Poema sobre a Seca
Depois que a flor seca e perde o encanto às abelhas se dão por satisfeitas e deixam de ferrar!
Os galhos secam se quebram os macacos saem. Do pé!
Sou como vinho. Posso ser seca, ácida, doce… depende do dia, da estação, de como você deseja fazer a degustação.
Como o vinho posso ser seca, tinta, suave, encorpada. Me diga teu gosto que assim serei, para ser degustada, e, aos pouquinhos, então desvendada.
É o tempo que nos pega no colo e acaricia nossos cabelos, seca as nossas lágrimas e marca, os vincos na pele, assim como os no coração.
Tem gente para mim que a importância é como uma chuva na seca.
Não subestime a sua importância porque ela é como um pelo de um gato vai cair e não vai fazer falta.
Lá no sertão, onde o sol castiga, Se o caboclo só vê seca que briga, Esquece a beleza do mandacaru, Da flor que resiste, do céu tão azul. Muda o olhar, vê quanta riqueza, No seco também há muita beleza!
O amor de verdade é chuva quando tudo seca, sol quando tudo escurece, e milagre quando ninguém mais acredita, porque quando Deus une dois corações, eles se tornam abrigo um do outro.
Assim como é na abundância que devemos acumular a água para os períodos de seca, é nas épocas de alegria que devemos fortalecer a fé, para que a tenhamos em grande quantidade nos momentos de adversidades.
Quem despreza a água que o saciou revela apenas a seca do próprio interior.
A ausência de gratidão mostra a imaturidade de quem ainda não aprendeu o valor do gesto puro, do amor sem interesse.
