Poema Passei para Deixar um Beijo
SEXAGENÁRIO
Velhice. Um novo horizonte num outro amanhecer
Lúrida, o vigor sem luz, roto e frágil; o pensamento
No ontem, a tremer, e o olhar revoando pelo vento
Cambaleando na encosta do tempo, e ali a descer...
Passa. Passando. Sucessivo, um novo sentimento
Que sombreia a fronte, o eu e o querer nesse ter
Sentir, ser, afinal, ainda no roteiro do poder viver
Amparando os passos, desamparados, sofrimento
E neste encanecido silêncio, a cada passo a ilusão
Volta, evocando o sentido do velho terno coração
Deixando a saudade solta pela lenta madrugada
E cochila o olhar: e o olhar alucinado, tão calado
Cabeceia nos segundos empoeirados do cerrado
Incomodado, tal um leão em uma furna apertada
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
26/06/2020, 09’33” – Triângulo Mineiro
Olavobilaquiano
Manhã
Uma manhã qualquer
Um silênciodegustante
De quem devora a própria vida.
O amargor que desce é rompido
Pele estalar das cordas Grunhindo,
No clamor do pare.
Mais uma manhã,
Fria em seus tons de cinza
Onde o cobertor não mais aquece.
Pequenas gotas caem
Pela janela, pelos olhos
Na timidez de quem só se apresenta
Sem pretensão de ficar.
Se o mundo não estivesse turbulento
e tão perto de um colapso,
eu não precisaria estar aqui.
Quando o mundo estiver harmonioso,
certamente, eu irei embora pra "Casa".
A vida é um pássaro na mão,
os sonhos são dois pássaros voando
e a morte pode ser
uma revoada de anjos
(ou de demônios);
vai depender daquilo
que tu fizeres
com o pássaro que agora
tens em mãos.
Pagando o preço em ter confiado em um meteoro em chamas
Degustando o sabor amargo de cada palavra que o vento não levou
A habilidade pode ter salvo sua pele, mas sua alma estará perdida por toda a eternidade Ninguém pretende salvar tudo aquilo que o fará quebrar no final
Eu não desanimo!
em se tratando de Política tudo é provável.
E acreditar em um resultado bom para o coletivo coloca de joelhos e em lágrimas aquele que não crê e não luta.
Parabéns
Parabéns para você
Que ainda sonha no mundo real
Que faz um trabalho com as crianças
Bem legal
Parabéns para você
Que escreve
Que canta
E me encanta
Que me conhece
Que me revira
E me inspira
Às vezes me machuca
Me atormenta
E faz do meu mundo uma confusão
Que coloca cor nos dias cinzentos
Que também é intenso nas emoções
Que floreia nas explicações
Parabéns para você
Que tem medo da morte
Que anda chamando pela sorte
Para você, que assim como eu
Sonha com dias melhores
Que escreve sobre as dores do mundo
Para você que se perde
Na profunda imensidão dos pensamentos
Que anda certo na incerteza das ações
Que tem medo de demonstrar suas emoções.
Você
Você que me vê como sou
Nua, despida de hipocrisia
Vagando na minha imensidão
Que me conhece tão bem
Que se veste de terno rude
E se funde em tantas sensações.
Compartilhando minhas emoções
Meus medos
Meus anseios
Você que sabe muito de mim
Mas que não soube interpretar
O que eu dizia, quando eu mais te queria.
Você que faz parte da minha vida
Que ocupa um lugar certo no meu coração
Fica o meu sincero desejo
Que tudo de real
Caiba no teu mundo de ilusão
Escrito em maio/20
Minha Vida Éh Como Um Jogo...
As Pessoas Entram Jogam Eh Vão Embora...
Mais Esquecem Que Não Existe Botão De Reiniciar
Um dia estive na estrada esperando o futuro
E descobri que o amor se acaba aos poucos
como o derradeiro farelo da Terra na boca de um jacaré
E isso dói como dói uma cascata
direto nas costas castigadas de um povo
Mas é assim que caminha o mundo: numa corrida
Em uma hora alguém chega e há uma reviravolta de 360 graus
e sua pele 40, 50, mais que o Rio de Janeiro
E nunca se sabe de onde vem aquela pessoa com quem nunca você sonhou
mas estará ao seu lado daqui a 5, 10
ou mil anos num túmulo de pedra
Também não se sabe a porcentagem de tempo
em que caminharão juntos
Nem se você estará ao lado de um assassino, poeta ou vendedor de salgado
desses que ficam horas na cozinha e quando se deitam na rede
têm cheiro de empada de camarão e você cheira e que delícia
Mas o amor se acaba aos poucos
E é preciso sempre esquecer isso
para que haja amor,
para que haja começo
e por nunca acertar o ponto de corte do abacate.
é sempre um madurou, não madurou, madurou, não madurou, o caroço ainda não balança, vai ficando meio mole, bate um medo de estragar
e fica um gosto de cica na boca.
Beleza interior e exterior
No meu exterior faço alguém chorar, no interior ajudo um pássaro a voar; beleza física é bela, mas não adianta, se por dentro de si exista uma fera; sua aparência todos irão debater, no final é só seu caráter que vai valer.
Oi papai e mamãe,sei que ainda só apenas um grão na barriga,sei que não fui planejado,mas sei que irão me amar e me cuidar com tanto amor,ao papai peço paciência,para mamae seja forte para minha chegada! e saibam que eu ja os amo sem mesmo conhecer vocês
Carta do bebê para os pais
Quando a gente morre, acabou
Você deixa saudades por um tempo
Mas então, o tempo passa
As pessoas que mais se comoveram morrem
As que não se comoveram tanto, esquecem
E você já não mais é uma lembrança
Viver um dia de cada vez.
Sem pressa, sem querer de mais.
Apenas viver os momentos e fazer deles um néctar de boas energias.
Sou um pequeno poeta...
Dos pequenos, sou o menor...
Mas, não me trate como um pateta...
Pois, lhe dei amor no seu momento pior...
Você dirá, fez porque o quis...
Não, foi só para lhe fazer feliz!!!
Tudo o que realmente queremos, é um ambiente de paz dentro da alma.
Uma sensação de sossego, aonde os medos fiquem guardados quietos, sem incomodar.
Tudo que nos tire dessa calmaria, nos constrange e desequilibra.
Por vezes, aparentamos sermos fortes, decididos, donos de si. O nosso verdadeiro eu nos alerta, que se ultrapassarmos as nossas próprias limitações, não seremos, mas nós mesmos ali.
Até as pessoas mais aventureiras, buscam paz em suas proezas.
Os intrépidos, a buscam no satisfazer de seus anseios.
Os introvertidos, recolhem-se ao abrigo de seus próprios pensamentos.
Infelizmente nem todos a encontram, mas o importante é entender que isso é viver, uma eterna busca por nós mesmos.
Quem nunca ouviu aquele ditado “jamais julgue um livro pela capa”
Mas você já parou pra pensar que a capa que nos chama a atenção? A capa que nos faz ter a imaginação de como o livro é, porém nem sempre estamos corretos nas nossas opiniões e impressões. As vezes a capa pode não transparecer, mas a história que o livro em si conta, é uma história divina ou até mesmo intensa. Todos nós temos esse hábito de julgar os outros sem conhecer, julgar os outros pelo que as pessoas falam e dificilmente queremos conhecer a real história do mesmo, se fizéssemos isso, ai sim a correta impressão surgiria. Porem jamais esqueça de ter empatia, pois um dia você poderá estar no lugar da pessoa que você julgou mal...
Seja você mesmo, não faça uma capa que não represente você, você é incrível do jeito que é.
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Texto por @findlarih no Instagram
Quem nunca derrubou ketchup na roupa, não sabe o que é saborear um lanche com uma fome voraz que nem se importa pra uma manchinha que depois irá sair.
Quem nunca escorregou no piso molhado, não sabe a felicidade que é ver um chão limpo e sentir o cheiro dele limpinho.
Quem nunca queimou o dedo acendendo fogão, com água quente ou óleo, não sabe o quão é delicioso fazer uma refeição pra quem você ama.
Quem nunca ralou os joelhos, brincou na chuva ou se enlameou quando criança, não sabe o quão o tempo pode ser desacelerado e um dia ser bem produtivo.
Quem nunca sentiu dores depois de uma longa viagem, não sabe o quão belo é o mundo.
Quem nunca sentiu saudades, não sabe a grandeza e felicidade que alguns momentos nos trazem.
E tantas outras coisas poderia enumerar...
De coisas que só tem valor se você conhece o fato contrário, de coisas que só acontece pra quem tem coragem, pra quem se arrisca.
E há uma pequena coisa, mas que faz toda diferença na vida e que sem isso nada faz sentido na existência.
Amor.
Apenas quem ama ou amou, sabe o valor de tudo na vida.
Quem nunca amou, nunca terá nada em troca.
Nunca saberá o gosto desse licor da vida que só é experimentado na relação com o próximo.
Amor...
BARCOS DE PAPEL (soneto)
Na chuva da temporada, pela calçada
A enxurrada era um rio, e o meio fio
O teu leito, com barragem e desafio
Na ingênua diversão da meninada
Bons tempos felizes, farra, mais nada
Ah! Os barcos de papel, inventivo feitio
Cada qual com um sonho e um tal brio
Navegando sem destino, a sua armada
Chuva e vento, aventura e os barquinhos
Tal qual a fado nos mostra os caminhos
E a traçada quimera no destino velejada
Barcos de papel, ah ideais, são poesias
Que nos conduzem nas cheias dos dias
No vem e vai, no balanço, da jornada...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
27/06/2020, 11’05” – Triângulo Mineiro
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