Poema sem Amor Madre Teresa
“Por que a mim não escreves? {2}
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Por que a mim não escreves?
Por que, por que não escreves?
Nesta essência não te inseres?
Sentes que sou-me o nada?
E tal nada não alimenta o que queres?
Queres a vida de forma vasta?
Por que a mim não escreves?
Por quê? Por quê? Por quê?
Tens inspiração em falta?
Que falta somente a mim,
Que dás aos outros, completa,
Como se fossem dignos de ti.
Por que a mim não escreves?
Por que, tais letras, sufocas?
Uma carta como outrora
Sílaba esmagada pelo tempo
Que descreve uma maldita história
Que frágil como uma brisa do vento;
Eu não quero que me escrevas
Como quero… Como quero…
Algo que transforme esta treva
Em teu conto dramático eterno;
Eu não quero que me escrevas
Só quero… Somente quero…
Ser a protagonista que inventas
A sofrer em cada trecho mero.”
“Por que a mim não escreves? {1}
-
Por que a mim não escreves
Se te escreves ao respirares?
Se te respiras então escreves
A cada segundo em que vives
E se não vives tão vorazmente
Escreves à solidão e à tristura
No silêncio que lhe persegue
Em meio ao sono que amargura
Escreves quando pensas
Em alimentares teus vícios
E se escreves para todos eles
Para que o existir seja longínquo
Por que a mim não escreves?
Se não lhe sou tão precipício
Se não lhe causo um sentir abismo
Não me escreves por sentires
Sobre mim o mais puro vazio
Sobre esta lacuna, inda assim
Tu poderias escrever-me
Ou contando-me os teus motivos
Do por quê a mim não escreves.”
“Rasga esta estranheza
Traz-me uma razão
Conceda-me beleza
Sabor de emoção;
Prometa-me que fiques
Escreva-me que amas
Entrelaces no que incide
Uma paixão em chamas;
Toque este céu brando
Da minha boca rubra
Nectáreo esvai de manso
De dentro de mim à lua.”
“Embriagada e sozinha
Como nos velhos tempos
Sinto-me entorpecida
Em busca de um beijo;
Quero estar em chamas
Experienciar a intensidade
Sentir sobre a cama
Do prazer às extremidades;
Me apetece ocupar a boca
Mesclar sabores antagônicos
Me apetece despir a roupa
D’um corpo ou amor platônico;
Todavia o outrora se repete
E como outrora o desejo excessivo
Apenas, infeliz, se converte
Em poemas sobre vinho tinto.”
Interessa-me o que vai além de seus gestos.
Interessa-me o trejeito.
Interessa-me a dor pra curar.
Interessa-me o ex-amor pra exercitar - paciência
Cansa-me o descaso
Cansa-me o cansaço
Cansa-me casa sem casos
Cansa-me o ócio sem voz
Alegra-me o carinho
Alegra-me o sorriso
Já o amor me faz cócegas dentro do crânio
Insulta-me o mau-humor
Insulta-me a indelicadeza
Insulta-me? - silêncio!
Um Fora
Eu sinto algo tão sensato
Inventando a coisa errante
Estou-me envolvendo,
E você me dando ‘um fora’.
Estou-me com pensamento estarrecido
Pois tudo em minha criatura
Namora tudo em você
Não posso parar de escrever
Eu gosto de pensar que a gente tinha tudo
Sinto-me certo
De nunca deixar você esquecer
Pois tudo em minha criatura
Namora tudo em você
MEU AMIGO HORIZONTE - Poesia de Almany Sol
Me leve pra onde você for
Me faça assim um sonhador
O que importa é tarmos juntos
seguindo na direção do amor
Adoro esse teu dom
de me transportar
Amo teu sutil jeito
de me multiplicar
Se for pra vencer o deserto
Mesmo que não seja preciso
Basta ter você bem perto
que o impossível eu realizo
Só não quero seguir sozinho
Quero mais alguém por favor
Que junto a mim nesse caminho
continue acreditando no amor
Deixei de ser caçador
Sou alado voador
Codinome beija-flor
Sol, brilho, resplendor
Desculpas só mais uma vez
Se adianto meu passo na vida
eu já não consigo olhar pra tráz
Não rebusco a chance perdida
Então qualquer dia amigo
A vida pode nos resgatar
O horizonte ainda é o mesmo
Só falta a gente se encontrar
Eu preciso te falar
Não quero lamentar
Quero te abraçar
perdoa se eu chorar
Nem sempre terei o sol nos meus caminhos
e nem tanto quero só sombras pra viver
Busco abrigo que protege, que não esconde
Pois vivo da luz, que guia o meu proceder
Se para sempre jamais é o que tem de ser
Vejo em tuas sinuosas palavras o tecer
Como pedras de amolar o destino pra crer
Que a tua clara ideia também irá escurecer
Almany Sol
Se a lição já sabemos ao nascer
Só nos resta aprender a inventar
porque pra colher o que se plantou
Precisamos do vento pra secar
Almany Sol
Um dia quente, tanta gente
E meu pensamento em você
Mais um dia frio, indiferente
E meu desejo só em você
Almany Sol
Sempre na estrada avante
sempre distante, adiante
Busco o meu horizonte
Não nasci pra ser ponte
Almany Sol
Não sou beato, me criei na rua
Aprendi a me virar, viro avesso
e não mudo só pra te agradar
Te dou linha e depois esqueço
Almany Sol
Encontro com a poesia
Se estes versos te encontrassem
Perdida, sem rumo, te chamassem
Eis a libertação dos teus entraves
Em poesia, verso, rima e frases
Siga-os, adentre num mundo a parte
Navegue na escuridão dos pensamentos
Desembarque na clareza dos sentimentos
Esqueça seus planos, antes que seja tarde
Faça do seu destino uma consequência
Mas não se culpe por essa influencia
E somente agradeça a essa oportunidade
De mostrar ao mundo a sua outra metade
Mostrar-se de dentro pra fora; desnudo
De todo tipo de inverdade e destituído
Dos medos que atormentam o mundo
Respirando a arte e vivendo destemido
Recuperando os sentidos já esquecidos
E destruídos pela pobreza da modernidade
Desumanizados, segregados pela sociedade
Que sempre nos tornará seres desconhecidos
“Por quem sonhas?
Ó Helena, tão amada, desejada.
Por quem tremes?
Por quem gemes?
Por quem choras?
Por quem sonhas?
Do teu sono sem lampejo, meu desejo é despertar-te.
Mas tu sonhas, tao risonha, tão amada, desejada
Meu desejo perde vida, és tão querida!
Por quem tremes?
Teus cabelos, luz dourando, fogem soltos por teu rosto.
Fazem ondas na tua fronte tão amada, desejada.
Teus cabelos tremem inda, és tão linda!
Por quem gemes?
Tua bôca semi-aberta, mal-desperta pede beijos.
Dar-tos-ei em tua bôca tão amada, desejada.
Dar-tos-ei de minh´alma, és tão calma!
Por quem choras?
Nos teus olhos, são castanhos, bens tamanhos, correm larmas.
Doce lágrima eu tivesse tão amada, desejada.
Mas as larmas se não movem, és tão jovem!
Ó Helena, és tão pura! Minha jura mais perene.
Ó Helena, por ti choro, por ti sonho,
por ti tremo, por ti gemo”.
Sergio Santeiro
A luz que emana desses lindos olhos, cega ao mais forte coração e traz realeza a mais pobre alma, que se encontra em plena devastação
Quem é esse? Que segura a noite na palma da sua mão, e que em seu sorriso, se encontra a mais bela estrela de toda uma constelação?
Diga-me meu anjo, porque mostras tua grandeza a uma mera mortal?
E porque a carrega junto a suas asas sem a deixar cair? Sem a abandonar?
Pois juro, tão certo como a certeza de que todos um dia iremos partir,é a certeza do amor que essa imperfeita tem por ti
Acredite meu amor, não ha lugar mais seguro pra ti, do que aqui, no meu coração, e aqui eu te protejo da dor, do ódio e da solidão.
A canção mais bela
É cantada
No momento em que nossos lábios se encontram
Tudo gira
Nada para
Escute o grito em seus olhos
E a pequena fagulha a queimar
Queimando, dançando
Queimando minhas esperanças
Dançando sobre suas cinzas
Velejando num mar de destruição
Velejando sobre nossa canção
Fracasso
Algumas pessoas fazem de tudo
Para se darem bem
Algumas acreditam na teoria
Do "tudo vem"
Outras querem estar por cima
Humilhando a quem realmente precisa
A única coisa que eu preciso
É do seu sorriso
Pois você pode ter certeza
Que você feliz, é minha fortaleza.
Caçador Sombrio
Como podes privar os olhos dos santos da beleza de uma pomba tão bela?
Como podes se engrandecer em meio a caçadores pela conquista de um ser tão puro?
Aaah, que insanidade vinda de ti!
Se não cuida para que ela continue bela, deixe-a partir!
Mas não a mantenha presa a ti como um troféu, e não corte a única grandeza que a faz livre; suas asas.
Irá mata-la não vê? Deixe-a partir!
E que bem longe de ti, ela finalmente viva em paz.
Es o sonho que todo o homem procura, o brilho que tudo ilumina, o calor que me aquece, o frio que me congela.
A agua que me afoga no ar que respiro, o sonho de esperança que tanto admiro.
Es a luxuria viva no meu pensamento, o meu começo e o meu fim, minhas horas e segundos, o meu tempo e contratempo.
Em ti brotam todas as flores, desbrotam todos os sorrisos. Es a luz que ilumina as noites escuras, a sombra que nunca morre, a memória da minha memória.
