem escapado,
espero que a Corte restabeleça
a justiça e para a Venezuela
seja perpetuamente devolvido
para a Nação reencontrar o destino.



Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A prata dourada da Lua
sobre o oceano escreveu
o plano de amor que
pelo Universo já estava
escrito e nos colocou
no mesmo caminho,
E hoje o amor celebramos
e sempre o celebraremos
por gratidão ao destino.

Inserida por anna_flavia_schmitt