Poema que Fala do poema

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Há dias em que o cansaço
fala mais alto que os sonhos.
Mesmo assim…
continue.
Porque quem permanece firme
durante o processo,
amadurece antes da vitória.

A lua, sempre admirável, que usa com eficácia uma fala em silêncio, que alcança mesmo sem palavras o amor imensurável que se guarda no lado esquerdo do peito,

Aquele que incendeia a alma com o fogo intenso dos sentimentos acalorados, da grande riqueza dos pequenos gestos, da simplicidade de um momento memorável,

Um diálogo que acontece apenas entre Selene e quem a admira com entusiasmo e o respeito que lhe são merecidos, o mínimo que já é esperado diante deste feito Divino.

Preciso falar de amor
pois estou sofrendo muito
por pessoas que não me amam.


Mas e se eu falar demais e me perder nas palavras?
então melhor seria eu nada falar
eu não expor como minha alma está machucada?
acho melhor eu ficar calada.
Da última vez que falei, morri de amor.

A expressão do olhar que fala em silêncio

O teu silêncio e a expressividade do teu olhar, em determinados momentos, possuem uma grande profundidade, tão atraente quanto um instigante mistério que prende muito a atenção: desperta a curiosidade, provocando certos pensamentos, aquelas emoções repletas de intensidade que, com facilidade, aceleram e aquecem o coração com um sabor prazeroso de renascimento e ludicidade sem nenhuma hesitação.

Em pouco tempo, discretamente, com essa tua motivação silenciosa e expressiva, dentro de um imaginário inquieto, uma conversa despida de palavras começa entre aquilo que pode estar passando na tua mente — que guardas lá no teu íntimo — e uma vontade intensa de aguçar os teus sentidos, de merecer a tua companhia, de tornar essa imaginação em realidade, numa euforia recíproca, marcando a temporalidade.

O resultado típico de quando a fertilidade criativa, proveniente de uma percepção profunda se volta para uma expressão assim comunicativa, como essa tua que, mesmo que não digas nada, fala muito; inclusive, a língua do teu desejo, da tua fogosidade, dos teus sentimentos, do teu amor-próprio, da tua liberdade, a partir dos teus olhos — belas estrelas do céu da tua face; detalhes emocionantes da tua composição, da tua venustidade, cuja perfeição é farta e vira inspiração, do teu físico à tua alma.

A dignidade humana
O mundo fala de amor, mas isso não basta. Amor sem dignidade é palavra vazia. O que falta ao nosso tempo não é afeto — é caráter.

Vivemos cercados por homens que desejam poder, mas não responsabilidade. Homens que preferem a aparência à verdade, o aplauso à consciência, o privilégio à justiça. Homens que se alimentam da boa-fé alheia e constroem sua força sobre a ignorância que eles mesmos cultivam.

Devemos destruir essa lógica. Recusar a normalização da mentira. Rejeitar amanipulação que transforma cidadãos em massa de manobra.

A dignidade não é luxo: é fundamento. A honra não é ornamento: é dever. A honestidade não é virtude rara: é obrigação mínima.

Defender ideais que não excluem, não dividem, não exploram. Ideais que eduquem, que libertem, que ampliem horizontes. Ideais que tratem a informação como direito, não como moeda de controle.

Porque a ignorância não é acidente — é estratégia. E quem deseja dominar alimenta pouco, para manter dependência. Quem teme a liberdade alheia oferece migalhas, para que a fome nunca acabe.

Não podemos aceitar migalhas e a manipulação como destino e o poder sem moral, como regra.

Vamos conclamar a quem ainda acredita na força da verdade. A quem sabe que igualdade não é utopia, mas projeto. A quem entende que informação é libertação. A quem não se curva ao cinismo dos que lucram com a miséria intelectual e moral.

O mundo precisa de amor, sim. Mas precisa, sobretudo, de homens e mulheres dignos, que escolham a honra antes do benefício, a justiça antes da conveniência, a verdade antes do conforto.

Que seja nosso compromisso. E que ele se cumpra até que a dignidade deixe de ser exceção e volte a ser regra.

Deus Fala no Silêncio

Feche os olhos por um instante,
serene a mente
e permita que o silêncio alcance o seu coração.

É ali, na quietude da alma,
que Deus costuma falar.

Ele se revela na calma que chega sem aviso,
na paz que envolve o peito
e na doce certeza
de que tudo está sendo cuidado.

Deus não precisa gritar para ser ouvido.
Muitas vezes Ele apenas sussurra amor
no coração de quem aprende
a silenciar para escutar.

Simone Cruvinel

Sua fala e gesto têm um impacto extremamente profundo na minha alma.
Vejo que nosso mundo não é igual, não é algo que me assuste, mas é algo que me traz dúvida.
O seu amor seria o mesmo que o meu? Ou seria uma idealização de quem você conheceu?
Eu sinto suas dores dentro de mim, pois elas fazem parte de mim também.
Mas será que nosso mundo pode colidir e causar uma explosão cósmica na qual não sobre nada além de poeira?

Sotaque não se corrige — se celebra.
É raiz que fala, memória que respira,
é a terra moldando a palavra
na boca de quem a carrega.

No chiado leve do Rio de Janeiro,
no ritmo firme de São Paulo,
na doçura mansa de Minas Gerais,
no vento aberto do Rio Grande do Sul,
e na cadência viva do Pará,
onde o falar carrega rios, florestas e histórias —
há vozes que não cabem na gramática,
mas vivem inteiras na identidade.

Cada fala é um mapa invisível,
um retrato que não se desenha,
mas se ouve.

Não há língua mais certa que a outra,
há caminhos diferentes para dizer o mundo.
E em cada som, em cada jeito,
o Brasil se reconhece plural.

Valorizar o sotaque
é reconhecer o outro —
e, no eco da diferença,
descobrir que somos muitos
e ainda assim, um só.

Julgar é fácil, amar exige entrega.
Enquanto falam de mim, eu escolho orar por quem fala.
Minha paz vem do alto e não depende da aprovação de ninguém.

A música que me traduz
(refúgio em forma de som)

A música fala — e, com isso, me inspira, mesmo quando vem em outras línguas ou até sem letra. Eu a sinto e a entendo.

A música simplesmente me abraça, me acaricia e permanece comigo, nas melhores e nas piores horas.

Há momentos em que não aprecio o que está escrito, mas sim a batida que, juntas, elas representam. Em meu coração, são fortes e certeiras.
Ela me alivia, me acalma e me inspira.

O Gigante de Argila
No ímpeto do encontro, o tremor me invadiu,
Diante do homem-muro, a fala se partiu.
Eu, que das palavras faço ponte e morada,
Fui silenciada pelo nada, na alma intimidada.

Vi em seu olhar a poeira da indiferença,
Onde a dor do outro é sentença ou ausência.
Eu levava o cansaço e o peso da agonia,
Ele, o título frio que de humano nada trazia.

Especialista em normas, mas analfabeto do ser,
Usa a praxe do descaso para não se comprometer.
Dono de um mundo pequeno, cercado de poder,
Não vê que a própria vaidade o impede de crescer.

Na despedida, o gelo tentou me contagiar,Pensei em ser fria, pensei em também me fechar.
Mas me diminuir? Nunca.
É no lutar que me refaço,
Recolho meus dados e ocupo o meu espaço.

Basta da opressão dos que se acham gigantes,
Medíocres que ignoram os corações pulsantes.
Lamentável é o cargo que não conhece a empatia,
Pois quem não sabe cuidar, na verdade, se esvazia.

Poesia de Islene Souza

Eu sou árvore
que fala ao fim da tarde
E se não ouvires a minha voz
mudo para o tom do vento.

A Fala do silêncio


O silêncio fala de uma forma poderosa
Capaz de expressar sentimentos intensos
Como o amor, a sabedoria, ou a dor silenciosa, descontentamento e até mesmo sem consenso.


O silêncio comunica mais do que palavras.
Ele não é a ausência de linguagem,
Uma pausa significativa que às vezes agrava.
Outras vezes, demonstra falta de coragem.


Existem momentos confortáveis a dois,
Onde um olhar ou um abraço substitui a fala,
Demonstra confiança e intimidade, pois,
O amor assim não se cala.


O silêncio nos traz a reflexão,
Parar e processar pensamentos,
Necessário para organizar a razão,
E decidir com bom fundamento.


O Silêncio de Dor e Solidão
Representa vazio, medo e tristeza
Age como escudo na depressão,
Não se pode tratar com menor desprezo.


No silêncio Deus também nos fala,
É fiel e também responde
Ele faz ouvir sua voz e não se cala.
A resposta vem e não esconde.


O silêncio é linguagem complexa
Exige escuta ativa para ser compreendido,
Revela a essência verdadeira e não perplexa
De uma fala que não é conhecida.


Raimundo Nonato Ferreira
Janeiro/2026

Tem silêncio que fala mais
do que muita gente gritando…
porque verdade não precisa de eco.

Deus às vezes fala baixo,
igual brisa mexendo folha…
porque quem tem fé aprende a ouvir sem barulho.

Há momentos que o mundo nos educa pelo silêncio.


Não te chamaram? — isso já fala por si.
Não te contaram? — o silêncio, às vezes, é mais eloquente que qualquer discurso.
Mentiram para você? — toda mentira revela muito mais sobre o mentiroso do que sobre quem a escuta.
Não te incluíram? — há portas que, por sua própria miséria, não merecem ser abertas.
Não te responderam? — insistir pode ser um desperdício da tua energia vital.


Segue, então, ao lado daqueles que reconhecem teu valor e se alegram com a tua ascensão.
E, se faltarem tais companhias, escolhe a presença rara de ti mesmo:
a solidão instrui; a inveja corrói.

⁠Se for para ter amizade com um falso cristão,
ou seja, com aquele que vai a igreja,
mas fala da vida alheia, fique sozinho(a)
evitando assim, ser castigado(a) junto
com o falso(a) cristão!

Árabe não fala:
Eu te amo
Árabe fala:
Tem horas que parece que você está vivendo dentro de mim

O MAPA DO INVISÍVEL
(Entre o ensaio da voz e a verdade do vácuo)

A fala rascunha a intenção, mas o silêncio entrega o destino.

Lu Lena / 2026

Dizem que gaúcho aguenta tudo.
Frio,
distância,
solidão.

Mas ninguém fala do homem
que perde um amor ainda vivo
e precisa fingir firmeza
enquanto desmorona por dentro.

Porque existem pessoas, prenda,
que vão embora sem morrer.
E deixam um vazio tão grande
que nem campo aberto dá conta de carregar.