Poema para uma Amiga que se Mudou

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⁠Trinta e dois minutos atrás,
Uma madame foi assaltada; um marginal,
Foi demitido de um emprego normal,
Por não ter concluído 2° grau.

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⁠Uns metros dali estouraram o cartel
De uma quadrilha internacional,
Esquema armado, escutas, grampos,
Traçado por uma equipe federal.

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⁠Freqüentador assíduo,
Adentrou no boteco,
Pediu um téco na medida total,

Uma pinga com cinzano
Que desceu raspano
Que nem água com sal.

Inserida por michelfm

⁠As 24 horas vividas de um Verme

00h00 – Nascimento para uma existência imperceptível

01h00 – Descoberta dos primeiros sentidos (dolorosos)

02h00 – Engatinha emitindo sons pouco compreensíveis

03h00 – Inicia-se o adestramento de insignificância

04h00 – Aprende a armazenar desapontamentos

05h00 – Forçosamente é inserido à colônia parasítica

06h00 – Sofre os maus tratos que traçarão sua deformidade

07h00 – Perde qualquer doçura que jamais teve

08h00 – Segue-se o adestramento de insignificância (nível intermediário)

09h00 – Realiza cursos complementares de sadomasoquismo e submissão

10h00 – Conhece a larva que viverá ao seu lado pelos segundos que lhe restam

11h00 – Conclui o adestramento de insignificância (nível superior)

12h00 – Horário reservado para a única refeição que fará

13h00 – Forçosamente é inserido à colônia parasítica profissional

14h00 – Procria com o desígnio de dar continuidade ao sistema vigente

15h00 – Festa das quinze horas vividas de um verme (se for abastado)

16h00 – Desenvolve-se em sua abreviada e meteórica carreira parasítica

17h00 – Destrói a abreviada existência imperceptível de outros vermes (ônus)

18h00 – Recebe o retorno frutífero por 240 minutos de dedicação (bônus)

19h00 – Forçosamente é extraído da colônia parasítica profissional

20h00 – Reflete sobre os danos, prejuízos, lesões, estragos e avarias sofridas

21h00 – Aprende artesanato (devaneio que deslumbrava na fase juvenil)

22h00 – Adoece sem amparo do estado maior ou seguro previdenciário

23h00 – Morre desejando nunca ter existido

24h00 – Obtém sua Redenção (ato ou efeito de se redimir)

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⁠A esta altura estava atrasada,
Asami ficou sem carona,
O ônibus passou na estrada,
Teria ela uma maratona.

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⁠Uma milha a pé caminhou,
Pelo bosque sacro andou,
Uma árvore de Ipê avistou,
Cruzando a praça e a venda.

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⁠Enquanto isso, no extremo
Oposto do planeta,
Magnatas despertaram
Obstinados a uma ordem.

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⁠Considerações Iniciais de uma Realidade Ficcional

Cíclicos são calendários,
Periódicos são aniversários,
Meu bom-humor é sazonal,
Reservado a feriados.

Apetitosos são cardápios,
Fotografia também é sensual,
Explicativos são manuais,
Realidade Ficcional.

Direções apontam atlas,
Jornalismo faz notícia,
Gráficos indicam dados,
Polícia faz perícia.

Política faz corruptos,
Ou corruptos fazem política ?
Entretenimento: droga lícita,
O Ópio do povo é a Retórica.

Considerações iniciais de uma realidade ficcional.

Cana produz destilados,
Álcool produz hematomas
Nas esposas dos manguaçados.

Pros pequeninos obrigações,
Pros responsáveis
Isenção dos resultados.

Façamos um brinde à nossa
Percepção e Juízo adulterados.

Considerações gerais,
Concordando com o que se pensa.
Simulações ficcionais, realidade intensa.

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⁠Ignorada na garagem uma pilha de notícias
Importantíssimas, (in) formando as traças,
Sendo afinal consumidas.

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⁠Uma garrafa de água, seca, alguém tem sede,
Mas o plástico do recipiente será reciclado,
Se ninguém jogá-lo no bueiro mais próximo,
Causando a próxima e (in) evitável inundação.

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⁠Uma bomba relógio
Dentro de um petroleiro,
Com prazo vencido
E contagem agressiva esgotada.

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⁠Onde está a cura ?
Pro abatimento e pro murmúrio.
Influencia ou perdura ?
Uma Tempestade em Mercúrio.

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⁠Surge migrando como uma gaivota,
O Enraizado patriota, peregrino.
Gigantesco, porte-médio, pequenino,
Estrangeiro perto de ser recebido,
Fatalmente banido, bandido.

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⁠Aqueles que pensam em pisar,
Tem os que pisando pisoteiam.
Entre uma pisada e outra,
Tu leva um pisão.

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⁠Mas nem tudo tá perdido,
Nesse mundo de heresias,
Vô acendê uma fogueira
E juntar a bruxaiada,
Vamo fazê um churrasco
E dá uma proseada.

Inserida por michelfm

⁠Efêmeras alegações que desembocam
Em uma sentença,
A propósito a proposta é propensa.

Inserida por michelfm

⁠Aquele antigo pesadelo,
Retornou pra atormentar,
Em uma prisão de gelo,
Quer te encarcerar.

Inserida por michelfm

⁠Introduzindo uma mensagem
Extrovertemos as vantagens de opinar,
Intuitivos opinem e assimilem,
Reencontramos nosso réquiem.

Inserida por michelfm

⁠Sinto-me fraco,
Síndrome da falta,
Porto um vácuo,
Uma pausa na pauta.

Inserida por michelfm

⁠Síntese Nossa em Minha Sinopse

Sinto-me fraco,
Síndrome da falta,
Porto um vácuo,
Uma pausa na pauta.

Estagnado em minha lauda,
A cobertura sem a cauda.

Ouso escutar a cantoria,
Ouço executar a sinfonia,
Simpática força que culmina.

Sinto-me Senhor
Da minha própria sorte,
Síntese nossa em minha Sinopse.

Sou sua serifa,
Tu és minha haste,
Me mantém proporcional,
Irracional em minha arte.

Não escrevo mais
O que vem da inspiração,
Pira-me a tua tenaz convicção.

O diário está mudo,
Nada mais me diz,
Fui criado graúdo
E a grafia não condiz.

Mas antes de ontem
Se antecipou,
Hoje é a conseqüência
Do que passou

E também somou
E tão bem semeou.

Sinto-me Senhor
Da minha própria sorte,
Síntese nossa em minha Sinopse.

Sente-se agora,
Sinta-se com vontade,
Sossegue e levante sem alarde,
Ainda não é tarde
Para aliar, para obter, para habitar.

Sinto-me Senhor
Da minha própria sorte,
Síntese nossa em minha Sinopse.

Inserida por michelfm