Poema Passei para Deixar um Beijo
Infância
as primeiras lembranças que tenho
é de arrancar os cílios um a um,
soprar e ditar um desejo…
Alguém tinha me dito que Deus atende
se fizer uma oração
e oferecer sacrifícios.
Era pequena demais pra entender
repetia o mesmo pedido,um eco
de socorro a solidão.
.
Pedir pra minha mãe voltar
e me buscar.
Vivia agarrada às grades do internato
com a esperança na mão.
Um dia,ela voltou com um senhor.
Eu já estava sem cílios e com uma sensação ruim
de abandono que nunca se curou.
Mas ele me adotou e chamou de filha.
Eu só precisava de um "sim"
Era tudo que eu precisa aquela madrugada
para fazer dar certo.
Um aceno, um aperto de mão, sei lá.
Eu só queria que você confirmasse que
Me queria como eu lhe queria.
Mas o aceno, o aparto de mão e o sim não vieram.
Estou aqui agora com mais vontade ainda de você.
Essa vontade
Esse desejo de ter
Só aumenta com cada bom dia.
Será que se supera um date?
Será que essa vontade passa?
O meu desejo por você só aumenta.
(autor: Vnove)
E certo estava o poeta:
Castelo de areia.
Um litro de água, um punhado de poeira.
Desenfreio insensato, cadência do ato.
Pó de Hypnos é paz, é fato.
Reflexão do lago,
O fim do cigarro, o último trago.
Momento qualquer, riso de criança,
Calor tropical, todo o afã.
A incessante insônia,
O advento da manhã.
A dor da chaga aperta o peito,
O corpo são, a veste pálida.
O estrondo do trovão, a persona gélida,
A solidão brindando à sua volta —
Das fotos, o responsável pela recolta.
O marasmo.
O silêncio que brota em meio à conversa,
O amarelo que envelhece a camisa, tinge o sorriso
E lhe ocupa as folhas do livro,
É o mesmo que te acorda por entre a cortina,
Que te chama do sonho de volta à rotina.
Se cessa e se inicia a noite, menina.
A leitura de Pessoa te pôs fios brancos no cabelo,
Raciocínio não é bom na juventude, espia.
Faz parte dela, sim, a sua estúpida alegria.
A dura vida doura as molduras dos olhos,
A longa melodia da surpresa no fim,
A duradoura ginga de você fugindo de mim.
Eu sinto, e isso machuca. Eu só queria... estar um pouco mais perto.
Sempre me fere pela ausência tão presente.
Sempre me fere essa presença incessante na ausência.
- Marcela Lobato
O Preço da Travessia
O amor é um convite ao abismo,
um passo no escuro onde o chão não se vê.
O medo é o muro, o cinza mecanismo,
a trava na porta que impede o "você".
É o risco de ser, por inteiro, espelho,
de dar ao outro a chave do que guardei no fundo.
É ver o castelo, por mais que ele seja belo,
correr o perigo de se tornar pó, num segundo.
Quem teme a entrega, prefere a margem,
onde a água é mansa e o sol sempre brilha.
Mas a vida se perde em tanta paisagem,
se a gente não entra na própria trilha.
Amar é ceder o controle da maré,
deixar que o outro navegue o que é meu.
E o medo que sinto, de pé, quase em fé,
é o preço que pago por ser quem sou eu.
É o medo de, enfim, ser compreendido,
e, no fim da viagem, não ser mais um perdido
O Equívoco do Olhar
Em meu peito reside o desalento,
De um querer que se perde no vazio;
É como o sopro incerto de um momento,
Que traz o fogo e logo após o frio.
Pergunto ao tempo o que o destino traz,
Se este laço é de seda ou de corrente;
Pois busco o porto e a minha própria paz,
Mas sinto o abismo à frente, de repente.
Não sei se é alma que em silêncio chama,
Ou se é o medo de se dar à sorte;
Pois quem muito se entrega, muito inflama,
E faz da dúvida um castelo forte.
Se o amor é mestre de tamanha ciência,
Que me ensine a ler o que o coração diz;
Pois viver na penumbra da indecisão,
É querer ser maré e ser apenas infeliz.
Sempre que começa um novo dia, algumas dúvidas invadem nosso coração. O futuro é sempre uma incerteza e na vida nada é garantido, mas isso não nos pode impedir de sermos positivos e de mantermos a motivação em alta para tudo que fazemos.
*bom diaaaaaa!!!!!!!*
O Dia em que Eu Me Fui
Vai chegar o dia em que você abrirá o celular e não encontrará mais uma mensagem minha.
Minha foto desaparecerá.
Meu número mudará.
Meu silêncio ocupará o lugar onde antes existia a minha insistência.
E, quando esse dia chegar...
Acredite.
Não será porque deixei de sentir.
Será porque, finalmente, consegui deixar você partir de dentro de mim.
Nesse dia, não haverá mais espera.
Não haverá mais saudade.
Nem perguntas sem resposta.
Você deixará de existir no único lugar onde ainda vivia: dentro do meu coração.
Para mim, será como se a nossa história tivesse encontrado o seu fim.
Não porque ela nunca tenha sido importante.
Mas porque algumas lembranças precisam ser sepultadas para que a alma volte a respirar.
Talvez você só perceba minha ausência quando ela se tornar definitiva.
Talvez seja tarde.
Talvez não.
Mas isso já não fará diferença.
Porque, no dia em que eu desaparecer da sua vida...
Também terei desaparecido da prisão que era esperar por você.
E esse será o dia em que, finalmente, eu voltarei a viver.
Cyntia Karla De Liz
Autora
Não sou de outro planeta.
Sou apenas de um mundo onde a verdade não se mascara,
e onde as perguntas valem mais do que as respostas prontas.
Não se decepcione com o Dia de São Valentim.
É um dia normal como todos os outros.
Alguns são felizes enquanto estão solteiros,
outros são felizes enquanto estão em um relacionamento.
Segue um amor que machuca, dói, humilha, maltrata e ignora.
Será amor?
Sim, tem quem aceite migalhas por não saber ser amado.
"Não explore a minha vida como se fosse um dicionário, buscando definições rápidas e simples. Minha história é complexa, cheia de nuances e camadas que não podem ser resumidas em palavras curtas. Cada capítulo é único, e só quem viveu pode entender sua verdadeira profundidade."
#Binilson Quissama
Como um Girassol que se volta para a luz
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No esplendor do entardecer,
Seus negros cabelos se deslumbram
sobre o seu delicado vestido branco.
Meus dias são como os tristes cabelos caídos,
Mortos e cristalinos.
Quando você chega, como um Girassol,
Brilhante e reluzente...
Faz minha esperança renascer.
Um dia ainda me deitarei ao seu lado
E só assim poderei morrer feliz e realizado.
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**Escrito em 20/03/2026 em Curitiba, Paraná, Brasil**
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Autor: Gustavo Biazotti
O Vulcão e Seus Mistérios
O som do piano me segue.
Um alerta esbarra em mim.
São sinais.
Sinais claros. São sempre sinais.
Quando todos se juntam,
você me acha
e se acha.
Glória!
Quando a loucura forra a sua pele,
a chuva cai quente.
Você, em meus braços.
Que sorte.
Eu sou enigmático.
E você, insano.
Foi uma coincidência?
O improvável existe.
Meu sono ecoou na neve.
Fiquei me perguntando:
Por que você sempre me ouve em silêncio?
Você explica, fixando os olhos nos meus.
Momento de tensão e aquecimento.
Eu me desmonto.
Peguei-me em um leve sono,
e um sorriso aflorou em meus lábios.
A química não se comercializa
nem se finge.
Ela simplesmente surge como fogo entre nós.
É como a erupção de um vulcão,
cujas lavas mostram o seu poder
e a sua força.
O vulcão é bonito
e guarda os seus mistérios.
Mas sempre representa perigo.
Um pouco de "emisse", desta que foi e sempre será assim, na companhia de um velho amigo. Cigarros são poesias, poemas e expressão, ao menos para mim. O que sempre esteve lá, quando nada e ninguém podia ou queria me ouvir.
Hoje não sou mais fumante como antes, é algo especifico de ocasiões especiais, de vez em nunca, mas sinto falta desse velho amigo, que nunca me abandonou. Um pouco de Keep Cooler que ganhei recentemente também compôs perfeitamente o momento.
Nada fala mais do que a poesia e a dor que move a arte quando não há mais nada para dizer, e quando palavras são proibidas ou insuficientes para revelar, traduzir, amenizar, ou entender o que o que está no peito, um click de nicotina, um gole, um trago, pode revelar aos olhos atentos muito mais do que a principio é.
Quando as palavras não descrevem o que sentimos, e o mundo não é gentil. Quando o que falta é insuportável e dói demais. Quando nos sacrificamos e a vida nos enterra. Quando o absurdo aparece na TV, e em massas manipuladas pedindo e justificando o mais injustificável de todos os absurdos, retrocessos e perversidades. Quando o coração se parte mais de milhões de vezes.
O Malboro Vermelho, para mim, sempre foi o amigo de todas as horas, e o alívio quando o caos extrapola os limites da emoção. Quando raramente consigo, ele ainda é aquele bom e velho amigo. Quando é o que resta, a única coisa que resta, do que se foi e jamais poderia ser substituído.
- Marcela Lobato
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