Poema por que o Macaco Nao Olha seu Rabo

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⁠Quézia

Maquiada.
Por baixo de seu gloss,
Blush, rímel e delineador,
Está a mais plena graça.
Permeada de múltiplas inconsistências,
Ela consegue consistir.
Tem conteúdo,
E o que contém nela
Me agrada demais.
Mas não se resume ao agrado,
É o excesso que conta.
O exagero em abundância,
A redundância.
Demasiadamente
Ela me entusiasma demais.
E sua demasia muito me anima.

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⁠Ameixas

As ameixas, na prateleira, reluzem.
Os olhares atentos fitam seu porte ?
Fazem o possível para amadurar,
Sua polpa, intacta, não foi extraída.
Ameixas que iludem arbustos e seduzem,
Ameixas que alimentam o pecado puro.
Maneira interiorana entre sete capitais.
Esperando, “distraídas”, a sobremesa.
Por um segundo, ambas foram imortais.
Por um segundo, ambos fomos imortais.

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⁠Será que seremos salvadores,
Nessa via vitimada ?
Vitoriosos sim, noutra pista.
Seu próprio nome já leva a conquista !

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⁠Poderia ser um índio anônimo,
Impetuoso em seu frenesi,
Mas consagrou-se como São Gerônimo,
Salvador dos Apaches, protetor dos colibris.

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⁠Saindo da labuta,
No abrigo marítimo,
Ele ditaria serenamente seu ritmo.

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⁠Uma Bárbara Menina, com seu Balão Laranja,
Por onde caminha, só energia e dança,
Que contagia e alegria esbanja.
A sabedoria é o sorriso de uma criança.

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⁠O sabonete que era seu desgastou,
A avelã que me deu estragou,
O estoque de aveia esgotou,
O banquete pra dois esfriou.

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⁠Sou seu pior inimigo,
Seu maior adversário,
Sou o perigo iminente
Espreitando ao teu redor.

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⁠Sou seu melhor aliado,
Seu maior companheiro,
Sou a força pulsante
Estremecendo teu interior.

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⁠Rugido Irreprimível

Os que sobreviverem
se lembrarão
E o mundo resistirá
ao seu algoz;

Aqueles que sobrevivem
sempre se lembram;
Se houve um "pré",
haverá um "pós".

Então,
o rugido audível insurge,
Rompendo irreprimível
com a opressão;

A calorosa esperança,
enfim ressurge,
Proporcionando à vida
tua ascensão.

(Michel F.M. - Pairar Incansável da Fênix Sublime) ©

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Ela simplesmente alimentava,
Em seu grau mais elevado,
O arbítrio alforriado,
Da adocicada libertinagem.

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Troco simplesmente tudo,
Por mais um suspiro seu,
Por mais um carinho seu,
Por mais um sorriso seu.

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Seu apelido era uma piada, sua cor era parda,
Mas Branca de Neve já estava acostumada,
Pois desde jovenzinha tinha sido discriminada.

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A Lenda do Guerreiro Urbano

Sua cama o pavimento,
Seu cobertor a lua minguante,
As paredes de cimento
Com grafite cintilante,

O tapete do seu quarto
É o córrego borbulhante.
O pontilhão é o limite
Cortando as artérias.

Rompendo o fatigante,
Nos becos crescem bromélias.
Um fato relevante,
Um relato fascinante !

“Na metrópole profana,
Um mendigo indigente,
Se torna a lenda urbana,
De um guerreiro valente.”

Em sua carruagem
Revestida de papelão,
Recomeça a viagem
Costurando o ribeirão.

As vielas são inseguras,
Mas já foram o seu lar,
Identifica as figuras
Rascunhadas num pilar.

Seguindo o segmento
Sua pupila se dilata,
Quando vê e fica atento
A um latão em movimento,

Descendo violento
Na enxurrada que arrebata.

Se aproxima desconfiado,
Em um instante repentino,
Ao latão agarrado
Ele nota um menino.

Se atira no rio sem pensar,
Então pensa em não se afogar
E nadar, nadar e salvar.

Descendo a corredeira
Depois da trovoada,
Atitude guerreira,
Um arco-íris na alvorada.

Não pretendia ser famoso,
Não almejava ter dinheiro,
E um desafio fabuloso
O transformou em um guerreiro.

Ele nadou, venceu e salvou
E o menino viveu e voltou,
Para contar a lenda...

“Na metrópole profana,
Um mendigo indigente,
Se torna a lenda urbana,
De um guerreiro valente.

A Lenda do Guerreiro Urbano.”

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Sua cama o pavimento,
Seu cobertor a lua minguante,
As paredes de cimento
Com grafite cintilante,

Inserida por michelfm

O tapete do seu quarto
É o córrego borbulhante.
O pontilhão é o limite
Cortando as artérias.

Inserida por michelfm

As vielas são inseguras,
Mas já foram o seu lar,
Identifica as figuras
Rascunhadas num pilar.

Inserida por michelfm

Por toda a floresta refletia seu luar,
A sua imponência conquistava quem olhasse,
E o homem se mutava a ponto de uivar,
Deixou que a insanidade obscura o dominasse.

Inserida por michelfm

Pegue seu envelope,
Pague seu quinhão,
Então virá a galope a sua salvação.

Inserida por michelfm

⁠Antes de nascer, escolhido fui
Por meu nome me chamou
De novo nasci em Sua família
O Seu sangue me comprou

Jonathan David Helser e Melissa Helser

Nota: Trecho da música No Longer Slaves.

Inserida por KamillaMoreira