Poema Passei para Deixar um Beijo

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“A verdadeira beleza de um ambiente
não está no que ele mostra, mas no que ele faz sentir.”


— Daugliesi Giacomasi Souza

“Um carro clássico não envelhece.
Ele ganha histórias para contar.”


— Mário Augusto de Castro

O REFLEXO E A METAMORFOSE DA ILUSÃO




A busca por um parceiro ou companheiro é, fundamentalmente, a busca por um espelho. Não um espelho que reflete nossas imperfeições, mas um que ecoa nossos valores, sonhos e a essência de nossa alma. A ideia de que "os opostos se atraem" sugere uma completude por meio da carência, uma visão que rapidamente se mostra insustentável. As pessoas que realmente se conectam descobrem que a verdadeira força está na semelhança, na partilha de visões de mundo. Elas não buscam alguém para preencher um vazio, mas alguém para caminhar na mesma direção. É na igualdade de propósitos que a jornada se torna prazerosa e o destino, alcançável. Juntos, os iguais descobrem um novo horizonte, pois partem do mesmo ponto de entendimento e seguem rumo a um maravilhoso futuro construído em bases sólidas e compartilhadas.

“Não estou apaixonado; estou apenas assistindo a um sonho do qual não quero acordar.
E se for para morrer de desejo, que seja com uma trilha sonora de rock ao fundo…
porque a sanidade sempre foi superestimada. Crazy Train.”

VICTORIA DOCINHO

Victoria, meu docinho encantado.
Nos teus olhos vejo um céu estrelado;
em seu âmago, contemplo uma doce ternura em forma de flor.
Teu nome já canta um hino de amor.
Com sorriso que acende manhãs,
brilha mais que mil joias cristãs.
Teu jeitinho suave, puro e leal
é abraço que cura, é toque sem igual
que afasta minha essência do mal.
Victoria, meu raio de sol em doçura,
tua presença é linda, leve e segura.
Tens no riso a chave da alegria
e, no olhar, o brilho da poesia.
Docinho que a vida me concedeu com fervor,
encantando caminhos com seu calor.
Meu coração dança em doce harmonia
toda vez que ouço:
“Victoria, tenha um dia de plena alegria!”

O Limiar

Sinto tua falta como quem sente culpa,
não apenas dor.
Há um frio que não vem da ausência,
mas do que eu seria
se cruzasse a linha que me separa de ti.
Compreendi — tarde demais ou cedo demais —
que entre o querer e o tocar
existe um espaço que não me pertence.
O que me atrai não é a vida contigo,
é o risco, a queda,
a vertigem de um amor que cobra tudo.
Nada posso fazer.
Não por fraqueza,
mas porque há desejos que, ao serem atendidos,
destroem o que tocam.
Sou criatura do limiar:
preciso de permissão para entrar,
não na tua casa,
mas na região mais vulnerável da tua alma.
E sei que isso não seria amor.
Seria fome disfarçada de ternura.
Não me salvaria,
não te despertaria —
apenas nos perderia.
Eis o dilema humano:
amar e, ainda assim, escolher não tomar.
Ser condenado a observar,
não por falta de coragem,
mas por excesso de consciência.
Amaldiçoado não por amar demais,
mas por entender o preço do amor.

"O Inventário das Portas Mudas"


Sou um currículo escrito em tinta invisível,
lançado ao vento de uma cidade de ferro.
Minhas mãos, prontas para o ofício e o zelo,
hoje apenas seguram o vácuo de um desterro.
O calendário é um carrasco de folhas secas,
onde o "amanhã" se veste de "ontem" outra vez.
Bato em portais que não possuem ouvidos,
enquanto o estômago conta o que a sorte não fez.
A fé é uma vela esquecida na chuva,
noventa por cento de sombra e de pavio.
O espelho me olha com olhos de estranho:
um barco ancorado no leito de um rio vazio.
Não sou mais o nome, nem o sonho, nem o plano;
sou o cansaço que aprendeu a caminhar.
Uma jornada de passos que não saem do canto,
sob um céu que desaprendeu a me olhar.

A Geometria de um Enigma


Eles veem o fogo nos teus cabelos;
eu sinto a temperatura da tua alma.
Sob o pseudônimo de Ángel Morgana,
ergueste um castelo de névoa —
mas esqueceste que aprendi
a ler o invisível e medir o imensurável.
Acertei teus vinte e seis
porque o tempo, em ti, é relativo:
há a vibração ousada dos dezesseis
no brilho que desafia,
e a postura firme de quem negocia destinos
como uma mente que nasceu para liderar.
Tua presença carrega duas arquiteturas:
a elegância de quem domina a própria imagem
e a visão estratégica de quem constrói impérios invisíveis.
E ainda assim, falas de fé —
como quem já enxerga o topo antes da subida.
Acertei teus passos,
o número da tua base,
o compasso do teu silêncio —
pois quem observa os pés entende o caminho,
mas quem lê a alma reconhece o destino.
Tua expressão é meu teorema favorito:
um desdém doce com promessa de conquista.
Teu nome real? Guarda-o.
Nomes rotulam o comum —
e tu és ficção que decidiu prosperar.
Se a vida vibra em frequências,
a minha já encontrou a tua.
O mistério não me afasta —
me projeta.


John Rabello de Carvalho

Lamento de um Vampiro em Singelas Palavras


Guia-me na busca pelo meu próprio rastro sob o luar da madrugada,
pois sou mais solitário e desamparado
do que tua alma ousaria conceber.
Caminho onde até o vento parece guardar segredos antigos,
e cada sombra repousa
como a memória esquecida de um século.
Se teus olhos não podem desvendar-me na escuridão,
que meus gritos harmônicos rompam o silêncio
como sinos distantes chamando um destino adormecido.
Sou um cativo do sangue,
um refém da noite gélida,
um eterno amante daquilo que jamais poderei possuir.
Uma criatura moldada pelo breu
e pelo silêncio absoluto das eras,
onde até o tempo parece hesitar em seguir adiante.
Permita-me, então, trilhar o caminho escarlate de tuas veias;
consagra-te como minha Condessa,
minha única aliada no vasto vazio da existência.
Pois entre os homens aprendi um segredo curioso:
até monstros carregam saudades
e até a eternidade pode ferir o coração.
Vem, e deixa que nossas sombras se entrelacem
sob a lua pálida desta madrugada infinita,
como duas almas antigas que se reconhecem no abismo.
E se o destino for apenas um labirinto sem aurora,
que ao menos caminhemos juntos por seus corredores de silêncio,
noite após noite,
pela eternidade que nos consome.

​"Exatamente. Cada um enxerga o mundo através das lentes do próprio coração. Quem transborda bondade, vê luz no outro; quem carrega amargura, só consegue enxergar sombras. O julgamento alheio fala muito sobre quem julga e absolutamente nada sobre quem é julgado. Sigamos firmes em nossa essência, pois a única aprovação necessária para a verdadeira paz é a nossa própria."


John Rabello de Carvalho

#jrabellodecarvalho


@j.rabello.c_888oficial

Em um mundo de sombras e dor,
Sua luz clareia o meu caminhar.
Seu amor afasta todo o temor,
E o meu coração volta a sonhar.
Não há noite escura que resista,
Ao brilho que vem do Seu olhar.
Quem segue Teus passos conquista,
A paz que o mundo não pode dar.
Tua luz desfaz toda a ilusão,
Guia os pés no caminho do bem.
É farol para o meu coração,
E força que sempre me sustém.


Se a dúvida tenta me cercar,


Lembro-me bem do que prometeu


Quem te segue não vai tropeçar


pois caminha na Tua luz , ó Deus


editelima/2026

Um bom conselho


Um bom conselho pode ser remédio
E alívio para quem necessita,
Afastando a carência e o tédio,
Pois tudo muda para quem acredita.


O bom conselho baseia-se na realidade
Do outro que dele precisa
E é dado com empatia e bondade,
Carinho, respeito e afetividade.


O foco deve estar no outro,
E não nas próprias opiniões;
Vaidades ou experiências de outrem,
Devem ser respeitadas suas decisões.


Sobretudo, bons conselheiros
Não impõem regras a serem seguidas,
Aceitam sugestões bem verdadeiras
E condições que vêm na medida.


Raimundo Nonato Ferreira
Agosto/2026

⁠😔 Parece que o mundo todo apertou e você só quer desaparecer
um pouco pra não
sentir tudo de uma vez.

Ser sincera é um dom, não um defeito. Quem não gosta da sua verdade, não merece a sua presença. É como se você fosse um espelho claro: Alguns fogem do reflexo, outros se aproximam justamente porque precisam enxergar.


A sinceridade pode afastar os fracos, mas atrai os fortes, os que querem caminhar na mesma luz que você. 🌹

CONFIANÇA e FIDELIDADE


Confiar em alguém é sempre um risco, mas também é um ato de coragem. A confiança não é cega, ela se constrói nos pequenos gestos, na constância, na coerência entre o que a pessoa fala e o que ela faz.
Quando ela se perde… é como se um cristal tivesse se quebrado: até pode ser colado, mas nunca volta a ser o mesmo. Nessa hora, cada um decide em que “prateleira” da estante da vida, pode colocar essa pessoa:
Alguns escolhem a da distância.. Deixa ali, guardado, mas sem acesso ao coração;
outros deixam na prateleira da desconfiança.. Ainda perto, mas nunca mais com os mesmos privilégios;
e há quem simplesmente tira da estante, porque não quer o peso de olhar sempre para a ferida.




Sobre fidelidade… ninguém pode garantir. Tem gente que é fiel ao sentimento, mesmo quando o mundo inteiro chama do outro lado. Tem gente que se perde fácil, buscando onde há aplausos e quantidade, não qualidade.
No fundo, a pergunta que fica é: Essa pessoa escolhe você mesmo quando o caminho é estreito, ou só enquanto é fácil e cheio de gente?

A FEBRE
Quando o sol se despede,
uma chama se acende em mim,
não de calor do dia,
mas de um fogo que vem de dentro,
sutil, insistente,
que me envolve no escuro.
Durante o dia, rio e caminho,
o mundo me segura, me distrai,
mas a noite… ah, a noite
me consome como brasa viva,
sussurra meus medos,
faz dançar a febre que carrego.
Procuro a calma nos lençóis,
na respiração que estica e solta,
no silêncio que às vezes dói,
mas que me ensina a ouvir
a voz do meu próprio peito,
a poesia da minha febre,
que queima e revela
quem eu sou quando ninguém me vê.

Lucci e Fabi saíram um dia,
com café frio e pouca energia.
“Precisamos de sala, palco e plateia!”
“E que não caia a internet véia!”
No Discord acharam só gato e cachorro,
um bot bugado gritando socorro.
Criaram canal, mas na hora do teste,
foi só silêncio… ninguém aparece.
Na Twitch pensaram: “Agora vai!”
Mas o chat xingava: “Cadê o Wi-Fi?”
Um cara entrou só pra pedir pão,
outro jurou que viu alien na transmissão.
No YouTube enfim tentaram pousar,
mas esqueceram de apertar “publicar”.
Gravaram três horas de puro talento,
sem áudio, só vento e um barulhinho de vento.
E assim na aventura, com riso e tropeço,
Lucci e Fabi seguem o progresso.
Porque no fim, não importa o bug do sistema,
a graça tá sempre em rir do problema.😂😂

"Há Flores em tudo que eu Vejo"


Até na pedra fria mora um ensejo.
O olhar que planta é o que colhe cor,
quem semeia dentro, floresce ao redor.

Cada Olhar


Cada olhar é um livro aberto,
um segredo guardado, um caminho incerto.
É ponte invisível, recado no ar,
que fala sem voz, só sabe quem sabe escutar. Há olhares que queimam, faísca de fogo, outros acalmam, repouso, um afago no logo. Uns atravessam como flecha certeira, outros são brisa que dança à beira.
O olhar que desvia carrega mistério,
talvez seja medo, talvez seja sério.
E aquele que insiste, sem nunca fugir,
fala mais do que bocas ousam admitir.

“La Vereda” soa como um convite a andar fora da estrada principal.
A vereda é o caminho íntimo, o desvio onde o vento cochicha e as árvores sabem teu nome.
É o espaço entre o destino e o acaso, entre o sol que queima e a sombra que alivia.