Poema Quase de Pablo Neruda
Sou não sendo
Sou solitária...
Mas não tenho exatamente solidão.
Todos me conhecem...
Mas não conhecem meu coração.
Posso ser forte...
Mas só possuo fraqueza.
E a única coisa que me circunda...
É a irremediável tristeza.
Sou carente...
Mesmo tendo carinho.
Não sei por que, mas me sinto como...
Filhote de pássaro esquecido no ninho.
Sei o que é certo...
Mais persisto no errado.
A verdade e que já estou acostumada...
Com o mundo amargo.
Sou triste...
Mas sei fazer os que me cercam sorrir.
Só que eles não sabem transmitir alegria para mim.
Sou corajosa...
Apesar de ter medo que descubram...
Que a coragem é o meu grande segredo.
Sou muitas vezes a decepção, que sempre...
Surpreende.
Sou também professora...
Que só ensina, nunca aprende.
Sou para muitos a felicidade...
Enquanto vivo de sofrimento.
Já invadi a intimidade de muitos...
E não conseguiram invadir meus sentimentos.
Por ser o que não sou...
Sou não sendo.
Porque vivo...
"Uma vida que não deveria estar vivendo."
Hoje me rendo a este mundo de ilusão e tortura!
Hoje o deixe me dominar por medo de não acreditar em meus próprios sonhos, anseios...
Hoje estou aqui me vendo do jeito que cultivei a ser...
Não por falta de oportunidades! Mas sim por na acreditar nem em mim mesmo ou acreditar que nem tudo tem que girar ao meu redor!
As pessoas sabem viver sozinhas, mas eu insisto em pensar que tenho que estar ao lado pra não deixar sofrer os que amo...
Mas hoje vi que quem mais sofreu e sofre por medo de confiar... Sou eu!
Hoje só penso o quanto sou tolo e ingênuo, em pensar que significo alguma coisa pra alguém... Hoje posso ser alguém pra o meu filho, pra minha amada, pra meus pais, sei lá!
Amanhã se eu não estou mais ao seu lado... Certamente terá outra pessoa pra me substituir e poder ajudar em tudo que ajudei...
Hoje sou presente por pensar que estou ao lado... Mas se não estivesse certamente apareceria outra pessoa...
Sei lá o que estou escrevendo, acho que devia ser expulso daqui por escrever tantas coisas sem nexos...
Quer saber, to triste, fraco e desolado... Queria apenas um cantinho com paz em minha mente e acreditar novamente em sonhos...
Sonho que se sonha só é só um sonho, sonho que se sonha junto...É realidade...
Mas e eu que nem sonho mais? Farei de quem estiver ao meu redor apenas sonhe? Ou quem sabe nem queira mais sonhar por saber que não chegará a uma realidade?
Não sei... Acho que por mim no fundo no fundo ficaria sozinho com medo de fazer sofrer quem chega-se perto de mim...E quem já está... O bom seria evitar tá trabalho...
Quero amar alguém
Que me faça bem
Que me acorde cedo aos domingos pra passear
Que me leve aos lugares
Que podemos nos sentar
E contar as estrelas
E vê o sol se deitar
E dormir ao meu lado
Pra me esquentar.
O difícil não é ir com o tempo
correr para trás com o tempo
cair na eternidade com o tempo
Difícil é arredar o tempo
não correr para trás com o tempo
estar em eternidade com o tempo
- (Que a eternidade é estar morto com os vivos que não irá alcançar).
Homens da Inglaterra, por que arar
para os senhores que vos mantêm na miséria?
Por que tecer com esforço e cuidado
as ricas roupas que vossos tiranos vestem?
Por que alimentar, vestir e poupar
do berço até o túmulo,
esses parasitas ingratos que
exploram vosso suor – ah, que bebem vosso sangue?
Por que, abelhas da Inglaterra, forjar
muitas armas, cadeias e açoites
para que esses vagabundos possam desperdiçar
o produto forçado de vosso trabalho?
Tendes acaso ócio, conforto, calma,
abrigo, alimento, o bálsamo gentil do amor?
Ou o que é que comprais a tal preço
com vosso sofrimento e com vosso temor?
A semente que semeais, outro colhe.
A riqueza que descobris, fica com outro.
As roupas que teceis, outro veste.
As armas que forjais, outro usa.
Semeai – mas que o tirano não colha.
Produzi riqueza – mas que o impostor não a guarde.
Tecei roupas – mas que o ocioso não as vista.
Forjai armas – que usareis em vossa defesa.
"Pois é , eu escolhi você.
Escolhi você mesmo sabendo dos teus defeitos ,
Escolhi você sabendo que não era o cara mais perfeito ,
te fiz a minha opção ,
te fiz a minha melhor opção ,
e não importa quantas outras opções a vida venha me dá ,
eu vou escolher você ,
sempre sempre vai ser você."
(Adaptado)
Às vezes um amor verdadeiro acaba por besteiras.
Por orgulho de dizer "perdão".
Ou por insegurança para demonstrar o que sente.
Por isso é sempre importante arriscar cada degrau. Saber sempre dizer "eu te amo", sem exageros, mas com sinceridade e entrega.
É por isso que numa folha de papel pardo ele tentou outro poema. E o intitulou de "Absolutamente Nada". Porque era o que estava em toda parte.
Os Sentimentos São Uns Trem Doido:Poema Meio Fora do Normal 4
– Quando o Caos Tava de Férias
Acordei no pique, pleno, radiante,
sol batendo, café fumegante.
Olhei no espelho, falei: "É hoje, bebê!",
e até o cabelo decidiu cooperar (milagre, amém!).
Fui pegar o busão, ele veio na hora,
sentei na janelinha, comecei bem agora!
Fone no ouvido, som na medida,
até a playlist parecia entendida.
Cheguei no trampo, chefe de bom humor,
até deu risada, olha que amor!
Trabalho fluindo, sem perrengue, sem treta,
me senti um gênio, tipo Einstein de caneta.
Na hora do almoço, promoção no rolê,
dobro de comida, e eu nem pedi!
O garçom piscou, "Hoje é teu dia!",
e eu só confirmei: "Verdade, sabia!"
A tarde passou sem dor de cabeça,
Wi-Fi bombando, nenhuma surpresa.
E na saída? O céu todo laranja,
aquele fim de tarde que até foto pede licença.
Cheguei em casa, chinelo no pé,
sorvete no pote, série na TV.
E foi aí que entendi, quase chorei:
"MEU DEUS, O UNIVERSO HOJE ME RESPEITOU!"
Então, é isso, às vezes dá ruim,
mas às vezes a vida resolve ajudar.
E quando isso rola, meu irmão,
tem que agradecer e aproveitar!
Os Sentimentos São Uns Trem Doido: Poema Meio Fora do Normal 5
– Sonho ou Pesadelo? Macacos Me Mordam!
Acordei diferente, meio estranho, sei lá...
Olhei pro lado, CADÊ MEU SOFÁ??
Tentei me mexer, mas que agonia,
minhas pernas? Raízes. MINHA CABEÇA? FOLHARIA!
P**@ MERDA, VIREI UMA BANANEIRA!
Antes de surtar, tentei respirar,
mas aí percebi... NÃO TENHO NARIZ PRA PUXAR!
O desespero veio, a mente pirou,
e foi então que um macaquinho chegou...
Primeiro um, depois dois, depois um bando,
olhinho brilhando, já me analisando.
A barriga deles roncava bonito,
e eu, desesperado: "EI, PARÇA, NÃO SOU ALMOÇO, NÃO, RAPAZ!"
Mas quem disse que eles iam ouvir?
Um pulou na minha folha, começou a subir!
Outro cutucou uma banana madura,
e eu sentindo... MEU DEUS, ISSO É MINHA ALTURA?!
A ansiedade bateu: "Vish, deu ruim..."
o medo gritou: "Já era, filhão!"
E eu, plantado, sem poder correr,
vendo minha vida virar vitamina no chão.
Mas aí... PUF! ACORDEI SUANDO,
passei a mão no corpo, tava tudo normal.
Olhei pro lado, nenhum macaco, só meu travesseiro,
e um alívio imenso: "MEU DEUS, FOI SÓ UM PESADÊLO!"
Então fica a lição, pra nunca esquecer:
valorizem as bananas, mas sem fazer sofrer!
Incertezas
As vezes estou a pensar
Como seria amar
Não que esse poema,
tenha que rimar.
São muitas dúvidas,
que preciso tirar
A questão é amar ou não amar ?
Meu orgulho fala mais alto
Tanto faz ou não se apaixonar.
Meus sentimentos são como,
fechar os olhos e dormir sem sono
Ser fria soa como uma única opção
Esconder sentimentos que vem do coração.
No sótão da lua...
existe um poema que jamais foi lido.
Existe um canto, um hino, muito bem ocultado,
muito bem escondido, plasmado
na tinta indelével de um pergaminho.
Fino, tão fino!
Fala de brancas tardes, de infinitas estrelas.
Fala de nós meninos, de nós crianças,
de cordas d'amarras e de longas tranças.
Fala igualmente de ignotas rotas
e de uma epístola sagrada.
Fala de um rumo, de um áureo prumo,
de um pirata, de um corsário,
de um marinheiro… de um Mundo inteiro.
No sótão da lua, existe traçado, um beco
e, tal como o da rua, é quelho, solitário, ermo.
Esconsado, sombrio, covil sem fumo, furna
de marés e de rurais chaminés …
Magoada viela, igual aguarela.
E sobre o esconso, passam dispersos,
rimas, poemas, prosas, líricos versos.
E neles, todos os sons, todos os tons,
dos nossos passos, dos nossos abraços.
Do nosso cheiro. Da nossa história.
Dos nossos pés … calcorreados, doridos
de tão magoados.
Na greda e no sal, na lava e na cal.
No gelo e no sol.
Híbridos. Acasalados, colados,
de braços abertos!
No sótão da lua, inteiros, convictos,
de tão completos, percorrem-se lentos,
famintos, sedentos, de lés-a-lés.
Em troféus de fados, atravessam nuvens,
amam-se em glória, rezam-se afetos.
POEMA VIDA DE NORDESTINO
ETA... Nordeste bom... É gente que vai daqui...
É gente que vem de lar... É um tal de vai e vem,
não ficam aqui e Nem lá!
É nordestino ou paulistano?... Paulistano ou nordestino?
O nordeste é terra sofrida mais ninguém se esquece de
lá... Mesmo com tanto sofrimento
seus pensamentos estão sempre lá...
Até quem fez muita riqueza, seus corações continua lá.
POEMA SERIEMA DO CEARÁ
Há... Como eu me lembro... De quando eu era criança,
foram momentos tão bons, guardo tudo na lembrança.
Sou de família humilde, do sertão do Ceará,
meu Pai parecia um cigano, não sabia onde parar!
Numa certa ocasião, no serrado fui morar,
foi aí que ganhei o apelido, seriema do Ceará!
Alta de pernas compridas imitava o seu cantar!
Todos passaram a me chamar, seriema do Ceará,
todos os dias à tardinha acompanhavam, o seu cantar.
Escritora Eurides. G A.
POEMA DEIXA FLUIR
Deixa que as nuvens se preparam para a chuva!
Levante os braços, suavize seu lindo rosto, abra um sorriso,
deixe que as gotas de água banha todo seu corpo!
Não deixe que ninguém tire sua paz.
Só não deixe que ninguém destrua teu coração!
POEMA REAGENTE
Diz o pensador o, que é o amor!
É um calor encantador, de alto teor.
É um reagente que da vida a gente.
É um batido no coração, no compasso, composto nele um rosto!
É a revelação de um coração inquieto, pedindo o teu afeto, não consegue ser mais discreto,
quando aquele que a desperta se encontra dele por perto.
POEMA O VENTO LEVOU
Há chuva caia lá fora, eu olhando pela
janela, tinha tanto medo de molhar que o
tempo passou, a chuva cessou!
Com o vento ela toma outro rumo,
ou quem sabe foi molhar flores com
aroma diferente!
Despertando
algo avassalador!
Poema: minha mãe
Moça Bonita
Amável e verdadeira
Rainha minha
Inteligente e guerreira,
A mais maravilhosa sim é ela.
Sueli o segundo nome dela
Um sorriso encantador
É o dela uma mulher,
Linda e bela
Isso tudo define ela a mais bela.
Dona Sueli baixinha extrovertida
Ela tem a capacidade de ouvir o,
Silencio e adivinhar sentimentos.
Sua existência é em si um ato de amor
O brilho da lua nem se compara com ao brilho dos
Teus olhos, Dona Maria Sueli.
Poema "Mar..."
Mar…
És fonte de sal
Que tempera a nossa vida
De forma especial.
Mar…
Palácio com imensos peixes,
Que habitam dentro dele
Querem que tu os deixes.
Mar…
Sinónimo de imensidão
Acalma o meu coração
Faz-me viver
Em constante emoção.
Mar…
Pérola do mundo
Mesmo ali no fundo
Para um oceano a encontrar.
Mar…
Gestos e imperfeições
Barcos a remar
Navios a flutuar.
Mar…
Largo de imaginações
Presença ondulada do infinito
Em constantes transformações.
Mar…
É o pai de todos os rios
Que nele vão desaguar
Cada um em seu lugar!
Mar... simplesmente MAR.
Poema adaptado da obra da escritora Rosa Luísa Gaspar - "Os segredos de um búzio"
Os segredos de um búzio
Linda, menina de muitas aventuras,
Um lindo sorriso espalhava
Junto ao mar fazia caminhadas
E do amigo Poncho
Nunca se separava!
O seu avô que fora pescador
Homem de histórias e pescaria.
Linda não entendia
Sua tamanha melancolia!
As histórias que o avô contava
Mostravam que adorava o mar
Mas Linda, por vezes, sentia
O avô numa aparência sombria!
Linda gostava do mar,
De nadar com aroma
E cor a maresia,
Por isso estava preocupada
Com o que ao avô afligia!
Certa noite em especial,
Quis ficar bem acordada
Pois queria descobrir
Com o que o avô se preocupava.
Ambos na soleira da porta se sentaram
E o avô sem demoras
Fez uma simples questão:
- E se o mar desaparecesse então?
Com a pergunta
Linda confusa ficou.
Procurou respostas no céu…
E de um búzio se lembrou.
Lembrou-se do búzio
Que o avô lhe dera
Onde aprendera a ouvir
O que o mar lhe queria dizer
Mas será que ele sabia a resposta?
O avô percebeu a sua aflição
E disse-lhe que a sua tristeza
Era porque o mar
Já não é o que era.
Mar fonte de sal
Que tempera a nossa vida
De forma especial.
Palácio com imensos peixes
Que habitam dentro dele
Querem que tu os deixes.
O avô pediu-lhe então
Para ouvir o búzio que lhe dera
Pois o búzio sabia
Tudo o que o mar já foi e era.
O que afinal afligia o avô
Era o desmazelo das pessoas
Que desrespeitavam o mar, a natureza…
E toda a sua beleza.
A Linda descobriu então
Que precisava de planos fazer
Para agir com cuidado
O mar e a natureza proteger!
