Poema Passei para Deixar um Beijo

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F.C.PORTO


No peito, um dragão desperto.
No relvado, a coragem nas veias.
No grito, a alma inteira a pulsar.
Ser Portista é nunca baixar a cabeça,
é vencer mesmo quando o vento é contra.




Dragão de asas abertas,
rasga o céu como quem reclama destino. Onde outros hesitam, ele avança: fogo azul a iluminar o caminho. No retângulo, cada passo é um decreto, cada ataque, uma lenda em construção.




O Porto não joga futebol ,
escreve epopeias em relva viva.
Porque o Futebol Clube do Porto
não é um clube, nem um símbolo:
é um reino de coragem pura,
guardado por um Dragão que nunca dorme.

Coraçãmo-te


Coraçãmo-te como quem
guarda um voto de silêncio:
não por renúncia,
mas por reverência.




Quando te aproximas,
o mundo reorganiza-se:
linhas invisíveis alinham-se,
portas internas giram,
e o destino lembra-se da sua
própria geometria.




Quando te penso, o mundo suspende-se,
como se a própria existência
aguardasse instruções.




E descubro que o amor é isto:
uma inquietude tão profunda
que já não precisa de nome.

No silêncio entre dois corpos nasce um campo magnético,
onde cada gesto é promessa
e cada respiração é caminho.


A pele torna‑se horizonte,
o olhar, uma mão invisível,
e o tempo verga‑se como tecido húmido à espera de ser moldado.


Há um tremor que não é físico,
uma vertigem que não é carnal,
mas que acende o coração
como se fosse chama a acender
as constelações da alma.


E quando o silêncio desaparece,
os gemidos tornam-se linguagem.
E o ar entre nós torna‑se incenso,
lento, quente, vivo.


Uma língua feita de luz,
que só dois sabem ler.
Uma liturgia de sombra e claridade,
onde duas almas se reconhecem.

Carrego-te como quem leva pedras e flores no mesmo fôlego.


No peso que me curva, há um rumor teu, uma memória que se acende entre as rochas, como se cada grão de pólen soubesse o teu aroma.


As flores presas à minha mochila interna respiram contigo, frágeis e obstinadas, lembrando que até o que pesa pode ser ternura.


Caminho, e o vento toca o que não ouso dizer, esse quase‑toque que vive entre o ombro e o mundo.


E no silêncio da marcha, o desejo é só isto:a beleza que insiste, mesmo quando dói, e o caminho que se torna pele quando penso em ti.

Há mundos inteiros
dentro de um instante;
não é o instante,
mas o universo
que nele se abriu
dentro de nós.

Jorge Palma, um poeta de piano cheio.


Palma pertence aos segundos. Quando se sentava ao piano, não procurava notas: procurava o sentido da vida. Cada tecla era uma porta entreaberta, cada acorde uma memória que regressava com o peso exacto do que foi vivido.


Nas mãos dele, o piano ficava cheio de mundo. Estações de metro dedilhadas, ruas gastas, noites que ainda sabem o nome de quem as atravessou. Há uma verdade mística no modo como ele canta: não é para impressionar, é para confessar. E nessa confissão cabe quem o escuta, como se cada canção fosse um lugar onde finalmente se pode pousar.


Palma foi isso: um compositor que não escreve música, escreve chão. Um músico que quando tocava piano, tocava caminhos. Um poeta que, mesmo quando adormecia, deixava a luz da cidade acesa e o cigarro a arder no cinzeiro, lento e translúcido, como um pequeno ritual que continuava a respirar por ele.

O que deixei pelo caminho:


Se um dia me perguntarem qual foi a maior coisa que fiz na vida,
responderei com serenidade:


dei o melhor de mim a quem cruzou o meu caminho.


Alguns ficaram.
Outros partiram.
Alguns me deram amor; outros, cicatrizes.


Mas nenhuma decepção teve força suficiente
para mudar a delicadeza do meu coração.


Aprendi que a bondade não perde o seu valor
quando não é retribuída.
E que a nossa essência não deve ser escrita
pelas marcas que os outros deixam em nós.


Se a vida me permitir voltar,
eu faria tudo outra vez:
continuaria sendo luz,
mesmo depois de conhecer a escuridão.

Buscarei uma direção
Pra muitos é incorreto
Faça o certo, seja certo
"Crises de um mundo moderno"
São incorretos pensamentos
Num instante
Que leva alguém pra longe
Se entregam sem revanche

Você é tão linda, mas beleza
Não foi o que fez eu te enxergar
Um brilho no olhar
Somado a lágrimas
Feita de ilusões
Não quer se apaixonar

Uma rotina pode parecer simples para quem observa de fora e ainda assim exigir um esforço enorme de quem precisa executá-la. O tamanho da tarefa não determina o tamanho do desgaste.

Pepita

Você não precisa carregar tudo até o fim só porque um dia decidiu segurar. Há pesos que deixam de ser seus muito antes de você perceber.

Pepita

Um Novo Amor

Haverão momentos em que você duvidará de si mesmo, que questionará se a história escrita é um simples texto. Lembrará dos desamores já vividos, dos riscos já corridos, do que foi dito e não dito.
Nessa hora a vontade de chorar é inevitável, o emocional se torna instável, surge aquela lágrima indesejável...sim, aquela, que escorre sem querer, que surge sem se ver, que insiste em aparecer, pra mostrar nossa fraqueza, pra ressaltar nossa tristeza, trazer a tona a incerteza.
Mas não se desespere nessa hora, não é só você que por isso chora, sabemos que com o tempo tudo melhora...Deve-se pensar em suas novas possibilidades, em ter outras felicidades, usar essa sua habilidade de ser quem você é, de mostrar toda a sua fé, de se manter de pé... E aí você vai conseguir ver tudo aquilo que importa, o caminho pra vitória, a saída dessa estreita porta, uma porta que levava a solidão, a desilusão....tristezas essas nunca mais te pertencerão, basta essa dica seguir, basta essa atitude tomar.

Basta a um novo amor se entregar

Uma arma velha, quebrada e esquecida
Jaz no chão, como um cadáver da memória
Seu metal enferrujado, seu coração de pólvora
Um dia foi forte, agora é apenas um peso morto
Seu cano está quebrado, sua alma está perdida
Ninguém a usa, ninguém a quer
Ela sonha com o passado, com os tiros que deu
Mas agora é apenas um objeto, um peso vazio e inútil
Ela lembra dos gatilhos puxados, dos sons de guerra
Dos gritos, das lágrimas, das vidas ceifadas
Agora, apenas um silêncio ensurdecedor
Um lembrete de que a violência é estéril, e a morte é vã
Ela espera pelo fim, pelo descarte final
Para ser derretida, transformada em algo novo
Mas até lá, ela jaz aqui, quebrada e sozinha
Um símbolo da destruição, da dor e da morte. 😔

Muitas vezes esquecemos do que temos e pensamos muito naquilo que não temos.


Esqueça um pouco aquilo que você não tem e seja mais grato pelo o que tem.

⁠Teu sorriso
Um indecifrável labirinto
Onde perco os meus sentidos
O fôlego vai sem eu perceber
Mas, difícil mesmo é
Parar
de
Pensar
em
Você

Imagem e ação
Imaginação
A minha e a tua mão
Frio na barriga
No interior semelhante a um turbilhão
Assim você me deixa
Meu gatão

⁠Queria parar o tempo se pudesse
Aí eu teria você só para mim
Um príncipe para dividir Momentos sem
Fim

Envelhecer é quando o tempo começa a despir a alma de tudo aquilo que um dia usamos para agradar o mundo.

Aos poucos, caem as máscaras,
diminuem as pressas,
silenciam as vozes de fora
e aprendemos a escutar o que sempre viveu dentro de nós.

Já não importa tanto parecer.
Importa ser.
Já não buscamos tantos aplausos.
Buscamos paz.

O tempo pode levar a juventude do rosto,
mas, quando vivido com verdade,
faz nascer uma beleza que não envelhece: a da essência.

Talvez envelhecer seja isso:
deixar de viver para os olhos do mundo
e finalmente começar a viver para a verdade da alma.

Ela viveu uma situação em que um homem falou, com uma tranquilidade inquietante, que havia agredido a própria irmã por ela ser umbandista. Disse aquilo a uma colega como quem narra algo banal, revelando, sem constrangimento, a dimensão de sua intolerância.


Na mesma hora veio a mente da outra pessoa que escutou, as tantas histórias e violências atravessadas pelo racismo, entre elas, o religioso. Imaginou imediatamente o quanto aquela mulher deveria ter sofrido, não apenas pela dor física, mas pela violência simbólica, pelo medo, pela humilhação de ser atacada justamente por sua fé.


Uma revolta a tomou de assalto.


Quando percebeu, já havia jogado a cerveja que bebia na direção daquele homem.


Reagiu por impulso. Fez algo evidentemente errado.


Pediria desculpas pelo ato.


Mas jamais pela indignação.

A dor da ausência é o preço que a gente paga por ter tido um pedaço de eternidade.


Autor: Jonas Saul P. Sodré
@Jonassaul.ofc