Poema Perfume
QUALQUER OUTRO NOME
Se, sinto a tua falta, é saudade,
Se, sinto a tua alegria, é felicidade,
Se, sentir tua preocupação, te darei tranquilidade,
Se, sentir tua tristeza, espero trazer-te a felicidade.
Se, sinto tua presença, encontro confiança,
Se, ouço tua voz, abala meu chão,
Se, encontro teu olhar, vejo esperança,
Se, alcanço o inalcançável, alcancei teu coração,
Se o que sinto tivesse outro nome qualquer,
Ainda assim seria o mesmo sentimento abrasador,
Pelo que és como menina ou como mulher,
Ainda assim seria de ti todo o meu amor.
“Se a rosa tivesse outro nome, ainda assim teria o mesmo perfume.” William Shakespeare
Autor: Agnaldo Borges.
03/03/2015 15:04
Foi uma aventura prazerosa, eu sei moça.
Foi prazeroso perceber que as borboletas em seu estômago estavam alvoroçadas assim que eu me aproximava.
E suas bochechas, coradas com um tom meio rosado incriminava a sua timidez.
Sim, foi prazeroso.
Mas entenda moça, eu precisei ir. Precisei sair naquele instante.
Estava a um triz de cometer alguma loucura que não condiz com o meu caráter, você sabe.
E então precisei ir pra longe.
Longe de você, do teu perfume, do seu sorriso, da sua risada, e dessa sua doce voz, meiga e mimadinha. Mas fui.
Fui sentindo muito.
Sentindo tudo.
Sentindo demais.
Sentindo só.
Fui forte! Permiti que a razão falasse mais alto.
Mas agora, sozinho neste lugar, a culpa invade minha memória.
Como eu gostaria de ter me permitido, moça.
até no jardim
a tragédia
flores e folhas mortas vivem lá
assombram a luz
com suas secas
desprendida solidão e liberdade
no outono dos galhos enraízes
esperança a lembrança do orvalho
sombra o sol passado
em ramas de um perfume antigo
Fragmento da poesia "Victória flor".
[...]
Linda...
Seja bem vinda à sua vida!
Seja bem vinda às nossas vidas!
Nunca se esqueça do quão importante tu és.
Quando um dia tornar-te maior...
Adolescente, jovem, adulta, sei lá!
E de súbito o teu coração apertar,
Mas, doer tanto, tanto...
Do tipo que a gente acha que não vai mesmo aguentar!
Lembre-se linda flor...
Nasceste pequenina,
como nasce o amor,
vieste ao mundo para fazê-lo sorrir
para livrá-lo de sua própria dor,
vieste ao mundo para perfumá-lo,
como quem perfuma a mão
ao tocar uma linda flor.
Flor...
Seja bem vinda!
Ao vento que passa apressado pelas
Frestas da parede e as portas
Entreabertas carregando consigo
O perfume suave daquela flor do
Jardim da frente carrega consigo
Também os pássaros a bailar num
Céu azul é o mesmo vento que vai
Rodear o mundo todo e trazer novamente
O cheirinho do jardim e o levará até
Onde ele quiser. Deixe-o se divertir
Quem sabe é assim de flor em flor,
De jardim em jardim que faz sua trajetória.
Hoje vi que estava ontem e renasci do acidente
Cheguei cansado, desolado,
Sozinho e já afastado
E a fome pretendeu, fazer-me dormir
Para esquecer da noite
A pior que já vivi
As ondas não cessaram
A maré ousou subir
Encurtando a noite
Instigando-me a fugir:
Rema!
Remei!
remenda!
Acorda! Cadê o elixir?
Assopra brisa forte sobre o rosto
Mas nenhum perfume hei de sentir
Meia volta completa do estalo contínuo
Do mau cochilo, desperta o menino
Para a janela ver o maior brilho
Ela está e sempre esteve lá fora
Cansada, desolada
Sozinha e já afastada
O mesmo vento que lhe tira a traz de volta
O perfume do sopro da vista
E tudo a volta se renova
É dia, um outro... Acorda!
É dia, o cheiro das flores lá fora!
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Não é sempre a maior ou mais colorida flor que traz em si o melhor néctar.
Mantemos a casa limpa, nossas roupas e calçados
apresentáveis; fazemos nossa higiene com esmero
e nos perfumamos... Será que nossa "casa" interior
passa por limpezas frequentes... é higienizada e a
perfumamos? Tão ou mais importante quanto os cuidados
que temos com as coisas e com a nossa aparência,
é o que vai dentro da Alma. Se não mantivermos nosso
interior higienizado do lixo do rancor, da mágoa,
dos ciúmes, da arrogância...seremos seres mal cuidados,
e tristes... cujo exterior não consegue esconder o desleixo
que vai lá dentro.
ENTRE LENÇÓIS
Despi minha mente
Para expressar
Já que as palavras se perdem
Entre teus lençóis meu perfume
Através do brinde
A saudação de uma história
Onde o tempo faz esquecer
COMO FICA
E a gente como fica?
Se não tem amor
Acaba, morre, finda
Se tem amor
Perdura para toda vida
Vivemos para sonhar
Cheiro de algum perfume
Cheio de emoções
Nós dois
Só amor
O cheiro da morte
Em um desses dias de calor infernal
e sol rijo posto no meio do céu,
a morte nos abraça e não nos larga mais.
Rouba-nos o último sopro de vida restante em nossos pulmões
e deleita-se com esta nossa nova condição.
Tripudiando sobre nossos corpos mortos e frios
caídos em uma esquina qualquer da cidade,
em um canto imundo qualquer da periferia a morte sorri,
enquanto ajeita em uma das mãos um ramo de cravos e girassóis.
Quanta ironia!
O cheiro que a morte tem
é o mesmo cheiro que tem a vida.
Depois de tantos dias sem ti ver
Você estava ali em meio a multidão,
Linda como sempre, impossível esquecer.
Sorriso no rosto, esmalte vermelho e seus longos cabelos preto.
Meus braços agradecidos com seu abraço,
Guardou com carinho aquele momento perfumado.
Fra[s]co
Talvez nem o que esperamos tanto, seja realmente o que nos preencherá.
Talvez as mãos se sobrecarreguem
E carreguem entre os dedos apenas o perfume
Não sentido, não reconhecido.
Não me reconheço.
Não sou perfume, mas não fui sentida.
Não fui exalada.
Me esvaziaram...
Mesmo sendo fra[s]co, tinha algo dentro de mim
Solução dentro de mim
Mas não me exalaram...
Sinto que meu cheiro ficou entre as pessoas,
Entre convicções, sonhos,
Menos nas mãos de quem deveria senti-lo
Sou um perfume usado,
Com cheiro esquecido
E jogado ao vento
Para que talvez, um dia quem sabe
Volte ao frasco original e seja puro novamente.
Seja essência.
E tocado suavemente
Sentido entre os dedos
E lembrado para sempre...
Por quem jamais deveria ter esquecido.
Poema perfumado!
A flor daquela mesa, me chamou a atenção,
Era você meu amor, perfumando meu coração.
http://www.facebook.com/rascunhosescondidos
Sou navegante de meus sentimentos
Olhos atentos em busca do amor
Como tê-lo sem vê-lo, eis aí a minha dor
Me sinto só com teu perfume aos ventos
Hei de encontrar a minha prometida
Queira ela ter o mesmo sentimento
Palavras jogadas ao vento nesta solidão
Pois, ela é fruto da minha imaginação.
Bom Dia
Quero
Quero ao teu lado deitar,
devagar, ir me aconchegando.
Em teus braços me enrolar e,
teu perfume sentir.
Muitos beijos te dar.
Em teu colo adormecer,
e para sempre ali ficar.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
CANÇÃO MATINAL...
Recitas em meus ouvidos uma canção matinal...
Ergues a taça para um brinde de encontros...
Desencontros na contramão da vida...
Suspiros e sorrisos de contemplação
O dia enaltece... Um rouxinol voejando
Nos arbustos da imaginação/momento...
Dissipa os nevoeiros da saudade que inflamam
Dos lábios que não se tocam...
Dos corpos que não se ajustam...
Dos olhos que não sabem o seu fulgor
Um amor que nunca penetrou em minha concupiscência
Nem deixou seu perfume, nos poros de minha epiderme
Colidem nas barreiras de um tempo de outrora
Nas relvas distantes... De um encontro que ainda não nasceu...
Aguardando uma canção matinal...
Sou simples, mas não curto ganhar flores e rosas! Estas logo se vão!
Prefiro as que são criteriosamente selecionadas, elaboradas e envasadas. Amo
cheiros rebuscados!
Algo mais "para sempre"...
Amo perfumes!!!
“Eu te procurei nas estrelas
E nos olhares dos viajantes...
Mas ficaste perdida
No meio da noite
E as coisas impossíveis
Te fizeram prisioneira
Dos pensamentos
Sem acordo, sem razão.
E havia perfume de rosas no ar...”
Ontem à tarde
Ontem à tarde te amei,
visitei teu corpo com as mãos.
Tua pele, macia, quente e suave
senti.
Teu perfume, invade o pensamento.
Teus pudores aos poucos deixastes.
Com reservas, também te entregastes.
Horas passam, os beijos aumentam,
o coração dispara.
Teu corpo junto ao meu, colado.
Sonho, realidade ? Nâo sei.
Só sei, que ontem à tarde te amei.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U B E
Dentro de mim
Minha certeza é que não sei
Entendo que não compreendo
Perceba em meus olhos o que não estou dizendo
Será ignorância minha
Não ler as entrelinhas
Inescrutavel
Amor inescrupuloso
Dor prazerosa
Malícia viciosa
Arrependimento não tem volta
Quero não querer
Que desejo desrespeitoso
Despida tudo de novo
Despedida fria
Insônia frita de um lado ao outro
Enquanto sonhas como anjo
Eu endemoniada
Se adormecer enfim
Ao despertar
Mostrarei apenas o jardim
Exalando o perfume
Ocultando meu gume
Serei novamente
A coroa de flores
