Poema Passei para Deixar um Beijo

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Um sangramento arterial não tem charme; prefiro a graça de um sentimento persistente.


Amor- Bameyu

Como dói no meu coração escrever algo tão verdadeiro... Sua vida não vale nada.


Um curto espaço de tempo, em milhões qual o valor de um centavo?


Talvez em sociedade... União?

No Olhar do Sábio


No olhar profundo de um sábio, calmo e raro,
Não há respostas, nem um simples amparo.
Há um silêncio que é prece e é perguntas,
Onde o Eterno e o humano levantam suas pontas.


De um lado, o Homem, feito de terra e temor,
Com o peso na alma e um quieto fervor.
Do outro, o Infinito, a voz sem qualquer som,
Que desenha mundos no mais fundo dom.


É neste abismo, nesta fronteira estreita,
Que a alma se perde e, perdida, se aceita.
O sábio não fala, apenas contempla a trilha
Onde a alma e a razão, enfim, se encontram.


Não é um debate, nem um duro questionário,
É o suspiro da terra buscando o seu sólio.
É a mão que se abre, vazia e serena,
Aguardando a resposta que acalma ou que envenena.


No olhar do sábio, a dualidade cessa:
D'us e o Homem na mesma quietude acesa.
E quem o encara, por um instante breve,
Vê a ponte impossível que o silêncio tece.
Cristina Santana

Tenho muita resposta
à sua pergunta oca.

Mas pra sua cabeça de bosta
só te dou um peido-de-boca.

⁠O sapato amarelo

Eu planejei comprar um sapato amarelo amanhã,
mas hoje ganhei um vermelho.

Recebo o carinho de quem me deu o vermelho,
e não comprarei mais o amarelo,
pois agora já tenho um sapato novo.

Pra quê ter tantos pares se só tenho dois pés?

Meu boné me deixa bonito e combinaria muito com o sapato amarelo,
mas não com o vermelho.

Boné e sapato vermelho, nada a ver.

Visto o vermelho e mostro que respeito o carinho de quem me presenteou.
Mostro, mostro e me mostro.
Ponho na gaveta o boné,
abandono o sonho do sapato amarelo,
e assim deixo de lado o desejo de construir a mim mesmo.

Cetemque é palavra de vocabulário degradativo.


Meio que um pronome-verbo-impositivo.


Quando usado, só tem a 1ª pessoa:
eu, eu, eu.


Mas é um EU diferente.
Um tipo de acusativo mal conjugado.


Eu cetemqueio não existe.
Nós cetemqueamos é um coach triste
Seu cetemqueado, dá até pra xingar.


O infinitivo, sem sentido, seria cetemquear...
mas não há.


Em 2ª pessoa fica redundante.
É obvio que o cetemque é só pra tu.
É obvio que o cetemque é só pra você!



E em 3ª pessoa? Ele, ela...?
Ah, nesse caso a mudança seria toda radical:


Eletemque toma forma fofocal


e hiperboliza o lexical.

O mundo é um caos disfarçado de normalidade.
Todo dia fica mais difícil acreditar em algo bom ou minimamente verdadeiro. É política, guerra, inflação, violência, gente adoecendo principalmente por dentro. Emoções em colapso, empatia em extinção.
E isso deixa claro: estamos vivendo um padrão onde a compaixão virou exceção e sentir virou fraqueza. As pessoas estão mais frias, mais inconstantes, mais vazias.
Mas é exatamente aí que entra a escolha.
Não se entregar. Não se validar. Não se moldar.
Ser diferente hoje é um ato de resistência.
Ser inteiro, presente e consciente já é fazer barulho.
Que sejamos a parte que não endurece, que não se perde, que não vira mais um.
Talvez a mudança seja só 0,01%.
Mas é assim que o mundo começa a mudar.

Cada provação que enfrentamos e vencemos transforma-se em um degrau que eleva e molda nosso espírito, conduzindo-nos para mais perto do Coração de Deus.


Dilson Kutscher

Senhor, faz do meu coração um jardim consagrado. Planta em mim Tuas Promessas, rega-me com Teu Amor Eterno, e colhe, em cada gesto meu, os frutos da fé que Te honra. Que minha alma seja terra fértil para Tua Vontade, e que cada batida do meu coração seja louvor silencioso ao Teu Santo Nome. Habita em mim, Senhor, e transforma-me em altar vivo da Tua Presença.






Amém.

Sem espírito, o corpo é só um manequim de carne.
Sem consciência, só a fica a robotização do Ser.
E isso é lastimável para alguém que é centelha de Deus


(Na Luz dos Pretos Velhos)

Na escuridão que me devora, tua lembrança é chama indomável.
Cada suspiro meu é um grito que clama por ti, cada silêncio é um abismo onde só tua voz poderia me salvar.
O mundo se desfaz em cinzas quando não estás, mas dentro de mim arde a certeza de que teu toque é redenção.
És tormenta e refúgio, pecado e absolvição.
No desvario da carne, encontro tua essência como se fosse oração.
E quando o medo me prende, é teu nome que liberta, é teu olhar que me ergue, é teu amor que me reconstrói.
Que venha o fogo, que venha a noite: nada me consome mais do que a ausência de ti.
E ainda assim, mesmo no caos, és a promessa que me guia — a eternidade que se escreve em cada batida do meu coração.

Nunca fui de ler o mesmo livro duas vezes, fiz na esperança de um final diferente,
mas entendi que algumas histórias
não mudam o fim,
mudam quem a gente se torna ao fechar a última página.
E não estou falando de livros

Em teus olhos arde o fogo que me consome,
um incêndio sem trégua, sem perdão.
Sou prisioneiro das tuas garras invisíveis,
onde cada toque é sentença,
cada beijo é ferida que sangra prazer.
Teu corpo é templo profano,
altar de luxúria onde me prostro sem resistência.
Não há salvação, não há fuga,
apenas o abismo que se abre em tua presença.
E mesmo morto por dentro,
meu espírito rasteja até ti,
porque és veneno e remédio,
és pecado e redenção.
No cárcere do teu covil,
sou sombra e chama,
sou escravo e amante,
sou o eco da tua perversidade
que insiste em chamar de amor.

Felicidade

Felicidade é sentir seu coração pulsando, os olhos brilhando e um sorriso maroto nascer no seu rosto, quando realiza algo que objetivou;
Felicidade é dormir sabendo que seu sonhos se concretizam a cada passo que avança;
Felicidade é olhar você me percebendo, nos gestos, nas ações e nos sentimentos;
Felicidade é compartilha a vida com você e aos poucos ir percebendo que minha menina virou mulher…

O Eco da vida adulta

Em um mar de incertezas me encontro perdido,
Turbilhões de emoções me levam sem rumo definido.
Aos 25 anos, olho para trás com pesar e comovido,
Minha infância, misto de alegrias e momentos sofridos.

Não sei se estou onde desejava estar,
Onde achava que minha vida iria desaguar.
Ser criança era tão simples, tão fácil de encarar,
Hoje a vida adulta me faz duvidar e questionar.

Ansiedade, cobranças sociais a me sufocar,
Trabalho em excesso, contas para pagar.
Meu coração exausto por amores a naufragar,
Cobranças da família a me pressionar.

Vícios que me consomem, me fazem desviar do caminho,
Queria apenas viver em paz, sem tanto espinho.
Não ser uma bomba-relógio prestes a explodir sozinho,
Mas encontrar a calma em meio a tanto desalinho.

Vivemos ou apenas sobrevivemos neste mundo hostil?
Questionamentos que ecoam na mente febril.
Altos e baixos são parte do ciclo sutil,
E está tudo bem não ter todas as respostas num perfil.

A vida adulta traz consigo um fardo pesado a carregar,
Responsabilidades, pressões que nos fazem duvidar.
Mas em meio ao caos, é preciso respirar fundo e encarar,
Buscando viver verdadeiramente e não apenas sobreviver no mar.

⁠Turbilhão de Mudanças: Em Busca da Própria Luz

Em um piscar de olhos, tudo muda,
Após o ensino médio, a jornada se escuda.
Mais um na sociedade, em meio ao turbilhão,
Em busca de um lugar, nesse mar de solidão.

O rumo incerto, a incerteza no ar,
A pressão do sistema a nos sufocar.
Mas lembre-se sempre, amigo meu,
Em meio ao caos, tua luz reluz no breu.
Não sejas apenas mais um a vagar,
Em busca de sonhos que possam te amparar.
A força está em ti, no poder de acreditar,
Que tua vida importa, mesmo em meio ao pesar.

Siga adiante, com coragem e fé,
Pois em cada esquina há uma nova maré.
E mesmo na sociedade capitalista e voraz,
Teu brilho único há de encontrar sua paz.

Hoje, 20 de novembro,
um sopro antigo atravessa o tempo
e repousa suave sobre nossos ombros.
É a voz dos que vieram antes,
dos que caminharam descalços na terra quente,
dos que levantaram o rosto mesmo sob o açoite,
dos que sonharam liberdade
quando o mundo lhes negava o sol.

Hoje, estou em harmonia
e nada pode perturbar minha paz.
Porque carrego comigo a força
de cada ancestral que resistiu,
de cada mão que plantou futuro,
de cada corpo que, mesmo ferido,
dançou para não esquecer quem era.

No silêncio desta manhã,
sinto a pulsação dos que transformaram dor em trilha,
dos povos pretos e originários
que semearam coragem para que hoje
possamos respirar livres,
sem grilhões, sem sombras de chicote,
com a dignidade alinhada ao peito.

E nessa paz que me envolve,
eu celebro a memória e a vitória,
honro o passado que me sustenta
e caminho firme, sabendo que sou fruto
de uma história indestrutível.

Hoje, estou em harmonia,
e nada, nada mesmo,
pode perturbar minha paz.

É curioso observar como o Brasil parece sempre pronto para dar um passo à frente, mas tropeça exatamente no tapete onde alguns deputados federais insistem em deixar o nó. A gente acorda acreditando que agora vai, que finalmente o país vai engrenar, mas basta uma sessão na Câmara para descobrirmos que não, não vai ser hoje.

É quase uma coreografia. O país precisa avançar, o povo pede melhorias, os problemas se acumulam, e lá estão eles, os mesmos parlamentares que parecem viver em um universo paralelo onde o tempo não passa e a urgência não existe. O Brasil tenta evoluir, mas eles puxam o freio de mão com a serenidade de quem não sente nem o menor tranco.

E quando chega um projeto que poderia melhorar a vida das pessoas, adivinha? O desfile começa. Discursos longos, debates que circulam em círculos e uma incrível habilidade de transformar qualquer avanço em mais uma gaveta cheia. Depois ainda dizem que o país não vai pra frente por falta de esforço. Claro, porque esforço o brasileiro tem de sobra; falta só uma pequena colaboração de quem deveria trabalhar pelo país inteiro, não apenas por suas próprias bolhas de conforto.

Assim seguimos, pulando do século XX para o XXI com o mesmo grupo impedindo o salto final. O Brasil quer crescer, mas alguns deputados parecem preferir deixar tudo como está, porque mudar dá trabalho, e trabalho, pelo visto, é algo que eles terceirizaram para o resto do país há muito tempo.

A falta de comunicação machuca
Feridas invisíveis que o coração reproduz um ruído forte ou estrondoso, uma pancada.
Palavras não ditas, sentimentos guardados
Criam um abismo entre os apaixonados

A mente tece teias de suposições
E forma-se um emaranhado de ilusões
O silêncio alimenta a insegurança
E gera desconfiança, sem esperança

Por isso eu digo, com toda convicção
Que a chave para a verdadeira conexão
Está em falar, explicar, dialogar
Para que o amor possa sempre prosperar

Que as palavras sejam pontes, não barreiras
E que a comunicação seja a verdadeira parceira
Para que os corações possam compreender
Que é no diálogo que se encontra o bem-querer.

⁠As reflexões levam a um resultado bom ou ruim, dependendo dos valores morais que acalentas.

Não do que dizem...