Poema que Fala do poema
Julgar é fácil, amar exige entrega.
Enquanto falam de mim, eu escolho orar por quem fala.
Minha paz vem do alto e não depende da aprovação de ninguém.
O desamparo fértil
das circunstâncias
da vida fala o tempo
todo nos ouvidos,
Eu quero saber quando
chega a liberdade
dos presos políticos.
Ah! A região sórdida
do inconsciente
que não deixa
a razão descansar
para encontrar
a saída para
se reconciliar
com toda a gente.
Este travesseiro
parece um mar
e a mente um
barco a balançar
lembrando
que o General
está preso injustamente,
uma tropa, paisanos
e um velho tupamaro
em trágica situação igualmente.
Tudo isso é de rasgar
a minh'alma abertamente
que aleatoriamente
segue como a poetisa
destes invisíveis incansavelmente
Confesso abertamente que,
não tenho nenhuma pena deles, porque cada um está escrevendo
com honra clara um capítulo
para mudar o curso da História
e devolver para a Venezuela a glória.
Os heróis jamais serão
dignos da minha pena,
Cada herói merece mesmo
é mais de um poema,
Assim como o Esequibo
merece aparecer em todos
os mapas que estão em equívoco.
Tenho pena mesmo
é dos covardes que insistem
em se abrigar na soberba
se distanciando de viver
a vida com paz, dignidade
e em reconciliação com a verdade.
Com vontade de me aferrar
ao antídoto pedestal mais
viril que se pode inventar,
as tuas falanges guiam
ao eflúvio mais poético
da existência do Universo.
Sigo em transcendescência
titânia para fazer repousar
- na minha paz cutânea,
a sua inquietude visceral
pós tremores voluptuosos
e intensos sulcos úmidos.
Posso vir até não conquistar
os teus lascivos caminhos
em nossas curvas intumescidas
nas trocas de espaços mesmo
com pulsar ainda que velado,
e engolir: o sentimento calado.
Mas se eu fizer novos poetas
ansiosos por frêmitos secretos
e dobras ávidas de paixão
por ventres trêmulos sem limites,
língua famintas e quadris jerivás
bailantes em busca de encaixes,
cada verso meu terá valido a pena.
Admito sem contorcionismo
que sei o meu lugar de fala,
que na minha idade tenho história,
e não tenho o florescer em primícia;
Transbordo sem a flor retórica,
enraizada e resistente a qualquer
estação com encanto e entusiasmo,
arfagem, pulsação e cheia de orvalho.
Por ti milimetricamente provocado,
intencionalmente tenhocada pingo
espargido para deixá-lo vulnerável,
e cheio de razão todo derramado.
Há tempos tudo tem sido calculado
em nome daquilo que pode ser
incorporado, comemorado e desfrutado
talvez por toda nossa existência.
Tudo ao redor faz o coração
renovado sentindo sem temor,
sem tremor, todo suplicante,
e convictamente insaciável:
da tua existência inteira capaz
de fazer da minha uma obra-prima,
tal como a colheita do Licuri intima.
No final, o que realmente importa,
é estar sob rendição da tua turgidez,
para depois com gratidão repousar
serena contigo em total languidez,
satisfeitos, orgulhosos e entregues
plenos como deuses na vida terrena.
CONFESSO
Confesso que te amei desde o começo,
sempre que você fala dela, eu me estremeço.
Você fala que ela é bonita e blá, blá, blá...
Para mim pode ser só blá, blá, blá...
Mas para você ela é sua alma gêmea.
Queria que você levantasse um dia
e me achasse bonito.
Mas sei que nunca vai acontecer.
Só queria te dizer que eu penso em você até o anoitecer.
Pode não parecer,
mas eu tento te esquecer.
Sempre que você chega perto, eu quero desaparecer,
mas eu não consigo nem me mexer.
Quando eu converso com você,
parece que o cupido me acerta com tudo
e eu me iludo.
Até queria confessar,
mas o que isso vai dar?
Então vou ter que lidar
e não confessar.
Confesso, às vezes eu te observei.
Mas o que um garoto como eu poderia fazer?
Isso é apenas um amor não correspondido.
Eu até poderia dizer,
mas sei que você nunca irá entender.
Vitor Hugo Raaber
DEIXA IR (nova versão)
Há instantes em que o destino fala mais alto que o desejo.
Queremos tanto, esperamos tanto,
e quando enfim chega, já parte…
tão breve, tão fugaz quanto um sopro de vento.
Ah, que mistério é a vida, que loucura é o tempo.
Se está saindo, deixa ir.
Se não soube permanecer, deixa ir.
Se não soube cuidar, deixa ir.
Deixa ir, deixa ir…
Permite-se chorar, sofrer, lamentar,
mas não se aprisione ao que não quis ficar.
Porque a lógica é simples:
se partiu, é porque nunca foi raiz,
talvez nem deveria ter sido chegada.
Para ficar, é preciso o mais profundo dos sentimentos:
amor.
E se não há amor,
apenas deixa ir.
Tem boca que fala bonito,
Tem boca que beija bem.
Tudo junto, é raro...
Mas porque tens,
Me cala fundo!!
Gotinhas de Amor que Relatam
Ariana
Quando o Silêncio Também Fala
O Olhar Atento
Durante o período de estágio, a observação diária revelou algo que os registros formais não mostravam. Ariel, uma criança do maternal, era carinhoso, tranquilo e despertava afeto em todos. No entanto, não falava. Seu silêncio não era desinteresse. Seus olhos brilhavam ao observar a lua, como se ali houvesse um lugar seguro para existir.
Ariana, sua irmã mais velha, demonstrava maturidade incomum para a idade. Sua personagem favorita era Alecrina — uma figura forte, determinada, quase protetora. Suas escolhas simbólicas diziam muito sobre o que ela precisava ser naquele momento.
Os Sinais no Desenvolvimento
A ausência da fala em Ariel e a postura defensiva e adulta de Ariana chamavam atenção. Não como diagnóstico, mas como sinais. A observação sensível permitiu compreender que o comportamento das crianças era uma forma de comunicação — uma resposta a vivências que ultrapassavam a infância.
A Rede de Proteção
Com o tempo, a escola tomou conhecimento de que as crianças haviam sido vítimas de violência intrafamiliar. A mãe perdeu a guarda, e Ariel passou a viver sob os cuidados da avó. A atuação da rede de proteção foi fundamental para garantir segurança, estabilidade e acompanhamento.
O Papel da Escola
A instituição não questionou, não expôs, não pressionou. Respeitou o tempo. Criou rotinas previsíveis, ambientes acolhedores e vínculos seguros. A escola foi espaço de reconstrução silenciosa — onde o cuidado veio antes da palavra.
Reflexão ao Educador
Nem toda criança consegue contar o que viveu.
Mas toda criança mostra.
Observar é um ato de proteção.
E, muitas vezes, é o primeiro passo para salvar uma infância.
Mas quando se fala de amor romântico, algo muda de tom.
O amor, nesse sentido, não é apenas afeição ou hábito: é um chamado profundo, uma força que reclama exclusividade de presença, ainda que não de posse.
Não se trata de uma regra moral, mas de uma experiência de inteireza.
Amar, de fato, alguém é estar inteiro na entrega — e não há inteireza duplicada.
Pode-se sentir desejo por muitos, admiração por vários, ternura por incontáveis.
Mas quando o amor romântico floresce, ele exige uma atenção que não se reparte sem perder a própria essência.
O silencio é uma opção
Assim como a fala uma reação
Ambas uma ação
Entre um barulho e outro pela dimensão
Espaços circulam na mesma duração
Assim como na mesma direção
Flechas apontam para a razão
Se perdem pela emoção
Fluem como oração
Se encontram em comunhão
Pensamentos em fração
Sentimentos gritam por perdão
Almas em união
Dividem o mesmo pão
Se calam no coração
E se vão em vão
De grão em grão
Evaporam na solidão
Se transformam em paixão
Queimam no fogo azul da compaixão
Se elevam no amor como um clarão
Refletem sonhando e assim iluminarão
Toda a criação
Assistida em devoção
Estrela da manhã em adoração
Pela redenção
Mergulham em carmas em fundição
Sintonizam em darma em plena lapidação
Deus em observação
Coincidências ou não
Parte do planejamento logo então
Meu irmão
Se for para ter amizade com um falso cristão,
ou seja, com aquele que vai a igreja,
mas fala da vida alheia, fique sozinho(a)
evitando assim, ser castigado(a) junto
com o falso(a) cristão!
[Emudecência]
O silêncio é sábia companhia.
Quem fala muito,
Acaba falando demais.
17/06/23
Michel F.M.
Às vezes a ausência fala mais alto que mil mensagens.
Quem estava, mas não estava de verdade, mostrou seu lugar: O vazio.
Quem troca presença por conveniência, cedo ou tarde, sente o peso do que perdeu.
E eu sigo inteira, quem quiser me encontrar, que venha.
O resto… aprende na falta.
Cheguei num ponto em que a fala alheia
bate e não fica, passa e vagueia.
Olho, escuto, deixo ir,
não me moldo pra caber em ti.
Aprendi que silêncio também é proteção,
que nem toda guerra merece reação.
Se custa minha paz, não vale insistir.
Nada vale a pena se for pra me partir.
Matheus
Fala rápido, pensa mais rápido ainda.
Metralhadora de ideia, zero filtro quando precisa defender quem ama.
Tijucano nato . cria da Tijuca..
e mostra nos dedos mesmo, sem vergonha, sem freio.
É raiz, é bairro, é identidade estampada no jeito de andar.
Ele chega chegando.
Bunda balançando, dedo pro alto,
rindo alto, vivendo alto.
Amigo fechado.
Parceiro de guerra e de pista.
Quem é dele, é dele.
Matheus não pede espaço.
Ele ocupa.
Paula
Não desenha.
Ela escuta.
Enquanto o mundo fala alto,
ela inclina o ouvido
e capta o que a pele quer dizer.
Astuta... lê silêncios.
Inteligente... entende que tinta é memória líquida.
Sincera... não promete eternidade,
mas entrega verdade.
Nas mãos dela
a dor não é castigo,
é rito.
A agulha não fere,
acorda.
Paula é dessas artistas raras
que não marcam corpos..
revelam histórias.
E quem passa por ela
não sai com uma tatuagem.
Sai com um capítulo escrito na própria carne.
Definição de amigo:
Amigo de verdade é aquele que não muda quando o outro dá um conselho. Falar a verdade, aconselhar, não significa querer algo a mais significa apenas se importar. O outro precisa entender que, às vezes, os dois são só isso: amigos.
Nessas horas, eu me pergunto se sou realmente um bom amigo ou se, para eles, eu era apenas uma opção. Existem valores que são inegociáveis, e chega um momento em que a gente precisa dar um passo para trás para enxergar a verdade. Tenho feito isso para entender melhor as coisas.
Lamento não ter atendido às expectativas, mas a lealdade que eu ofereço não pode ficar em dúvida. Caso contrário, não seria amizade seria apenas convivência, um colega, nada além disso.
💌 Carta para Lúciana Alves
Sabe quando você fala para uma pessoa assim: “eu te amo”?
Independente do que aconteça, eu sempre vou te amar.
Essa separação dói tanto porque nossas almas estão conectadas.
Talvez sempre tenham estado conectadas, talvez sempre vão estar.
Talvez tenhamos vivido mil vidas antes dessa, e em cada uma delas nos encontramos.
E talvez tenhamos sido afastados pelos mesmos motivos.
Isso significa que esse adeus é tanto uma despedida dos últimos 10 mil anos quanto um prelúdio do que virá.
Quando eu olho para você, vejo sua graça e beleza, e sei que só aumentaram a cada vida que você teve.
E sei que passei todas as vidas antes dessa procurando por você — não alguém como você, mas você.
Pois a sua alma e a minha devem sempre ficar juntas.
Então, por algum motivo, alguma razão que nenhuma de nós compreende, somos obrigados a dizer adeus.
Eu adoraria lhe garantir que tudo vai dar certo para nós, e prometo fazer de tudo que eu puder para isso.
Mas, se nunca mais nos encontramos e esse for mesmo um adeus, eu sei que nos veremos novamente em outra vida.
Vamos nos encontrar de novo, e talvez as estrelas tenham mudado, e não só nos amarmos dessa vez, mas por todas as vezes que passaram antes.
Eu te amo, mesmo que só… mesmo que você não me ame, eu te amo.
Até uma outra vida.
Menina do portão de madeira. ❤️
Mas me fala...
há quanto tempo
que cê não mete o pé na estrada?
mesmo que descalça
há quanto tempo
não para pra admirar o céu,
o pôr do sol
em pleno e total silêncio?
cê já parou para pensar
que talvez todo esse barulho
dentro seja apenas um grito de socorro
da sua alma implorando por liberdade?
