Poema Passei para Deixar um Beijo

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O cessacionismo é só um sinônimo de ceticismo. O termo cessacionismo ou cessacionista foi criado por religiosos incrédulos para esconder sua profunda frieza espiritual e incredulidade no que afirma veementemente as Escrituras e a Ortodoxia.


Marcelo Rissma

Um dos motivos das heresias de Agostinho de Hipona, pai do catolicismo romano e dos calvinistas:


Agostinho disse que não sabia nada de Hebraico em uma carta para Memorius. Ele confiava na septuaginta ou no latim. Em confissões, ele escreveu sobre sua antipatia pelo grego que, o impediu de se desenvolver em demasia nele. Foster e Marston, pág.267.

“a vontade do homem tem seu lugar próprio na questão da salvação [...]. Quando um homem recebe a Graça Divina de Cristo, ele não a recebe contra a sua vontade [...]. Nem mais uma vez, note bem, é a vontade tirada. Deus não vem e converte um agente livre inteligente em uma máquina”.


C. H. Spurgeon, "God's Will and Man’s Will", n. 442 (Newington: Metropolitan Tabernacle; 30 de março de 1862)

Da noite


A noite vem às vezes tão perdida,
um véu silencioso que abraça o peito,
onde sombras se insinuam com a alma ferida, dorida...
e o tempo se perde em seu leito meio desfeito.
Quase nada parece bater certo,
as horas escapam, fugazes, incertas,
há qualquer coisa em nós, um deserto,
inquieta, lesão, entre portas abertas.
O que era fundo torna-se tão perto,
segredos antigos ecoam no escuro,
o coração pulsa um ritmo aberto,
um sussurro calmo, leve e puro.
Na penumbra, a dor encontra abrigo,
e a esperança nasce na ferida aberta,
pois, mesmo a noite, no seu perigo,
traz a promessa de uma manhã certa.
Assim, na noite perdida e silente,
floresce a alma, livre e presente.

Noite, soturna noite


A noite vem às vezes tão perdida,
um véu silencioso que abraça o peito,
onde sombras dançam com a alma ferida,
e o tempo se perde em seu leito.
Sussurros tristes do vento, tão distante,
têm segredos que a lua sabe contar,
em cada estrela um sonho que se esconde...
memórias que insistem em ficar... tatuadas neste lugar.
No silêncio, o coração se revela,
entre suspiros e saudades trêmulas,
a esperança, ainda que singela,
pinta de luz as horas mais nubladas.
Assim, a noite, com sua calma profunda,
envolve a alma em suave poesia,
transformando a dor que às vezes inunda
em serenidade e melodia.

Encontrando Jesus


Um barquinho de esperança...
num mar de incertezas...
a vida ao sabor das ondas...
pra lá... pra cá... pra lá... pra cá...
Dia e noite, noite e dia...
tenta preencher sua vida de alegrias vazia...
pra lá... pra cá... pra lá... pra cá...
monotonia, monotonia, monotonia...
a única certeza: a morte
Encontrar Jesus seria sua maior sorte...
pra lá... pra cá... pra lá... pra cá... pra lá...
Em um mar vasto, as dúvidas se perdem,
navegando está um barquinho de esperança serena,
ondas macias, seguras, serenas... acalmam o peito aflito,
guiado pela luz doce do amor de Jesus.
Cada balanço é cuidado divino, é o amor mais sublime a nos abraçar...
afasta tempestades pra bem longe, bem longe, traz paz ao caminho... soa como um afago... um doce carinho.
No silêncio da alma, um suspiro de fé...
um refúgio tranquilo onde a vida pode tranquilamente repousar.
Jesus, mestre das águas, farol no horizonte,
faz do medo brisa e do desespero canção,
em seu barco de bênçãos, navegamos confiantes,
até o porto seguro de eterno verão.
Se você não O encontrar... vai lhe tragar a morte.
Que falta de sorte!
E fim.

E de repente alguém consegue te arrancar um sorriso.Não um sorriso qualquer,aquele sorriso único e verdadeiro,sabe?
Mas aí você começa a desconfiar de tudo.E já nem quer mais acreditar nesse clichê.Será Que depois de tantas tempestades,vem mesmo irradiavelmente o sol? ou vai ficar
chuviscando?
E apesar de todos os prejuízos sentimentais,eu tenho que admitir
que estou sim,contente,radiante,feliz,enfim.Sorrindo à toa.Mas uma vez.

A Palavra que Consola


Quantas vezes guardamos no peito uma palavra de carinho, um elogio sincero ou um consolo que poderia salvar o dia de alguém, e simplesmente deixamos para depois.


Falamos aqui de um amor muito maior do que aquele entre casais; falamos do amor universal, aquele que enxerga a dor do próximo e estende a mão sem perguntar quem ele é.


O mundo está cheio de corações famintos por um sopro de acolhimento. É verdade que, muitas vezes, esse amor que doamos não volta para nós da mesma forma, e o silêncio do outro pode até doer. Mas o segredo da alma que desperta é entender que o amor não é uma troca comercial.


Nós não amamos para receber de volta; amamos porque transbordamos. Não adie o consolo que você pode oferecer hoje. Doe a sua palavra, ofereça o seu abraço e liberte o seu afeto, pois o bem que sai de nós sempre encontra o caminho de volta para Deus.


#AmorUniversal #PalavraQueConsola #NãoDeixeParaDepois #AmorSemCobrança #Fraternidadei #Pensador

Há um momento em que a consciência desperta e você percebe:


nem tudo que chega à sua vida é seu para carregar.


Alguns vínculos são aprendizado.
Algumas escolhas são espelhos.
Alguns ciclos simplesmente cumpriram seu propósito.


A chave virou.


E quando se começa a enxergar, já não existe retorno ao antigo estado de consciência.

Repetição


Há um lugar que é o centro de tudo e este lugar é em qualquer lugar. A consciência está em toda parte e se manifesta também aqui. O universo está dentro de um grão de areia e o grão de areia é o universo. O odor de terra molhada, o céu coberto de nuvens, as andorinhas se precipitando das alturas, tudo isso se repete pelas eras. Os músculos da minha mão se retesam para um estalar de dedos. Algo assim já faziam os antigos romanos quando queriam se despertar e eles o fizeram há séculos.

Convicção


Até a um minuto atrás eu não poderia estar tão certo de estar completamente errado. Errado com fé no meu erro. Errado como os outros têm fé. Certo da verdade do erro e mentindo sobre o erro de acreditar na verdade. O que era a verdade para mim se perdeu, enfraqueceu-se. E agora, nem sei. Disso, tenho firme convicção do meu erro e da minha mentira. Assim, estou certo que nunca saberei…

Agora


As pessoas vivem muito, embora só existam por um dia. Assim pensava eu, na poltrona, tentando descrever as sensações da tarde. Os ruídos da rebelião e do caos soavam lá fora e eu percebi que o ódio e a visão pessimista, que eram minhas, haviam se espalhado pelo mundo. Eu tinha medo pelo meu temperamento e aonde ele iria me levar, certamente longe daqui.
Temos apego à inércia e tememos o desconhecido. Quando a chuva fria chegou para acalmar os ânimos, parecia que Deus tinha se arrependido e procurava reverter a situação em que todos tinham perdido as estribeiras. Gritos, urros dos policiais contra a falta de dinheiro, o mundo havia deixado de ser familiar. Sentado aqui, eu examinava o funcionamento da vida. Parece que, a cada dia nascemos ao despertar e, no final, com o sono, morremos, para renascer no outro dia. Só que, ao nascer já éramos outros, melhorados. É uma bela ideia, mas, se formos humildes temos consciência da nossa ignorância. O que sabemos é que pela manhã acordamos com impressões vagas, fragmentos de sonhos, com um humor inexplicável que se manteve até agora. Temos muitos preconceitos para entender isso, e o preconceito errado: o de que eu posso antecipar e prever o que acontecerá até o fim do dia. Se nos basearmos em tudo o que sabemos, o que é muito, mas inútil, a vida começa pela manhã, transcorre pelo dia e termina quando dormimos. Isso é tudo. Mas, o que podemos saber, ao admitirmos a nossa completa ignorância? O que haverá daqui a um instante se a vida cabe num suspiro, como a gota que desgasta o rochedo?

Este mundo vai se acabar


Haverá um tempo em que existirão poucas pessoas e os poucos serão gente de qualidade, não muitos supérfluos. A propaganda não existirá para promover o muito, o inútil e o daninho à vida, ao contrário, virá do real desejo de preservar e promover o conhecimento da sua Natureza. Os materiais usados serão mínimos, ampliados pela imaginação, que será usada por todos para criar, através da arte, um mundo que realiza a sua beleza. Assim, só haverá Um. A doença da cobiça se findará e o dinheiro não será mais sinônimo de culpa e auto sabotagem. Apesar dos seus inúmeros defeitos, as pessoas encontrarão um denominador comum que as una, fazendo que parem de competir e se voltem ao apoio de todos por todos, acabando a inimizade recíproca. Isso é difícil de acontecer, mas é inevitável, sob a pena de não haver mais humanidade.

Intuir


Para se fazer qualquer coisa existem dois caminhos: existe um método, que é analisar os elementos da nossa ação, assimilá-los e depois aplicar ao conjunto, chegando ao que se espera do ensinamento. A outra maneira não segue ordem nenhuma: se quer chegar ao final logo de início por se fazer o que é complexo sem nenhuma preparação. A primeira forma é o aprendizado, a segunda é a criação.

Cego


Deus chegou a um ponto em que percebeu que era Deus. Acordou-se de fazer tudo automaticamente, de criar mundos sem saber. No fundo, nunca admitiu ser estúpido, pois acreditava que era onipotente, onisciente, não um idiota. Nem o universo triste e sem sentido que inventou o convencia da sua fraqueza. Gostava da sua onipotência e fingia acreditar que era um pequenino. O mundo era um teatro que criava sonhando e não era responsável pela maldade e pela dor. Imerso no seu poder imenso, era presa desse mesmo poder. Bêbado de vaidade, o seu medo era o medo de realizar as suas aspirações, medo do terror que desejava. Então se manteve inconsciente, anulando a racionalidade, até que chegou o momento em que teve de admitir as suas limitações e perguntar o que, acordado, faria em seguida. Deus sabia que esta história não poderia ser apreciada por ninguém mais, fora ele próprio. Não havia quem lhe dissesse o que era certo e o que era errado, ou o caminho a seguir. Era a própria imagem da solidão. Quando descia ao mundo dos homens e abandonava o seu mundo das ideias, ficava confuso porque o mundo inferior o adoecia com o nada. Grande era o medo da concussão que viria pelo desejo de abandono, pelo desejo da morte. Na verdade, era a preguiça de tudo recriar, como das outras vezes, e também pelo apego aos seres, que não sabia reconstruir fielmente: Ah, nunca seriam como antes! Ele gostaria de falar e chorar, mas as criaturas nunca poderiam entendê-lo, jamais conseguiriam se colocar na sua posição. Assim, era o responsável por se fazer apreciado. Tudo o que inventava, ele achava aquém de si próprio, justamente porque era o máximo. Ao se ver, podia perceber as suas falhas: o tempo, o movimento, a repetição, a vontade, que o impulsionavam para o abismo, pois, embora não houvesse o futuro, ele não tinha completa consciência da ordem de tudo.

Combatente


A Maya quer me enganar. Por que permite que eu saiba que ela existe? Será mais um dos seus truques? Somos pequenos bonecos diante das ilusões. Para mim a realidade foi construir ilusões. Por isso eu me importo com o pote cheio de canetas e presto atenção em cada taco do parquê. Entre os objetos existe algo. Não é o ar. Existe uma ligação que faz com que brilhem na luz amarela. Eu posso tocá-los com os olhos, posso cheirar uma história. A medida em que eu vou escrevendo os meus órgãos internos se agitam, as vozes agridem os meus ouvidos, a sede repuxa os meus nervos. Alguém que morreu há algum tempo teima em aparecer. Sou eu que estou morto porque vivo de lembranças. E enquanto eu estou aqui teimo em perceber o mundo profundamente, dum jeito que cansa, me faz um soldado, do batalhão da mente, do exército dos insatisfeitos.

Pobre figura


Deus era um guri que vivia aqui em Porto Alegre. Era franzino e bobo e não imaginava o que era. Criar o universo era a sua diversão, mas não tinha ideia da profundidade e das consequências do seu ato. À medida em que o tempo passava, as coisas que criou foram se voltando contra ele mesmo. A inércia fazia com que os pensamentos malignos se acumulassem, e o mundo virou um inferno, graças à sua tendência negativa. Assim, sofreu por incontáveis eras, prisioneiro da realidade que criara. Quando ele percebeu que o mundo era apenas um reflexo dele mesmo, se viu na maior solidão que poderia haver. No entanto, como tinha criado o mundo por diversão, ele viu que era bom. Foi um empreendimento e tanto, as ideias presentes nas mais variadas formas, a repetição para que não se esquecesse da sua condição, impedindo que mergulhasse na ignorância do esquecimento, o passado construindo o presente, sempre atrasado, mas antevendo o futuro. Pobre Deus, uma criatura insignificante e perdida que já se achou o todo-poderoso.

A poesia
Me dá azia
Deixa um travo
Na boca
De gosto amargo


Quem me dera
Ser poeta
Em outra era
Em que a verdade
Era sincera

Perspectiva inversa


A algum tempo atrás começou um processo na minha mente, que poderia ser chamado de delírio. Tudo o que eu acreditava foi encoberto por pensamentos vagos, ambivalentes, improváveis, disformes. Era como um quebra cabeças em que eu fazia força para encaixar as peças. Assim A era a, 6 era 9, o som das cigarras era igual ao de um apito. Isso funcionou muito bem e eu senti o poder da compreensão de tudo. No entanto, uma falha naquele sistema, mais a minha habitual tendência à desconfiança me levou à estaca zero, ao pensamento comum dos mortais. Foi uma ducha de água fria, mas muito do que eu aprendi, naquela época, ficou. A sensação de que a realidade é uma sequência de eventos sincronizados, de que as minhas memórias são apenas duplicatas do que está acontecendo agora, já que o passado é gerado pelo que acontece no momento.

"Não carregue para sempre aquilo que aconteceu em um momento."


@gmajordeus