Poema Passei para Deixar um Beijo
O som é um caminho
o coração nos manda caminhar
há trigos, há joios
há céus, há mar
Amaria a tuas bandeiras?
soprei na aste do barco azul
cantando as folhas
nos rios da imaginação.
O escritor
O escritor é um amante solitário
com pincel de letras, escreve lágrimas
bebe da água do silêncio
Banha-se no oceano do passado
suporta o peso da existência
caminha entre pedras e vales.
.
O poeta é solitário
se esconde de si mesmo
usa a coroa da poesia
com linhos finos de beleza
pra cobrir sua nudez
.
Todo passo é solitário
os pés caminham, sem perfume
vivem a sombra dos mares
morrem na vida, sem sono
choram na triste estrada
levam consigo saudade
vivem os cantos das flores.
.
Todo anjo é solitário
Uma criança de amor
perdida em grande poema
vivem sem cronos sem kairos
sentem as cordas divinas
gritam na grande esfera
morte! Onde está tua vida?
.
Todo homem é solitário
sempre dorme quando acorda
é um poço dentro do mar
a glória de luz efêmera
Academia de portas fechadas
perdido no reino das palavras
poesia de um grande escritor
"Haja um pouco de esquecimento e frustrações em minhas expectativas
para que meu eu compreenda
que sou apenas poeira e sombra no mundo".
"Uma alma sensível, consegue perceber e sentir
a solidão de um pobre cachorro abandonado na rua;
sem dono, sem destino, sem lar".
[...]
Um dia entenderás
Que esse meu silêncio
era uma longa estrada
*
Um dia entenderás
Que esse pobre sorriso
nunca quis dizer
absolutamente, nada
*
Haverá contrastes
ilusões que tu mesmo criaste
haverá neblinas delineares
abandonos a milhares
*
Oceanos,
é toda cor que sai dos olhos
dos poros pretos e brancos
horizontes, sejam sempre santos
Ele esperou-a, para uma grande viagem; convidou-a, porém, ambos se distraíram com um muro que havia no caminho, sem perceberem, parte do muro levava um para uma trilha, enquanto o outro para um rio...
Desde então, já não era mais uma história de paixão e aventura, agora, tinha se tornado uma história de muros, distrações e desencontros....
,
Com luz de alma na mão,
um brilho de amanhecer nos olhos
e simplicidade, no andar
Eis aí, um poeta.
O poeta é um diálogo,
monólogo,
solilóquio,
consciência em modo
quântico,
holístico,
pássaro em pleno vôo
Os meus pedaços se reúnem,
em um único lugar, onde eles se reconstroem:
aos pés da cruz!
Ali, o peregrino, encontrou o seu amparo
trocou a experiência de um lar
pela beleza do caminho...
( O viajante iluminado )
Diante de nós,
temos apenas um céu aberto,
essa é nossa nova morada,
bem-vindo: dizia o poeta!
podes entrar...
Mais um dia nasceu!
pensamentos voam pela janela
essa casa me conhece,
a flor da terra é respiração
.
Aqui é longe
mas tal real
toda forma de vida
aqui, são agradecidas
.
Em ritmo ordenado,
o sol faz-nos, um convite:
desperta! desperta!
vamos caminhar...
O Viajante iluminado, in hóspede da casa do lago.
Apreciar o caminho, é tão importante quanto a direção.
Um SIM pode mudar o percurso, e quando for possível optar, que seja
pelas melhores
escolhas e sentido que só há em você!
– Minha vida pessoal está por um fio.
– Junte-se ao clube. É isso que acontece quando se está indo bem no trabalho.
(diálogo entre Andy e Nigel)
BLACK POP:
A Black pop é um mal chique
Não é aquele mal escarrado, nojento
A Black.
Ela curte veado, traveco, sapato e ladrão
A pop.
Não fuma, não cheira e não curte apertar
A mina.
Ela vota, brinca de roda e toca agogô
A negra.
É chique na lapa, na copa, no gueto
E até no pelô
O Black da negra.
Tingiu sem censura o branco encardido
“DEPUTA”... retrô.
SUPLICA DE UM POBRE ESPIRITO:
Encontro-me sozinho dentro de mim
Sufocando em meus fantasmas
Busco me encontrar, e não encontro
A saída...
Me auto mutilo
Na busca da razão pela qual
As pessoas se agridem
Se humilham, se regridem
Meu soluço é vão
Meu pranto seco
Meu coração enrijecido
Fenece sem perdão
Minha angustia suplica ao orbe
Clemência
Para que Minh ‘alma não feneça
Ao onipotente.
SÓ ASSIM EXISTO:
Tenho me procurado
Universo a fio.
Como tal, menos um se viu.
Em meu intimo,
Não se pode adicionar!
Ante a multidão
Multiplico-me íris a íris
Só assim, me encontro
Como tal.
FARSA:
Não me apraz
O ouro ou a prata
Eu nasci sob a casta
Que mata...
Meu coração?
Um misero palhaço
Não me impunha raça...
Não me faculta graça...
A construção poética, uma carcaça
Uma medonha farsa!
É flor sem perfume
Sonho que se sonha sem sonhar.
Não me apraz
O riso vulpino do poeta
Sobre a dor que tingida
De certo é dor fingida...
REI TORTO:
Enclausura-se
Meu ancho coração libertário
Aos tiranos ditames
De um rei secundário
Sobre a égide
Dessa plebe ordenada
Refletida sobre a média
Ordinária...
Oh! Minha doce Pátria
Não gentil...
Não, não indultes
Teu passado tão sombrio
Sobre as margens
Flácidas
De um Ipiranga
Vil.
Nicola Vital 13Fev2017.
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