Poema sem Amor Madre Teresa
CORAÇÃO VALENTE
Estreitas veredas
não remetem a nostalgia
sobrepujada no trajeto
de infinitos passos,
Imunes às provocações
que a vida impôs,
traduzis imponente precursor
do mistério abstruso d′esta passagem,
De coração denodado
conformação oblata,
chegarás até o fim.
Mesmo sabendo que não tem fim.
FACE A FARSA
Feixe — de vara — sujo e condenado
Em contorno de um machado afiado
Subversor medido a golpe dado
Marcha com o corpo decapitado;
Procuras patente que não se aponta
— Ainda devotarias apreço militante
Se conotar símbolo semelhante
Prenda-o que será temida afronta;
Acéfalo de natureza — anomalia
Se procuras amainar esqueça
Aceite-se que és um ser sem cabeça;
Paradoxo de incerteza — antinomia
Se outrora via-se versus a ver
Conjugas agora o verbo vencer.
MENINA DANADINHA
Menina danadinha
na fiúza do que faz,
vou em busca outra vez
dos teus temidos ais!
Menina danadinha
repleta de confiança,
nas curvas do teu corpo
está a minha pujança,
A noite uma criança
na fiúza do que faz,
bate em minha porta
mas, ela, não me traz,
Irei encontrar talvez
debaixo desta lua,
vou em busca outra vez
da volúpia pele tua,
As minhas alegrias
não se apagarão jamais
nas exterioridades
dos teus temidos ais!
TEMPO DE RAPINA
Tempo de rapina que me impressa
Monções com ampla velocidade
Onde o segundo não se interessa
Em passar na queixa da saudade,
Mesmo que passe com muita pressa
Nos dias com certa dificuldade
Pois não há nada que me impeça
Em tempo transir amenidade!
Pois, a hora fria que se importe,
Vou ao encontro do inusitado
Nos versos cálidos que me aquece,
Porque poesia como suporte
Que leva a um mundo ilimitado
Pára o tempo e a gente o esquece.
ESFERA DO AMANHECER
A luz do sol ainda parca entalha
Aurora em vidas ora interferidas
Pelas farpas de espinhos e feridas
Quão árduas marcas de batalha,
A luz do sol ainda fraca trabalha
Em vidas de histórias fenecidas
Renegando qualidades perecidas
Impetradas de uma jornada falha,
A luz do sol que crema se conhece
Os acúleos de um fluxo irregular
Deixados pelos azos de uma fera,
A luz do sol que tece e amanhece
A procura deste influxo singular
A doar a paz extensa nesta esfera.
((Caverna do dragão))
Me condeno por ser eu
Mesmo que eu seja ninguém
Mas se o condenado é eu
Mas um *M* A frase tem
Meu cavalo voador
Meu pai mago era do "bem"
Me chamam de "vingador"
Mais um *M* aqui também
Nesse mundo eu sou terror
Essa é a visão que tem
Deixo de ser vingador
Na hora que me convém
O parque de diversão
Esconde um grande portal
Você ta errado então
Se pensou que eu era o mal
Mau não sou nem vingador
Sou poeta coisa e tal
Vira e mexe sempre sou
Mau com L no final
Uma hora
corre pros seus braços
outra hora
foge dos abraços
mal sabe que
o abraço aperta
mas abre espaço.
DE MODO ALGUM
As imperfeições, disfarço-as
Os enganos, desfaço-os
Os nós, desato-os
A morte é um desacato!
VIVENDO E DESAPRENDENDO
É quando a gente cresce que percebe o que perdeu
A inocência cheia de tintas
A juventude impregnada de cores
A crença despedaçada
A criança desperdiçada
Culpa dos absurdos
Tem pinta de poeta
Escreve qualquer coisa e desestressa
Desliza sua caneta como se entalhasse uma pedra
E muitas vezes não tem pressa
Faz seu tempo, faz tempo
É seu, porque ninguém mais pode ocupá-lo
Poderia ser cantor, escritor, dramaturgo
Professor que fizesse de tudo
Ou até poeta
Pena que a sorte não te deu esta vida
Mal sabe ele que poesia tem regras só nos livros
E ele nunca pega em um
Entao suas regras mesmo cria
E quem conta com a sorte
Está numa roleta, russa
Que não te leva ao norte
Como uma bússola
Sua vida, assim como esta folha
Tem espaço pra ser escrita
Talvez ela se rasgue com tantos erros
Mas a procura das perguntas
É sua melhor resposta
Na ponta da língua
Na ponta do lápis
Quem nunca errou assim
Que atire a primeira, segunda
Terceira linha deste verso
Que é o inverso das versões anteriores.
Não é por nada só queria pensar
Se iria dar certo
Se seguisse a risca
E pintar-se a franqueza
E me entregasse a caricia
Se me olhar-se visse nos olhos
O desejo tímido
Com seu olha arredio
Talvez não estaria pronta pra isso
A sua ânsia era maior
Que meus desejos e principio
Eu era só um menino
Hoje vejo você mulher
Percebo o quanto andou
E fez grandes caminhos
Completa você se torno
Pra vida deu-se um sentido
Tem pessoas de todos os conceitos
Tem pessoas que já nasce e cativa o defeito
Tem pessoas que mente e se torna mentiroso
Tem pessoas que erra logo após acerta e se renova, e erra de novo
Tem pessoas que brinca com suas chances oportunas
Tem pessoas que amarra suas vida numa tumba
Tem pessoas que lida muito bem com adversidade mais erras tentando sobressai do meio de tanta promiscuidade.
Estou adormecido
Mas meu sonho n é eterno
Qq hr eu acordo
E saio desse inferno
Prq estou aqui?
Quem criou isso p mim?
N vejo a luz do dia
Aqui é sempre inverno.
Na vrdd eu já sei
Foi aquele homem de terno
Q come o bolo inteiro
Pra mim só o farelo.
Oh gigante adormecido
Até quando ficarás deitado
No berço esplêndido inanimado?
É td o q ele almeja
Tua inércia é a sua fortaleza!
Mas um dia irás perceber
Que de ti emana o poder
E mudaras tua conduta
Homem de terno agr escuta:
Verás q um filho teu n foge à luta!
Sobrevivi
Até aqui.
Sobreviverei até onde não sei
Doce ilusão, amarga ironia
É a minha vida
Mundo gira e você continua parado
O tempo passa, mas capacidade?
Hipocrisia não? Não viva e não minta
Respire até o ar se esvair
lembrarás de que chegou até aqui
Se calar consente, então jamais feche sua boca
Jamais deixei de grita e acreditar
Lute no mundo sombrio e perverso
Sangre na sua vitória
E sorria na derrota
QUEM ESTAVA COM VOCÊ
Hoje bateu uma saudade de você
Desde despontar do sol
Que revolucionou meu coração
E fiquei totalmente apaixonado
Quando te vi pela primeira vez
Fiquei louco de paixão
E meu corpo tremia de emoção
Quando o meu pensamento se dirige a você
Fico todo entusiasmado
A partir de encontro e reencontro
Que revigorar a minha vida
Cada momento que me lembro de você
Segunda Via
Quero viver no sonhar
Pois lá você é minha
Onde toda fantasia obtinha
Sem medo de acabar
Realidade imaginada aclarar
Regada a doce molinha
Das lágrimas infinitas nessa linha
Dominado pelo desejo de amar
No véu e imaculado de um olhar
Enclausurado pela sede que tinha
Da venusta companhia
Que venho abonar
E nesse reino que quero morar
É onde a realidade vira poesia
Anjo Negro
Eu filho da crença e esperança
Dono de luz e paz
Acalanto mordaz
Escondido nessa temperança
Eu que sou de fala mansa
E discípulo de um solarengo
Mudo palavras de realengo
Do senhor da Hamsá
Recôndito nessa ânsia
Em suma instância
Envolto ao impossível
Como tudo que é invisível
Anjo resoluto e voraz
Da luz que não possuo mais
AS VITÓRIAS NOS MOSTRAM QUEM SÃO NOSSOS VERDEIROS AMIGOS
Todas vez que você quiser se superar e/ou fazer algo diferente, aprox. 90% das pessoas que lhe circundam dirão:
1- que você é ou está ficando louco;
2- que não vai dar em nada;
3- que você não passa de um sonhador;
4- que todas as que tentaram não conseguiram êxito;
5- que é perda de tempo, etc.
Poucas pessoas estarão com você nessa hora; poucas dirão "você pode contar comigo"; poucas acreditarão na sua vitória; e, o pior e/ou melhor de tudo: poucas serão capazes de suportar a sua felicidade quando souberem que você se saiu vencedor.
Dizem que as vitórias trazem solidão e falsos amigos. Penso diferente: as vitórias, mais do que as derrotas, nos mostram quem de fato são nossos amigos; mostram quem são os capazes de celebrarem conosco sem mágoas e/ou traços de inveja.
