Poema por que o Macaco Nao Olha seu Rabo
Repulsa
É isso! Pretendo cuspir bem no meio da testa da Senhora Persona
E, não seja cínico! Eu não haverei de cumprimentá-la com aceno respeitoso de cabeça, nem mesmo pronunciarei um "olá" pálido, com evidente desgosto.
Para quê? Não é mesmo? Sempre será melhor fingir que não a vi, sair, voltar noutra hora, se me for possível.
Imagine você: e se ela perceber algum indício de simpatia em meus gestos? E se me estender a mão?
E se chegar ainda mais perto e me perguntar como está minha saúde? Minha vida?
E, muito pior: e se me abraçar?
Oh! Não! Não!
Eu conheci uma mulher que morreu de repulsa.
Sim! Morreu de RE PUL SA.
RE PUL SA
Morrer de repulsa...
Ouça os murmurinhos:
- Do que ela morreu?
- Parece que de repulsa.
É bonito morrer de repulsa.
É! É isso! Eu quero morrer de repulsa.
Quero encontrar Inês mais vezes, apertar sua mão durante um breve contato visual.
Tanto quanto eu possa suportar.
É, quem sabe um BRE VE CON TA TO VI SU AL
Que Lindo!
Que lindo morrer de repulsa.
Que lindo, meu Deus!
"... Então, já não me ia sem ti.
Não te ficava de mim, sem levar-me.
No desterrar partilhado,
No descobrir crivado de anseio e afago,
Nos revestimos como se renascidos,
Fossemos feito candura emanada.
E nesse luzir de entremeada morada,
Acolhemo-nos de lucidez efervescida.
Porque, em fim, amar,
É instruir-se no desvelar,
Do outro revelado...
Professor que Não Lê
Professor que não é leitor, como pode, com amor, semear nos corações o gosto pelas palavras, o voo das imaginações?
Como guiar com firmeza se não cultiva a beleza de um bom livro aberto, de um mundo descoberto entre letras e emoção?
Ensinar a ler não é só decodificar, é fazer sonhar, refletir, questionar. É dar asas à mente, é tornar o aluno semente de pensamento e criação.
Mas como inspirar esse valor, se o mestre, por desamor, não lê, não se encanta, não vive o que um livro transmite, com sua alma tão viva?
Ser professor é missão, e formar leitor, vocação, mas só ensina a ler de verdade, quem lê com sinceridade, com paixão no coração.
༺༻
Em teus olhos podia ver
a luz da rima,
o fogo do acreditar,
a tempestade da paixão.
Não fora minha intenção
me sentir assim,
presa ao teu olhar
e ficar a gostar.
Em teus olhos me perdi,
sentindo mesmo assim
a sensação de me encontrar
no mais seguro lugar.
Não sei como aconteceu
e nem porque deixei continuar
meu coração disparar
louco por te amar.
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Tc.18042025/060
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Não desista do que deseja conquistar... nem hoje nem amanhã para que seja Vencedor.
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Tc.19042025/063
A morte não veio como carrasca, mas como confidente. Ela não deve inspirar temor — não é inimiga,ejamaisserá.
(trecho do livro: Quando a Morte Sentou ao Meu Lado)
A verdade é que eu não queria ouvir a voz dela. Eu queria ouvir a minha voz com a presença dela no fundo.
Porque a gente aprende a falar diferente quando é ouvido com amor.
E desde que ela foi embora, eu desaprendi até a me explicar.
Certa vez, ouvi um orador diante de uma multidão dizer:
‘Não sei a quem você machucou, decepcionou ou feriu. Mas hoje, eu lhe digo: siga em paz.’
Naquele instante, algo explodiu dentro de mim.
Que tipo de facilidade é essa que concede perdão a quem talvez nunca reconheceu o próprio erro?
Será que perdoar tão prontamente — sem uma reflexão, sem um pedido de desculpas — não alimenta uma geração que evita a responsabilidade?
Uma geração que acolhe argumentos vazios, que prefere o conforto de um perdão automático a encarar a dor da culpa e a necessidade do arrependimento?
O perdão é nobre, mas não pode ser banalizado.
Declarar “eu te perdoo” sem consciência pode impedir a evolução de quem precisa amadurecer.
E negar esse processo, em nome de uma falsa paz, é enfraquecer o pensamento crítico, é sufocar o aprendizado que nasce da dor.
Perdoar não é esquecer.
É entender, é aceitar, é permitir seguir…
mas sem ignorar a responsabilidade que cada um carrega pelas marcas que deixou.
SinceraMente
Não por acaso, a mente mente;
mente porque é mente.
Somente mente.
Mente'rosa!
Mente!
Feliz, triste, louca, escandalosa, tímida, discreta, orgulhosa, vergonhosa, bondosa, cruel, mortal... mente.
Mente!
Sou a engraçada.
A mimada que ri alto demais,
que fala sem filtro,
que abraça pra não desabar.
A que sonha pelos outros,
e aconselha mesmo quando ninguém escuta.
Mas no final...
quem é que fica?
O que me leva ao cinema
na intenção de não ver o filme?
Ou o ex que diz que ama, Que eu sou a mulher da vida dele mas não tem coragem de falar isso sem visualização única?
Ninguém fica.
Ninguém.
Vêm, arrancam uma pétala,
levam um pedaço,
e vão embora como se nada fosse.
Até quando serei só lembrança?
A amiga de todos,
a última a ser lembrada,
a que sempre ajuda, mas nunca é chamada?
Cansei.
Agora tem espinho no lugar da flor.
Agora, quem vem, sangra.
Agora, quem tenta colher, se fere.
Porque não levo mais flores nos dedos.
Levo cicatriz.
Levo silêncio.
Levo tudo o que me deixaram.
E não...
não leva mais pétala.
Você pode ser genial
Mas não é adaptável
Não é tão associavel
Não é um milenial
Eu sou resultado da evolução
Me adaptei ao mundo seu
Mas você enlouqueceria
No mundo que foi meu
MAGIA DA POESIA (soneto)
No versejar doloroso, não diviso
dor alguma, é sentir e recontar
tem, choro e riso, céu e paraíso.
Todo um sentimento a poetizar
Também, um momento conciso
vindo d’alma, percebo, entanto.
No soneto triste, há um indeciso
verso de alegria e de um encanto
Uma dualidade, é dentro, é fora
embora, surgirá sempre a aurora
e uma ilusão pincelada na poesia
O canto, se com pranto, saudade
com o sorrir é cheio de felicidade
para bordar a poética com magia.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
15 junho, 2025, 14’24” – Araguari, MG
As falas e encantos de Marina:
– Oi, amor, voltei.
– Bom dia, princesa
– Vê se não demora.
– Queria estar contigo.
– Sinto algo diferente.
– Parece que a gente se conhece há tempos.
– Teu abraço é abrigo, é tudo que eu preciso.
É fogo queima, arde, pulsa...
Que a distância não seja água para apagar essa chama.
E que não seja clichê, nem mais uma poesia guardada em minha coleção.
Quero você como minha inspiração.
Marina.
Sol nulo dos dias vãos,
Cheios de lida e de calma,
Aquece ao menos as mãos
A quem não entras na alma!
Que ao menos a mão, roçando
A mão que por ela passe
Com externo calor brando
O frio da alma disfarce!
Senhor, já que a dor é nossa
E a fraqueza que ela tem,
Dá-nos ao menos a força
De a não mostrar a ninguém!
Soneto da Esperança:
Hei de lhe esperar à qualquer momento
Não vou ficar como estátua em vosso nicho
Eis a questão mais importante desse poema
Nós não somos enfeites para esperar alguma célula
Sou cauteloso o quanto possível
Dessa vez com zelo, nesse momento, o vegetal de um passo
Mesmo com tudo isso, não sei se tu esperastes por mim
Irremediavelmente, isso não pode ser comprovado
Por obséquio, me dê alguma resposta
Tente mitigar minha situação com algo qualquer
Antes de dizer: Aconteceu algo grave
E o fim desse soneto
Acontece na última estátua deste nicho
Onde ele espera a outra parte de seu axônio
minha dopamina cacheada I
ainda que me drogue
eu não mudaria meu vicio
continuaria dopado
viciado, em tal sentimento.
um cão preso em canil
com sua vontade de fugir.
e ainda que o joguem ossos
ele não morde com vontade
mas com saudade, de seu viver
de tal desejo infantil
admito que o vejo correr
livre.
e me lembro de tal dia
que eu parecia correr
como um cachorro no cio
direto pra você
enquanto tento não enlouquecer
dopado de dopamina.
dopado de você!
Título: Temprano.
eu não sirvo para relacionamento,
pelo menos não no momento,
tenho que resolver um tormento,
consolidar a oscilação de sentimento!
curar o peito por dentro,
acalmar a mente por dentro,
dar à alma algum alento,
e, se for atento... ganho o momento.
dedico mais um tempo
a quem me deu o próprio tempo,
que me salvou com seu tempo
e me reanimou, gastando o seu tempo.
mesmo sem estar pronto,
espero estar sano,
para valorizar
este momento
temprano!
A poesia que de mim deixo para o meu amor
Quantas vezes estive a te procurar?
Não sei, não parei para contar
Não percebi que te procurava.
Não sabia por onde olhar
Te queria sem saber,
Te esperava sem querer
te amava sem pensar
Me sinto teu.
Do amor que tive:
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure
Que eu não perceba dele o tempo voar
Que a chama queime como se fosse a última
Madeira a perdurar
Não sei se é passageiro, se é amor ou se é apenas amizade
Apenas sei que mais do que tudo que quero te esperar independente do tempo voar
Afinal
Por ti vou me doer amar, teu silêncio vou me esforçar para respeitar,
Não vou sequer perguntar a razão mas meu carinho você vai ter
E caso a tristeza venha te dominar,
Dar-te-ei o meu coração,
Farei de tudo para que do seu lado eu consiga estar
Eu amo você mesmo sem você me amar
o espelho
apenas me ouça
não é que eu não esteja afim
não é que eu tenha desisto
pode parecer fácil para mim
dentre as lágrimas que caem
o único sorriso que tenho é dele
ele sabe meus segredos mais insanos
eu sempre tento fazer mais
mas ele sabe que sempre desisto dos meus planos
o outro lado do espelho
o outro eu
mas quem de fato é o verdadeiro?
me odeio por te odiar
me odeio por não conseguir te olhar
mas não sei até onde consigo aguentar
queria estar ai
em meio a poeira
mas novamente estou aqui tentando te olhar
só quero ver isso acabar
(rascunho)
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