Poema para uma Amiga que se Mudou
A Vida é uma Colheita
A vida é um campo onde cada escolha, cada ação e cada palavra são sementes lançadas à terra. O tempo passa, as estações mudam, e inevitavelmente colhemos aquilo que plantamos. Não há atalhos, nem jeitinhos: o que se semeia com verdade e esforço, retorna em frutos saudáveis; o que se planta com descaso ou má intenção, vem em forma de espinhos.
Por isso, é essencial cultivar o bem, regar os sonhos com dedicação e podar as más influências. Nem sempre a colheita será imediata, mas pode ter certeza: ela virá. E quando vier, que seja de paz, reconhecimento e prosperidade. Afinal, quem caminha com consciência tranquila e mantém sua essência jamais se arrepende do que plantou.
Enquanto houver uma criança para ouvir e uma mulher com a capacidade de gerar um descendente, eles não vão parar. Matarão até o último em nome de Deus.
Chamem do que quiser — fé, justiça, redenção — mas ainda não há um nome para tudo isso que está acontecendo. Porque Deus não pediu sangue, nem ofereceu glória à destruição. Mas eles seguem, cegos pela própria fúria, condenando gerações inteiras à mesma dor.
E enquanto novos inocentes nascerem, a engrenagem continuará girando. Até quando? Até que o último suspiro seja dado, até que o silêncio seja a única resposta.
Páscoa: o Amor que Ressuscita
Mais uma aurora se ergue com canto de esperança,
e em cada coração floresce o milagre da vida.
Cristo ressuscitou!
E com Ele renascem o amor, a paz e a promessa da eternidade.
Alegria, alegria!
O céu se abre em festa, os anjos cantam louvores,
e a terra se enche de luz.
Viva Jesus, viva o Amor!
O Amor que se fez sacrifício,
que venceu a dor, atravessou a cruz,
e voltou ao mundo como luz que não se apaga.
Nesta Páscoa, que cada gesto seja semente,
cada abraço, renascimento,
e cada olhar, reflexo da presença de Deus.
Feliz Páscoa,
onde o amor é verbo,
e Jesus, eternamente, é vida.
A Estrada da Vida
A vida é uma estrada sem fim.
Quando uma termina,
outra começa —
como um rio que se desfaz no mar
e renasce em nuvem lá no céu.
Nascemos.
Crescemos.
Vivemos.
Aprendemos.
Caímos.
Nos levantamos.
Seguimos.
O sol nos guia em dias claros,
a esperança brilha no retrovisor.
À noite, as estrelas são faróis silenciosos,
sussurrando que não estamos sós.
Há momentos de retas longas,
tranquilas, quase monótonas.
Mas também há curvas fechadas,
acidentes de percurso, desvios.
Há paradas inesperadas,
há trechos em obras dentro de nós.
Às vezes a estrada tem mão dupla —
e encontramos quem vem ao nosso encontro.
Outras vezes, é sentido único,
e só nos resta continuar.
Existem atalhos que seduzem,
mas nem sempre levam ao que buscamos.
Há buracos.
Há placas confusas.
Há dias de neblina
em que não se enxerga o próximo passo.
Mas seguimos.
Porque dentro de nós mora um motor —
feito de sonhos,
de saudade,
de fé e de coragem.
A estrada passa por vales e montanhas,
por desertos e florestas.
Cruza pontes invisíveis
entre o que somos e o que seremos.
E quando pensamos que acabou,
que não há mais chão,
um novo caminho se abre,
como quem diz:
“Continue. Ainda não é o fim.”
E então compreendemos:
não é o destino que importa,
mas o que vivemos no caminho —
os encontros, os olhares, os aprendizados,
os abraços à beira da estrada,
os silêncios que também ensinam.
No fim, a estrada da vida
nos leva a um só lugar:
à própria viagem.
🎙️ Voz que vem da alma – uma poesia de vida
Rodei o mundo.
Conheci culturas,
gentes, jeitos,
e descobri — na marra —
o que é a verdadeira riqueza.
Estive com poderosos.
Sentei à mesa com ricos e milionários.
E, observando bem, aprendi:
É fácil reconhecer um pobre,
um rico, um milionário…
E o novo rico —
a pior espécie que existe na face da Terra.
Vi pobre com dinheiro,
e rico com alma de barro.
Vi gente que tem milhões,
mas vive como miserável —
vazio, arrogante, perdido de si mesmo.
Também vi o contrário:
pobres milionários…
que não tinham um tostão,
mas carregavam dentro de si
um tesouro que o dinheiro jamais compra.
Hoje o mundo vive sem noção.
Vivemos uma explosão
de revelações de caráter.
As máscaras caem.
As aparências apodrecem.
E o que se escondia no fundo da alma
vem à tona —
como um vômito de vaidade, mentira e ego inflado.
O coração denuncia.
A fala revela.
E a gente descobre quem é quem.
Dói.
Assusta.
Mas liberta.
É triste ver tanta maldade com perfume caro,
tanta crueldade com cara de sucesso.
E os pobres de espírito…
que ganharam uma herança,
compraram uma traineira
e se acham donos do oceano.
Colocam uma lata de sardinha na água
e já se sentem bilionários.
É ridículo.
É patético.
É um teatro mal ensaiado.
Ainda bem…
que essa parte do mundo é pequena.
É barulhenta, mas pequena.
Porque o bem —
ah, o bem! —
vence sempre.
Mesmo que canse.
Mesmo que irrite.
Mesmo que pareça demorar.
O bem não grita.
Mas permanece.
Resiste.
E no fim…
vence.
— Nereu Alves
Reconhecer uma perda, quase nunca te fará feliz, mas é preciso fazê-lo em algum momento.
Deixar ir é libertar-se da dor vindoura, é abreviar o inevitável, é proteger o coração e o espírito.
E sempre haverá outro dia e outra forma de recuperar o senso de dignidade que sentimos se esvair como fumaça diante de nossos olhos.
Ainda poderemos nos recuperar da dor, ainda poderemos voltar a sorrir.
Mesmo com a alma partida em pedaços, é possível transitar pelo mundo dos nossos sonhos e se encantar com a doçura dos nossos sentimentos.
E ainda que tentem arrancá-la de nós pedaço por pedaço, não poderão usurpar a semente da vida arraigada de dentro do coração, regada pela força do nosso ser e pelo amor que teima em queimar dentro de nós.
Reconhecer uma perda é definitivamente sofrer, mas também é renascer.
Amor não é uma capa que só vestimos quando queremos uma proteção nos dias de chuva.
Amor é como o sol que permeia nosso corpo, aquecendo nosso coração e iluminando a nossa alma.
Ainda assim, há quem busque a capa de chuva mesmo em dias de sol.
Cada um de nós é uma obra de arte criada por Deus.
Somos tão iguais e tão diferentes ao mesmo tempo.
Vivemos experiências muito parecidas, mas com detalhes muito diferentes.
Somos sonhos, realidades, conflitos e ressentimentos.
Somos ilusão, fantasia, remorso e arrependimentos.
Somos a corda bamba da vida e a rede de proteção que não nos deixa cair.
Somos o espírito de luta e alma desnuda diante dos nossos temores.
Somos impávidos, poderosos, frágeis e aflitos.
Somos seres resilientes, sobreviventes, desobedientes.
Somos o ódio, o terror, a paixão e o amor.
Somos muito mais do que desejamos e muito mais do que amamos.
Somos apenas seres humanos.
É uma luta constante, uma linha tênue, mas não me importo se ficar sozinho por excesso de sinceridade.
Cada um escolhe como quer encarar a sua verdade.
Não vivo de ilusões, não vivo de fantasias e aparências.
Eu vivo a realidade, os fatos e os cenários onde tenho de lidar com todo tipo de gente.
Eu escolho quem quero próximo e quem não me adiciona nada, pode continuar vagando por aí, tentando elucidar quem sou eu.
Pra esse tipo de gente só posso dizer : Você não está convidado a participar ativamente da minha história.
Tentem em outra vida.
Aos que estão dentro da minha área de aproximação e no meu "radar", parabéns. Vocês conseguiram.
Sua sinceridade me cativou e creio que a recíproca foi verdadeira ou não estariam onde estão.
Uma pessoa é provada quando tem oportunidade de escolher praticar o bem ou o mal. O certo ou o errado.
Mas o caráter só pode ser definido quando conduzido pelo tempo. Afinal, erros ocasionais todos cometem e o recorte de uma situação pode significar apenas uma escolha errada.
O longo tempo percorrido na mesma situação mostra o caráter!
Narrativas de Um Pensamento Silencioso
Às vezes me imagino narrando minha vida, como uma história dramática ou inspiradora o suficiente para se tornar um filme após minha morte, e servir de inspiração para outros grandes futuros pensadores que pisarão em nosso esplêndido planeta e, assim como eu, escrever algo após reflexões de um filme.
Hoje vi "Tartarugas Até Lá em Baixo", um filme que eu não tive entusiasmo em ver, mas terminei mais surpreendida do que poderia imaginar.
"Talvez seja uma infinidade de tartarugas, são tartarugas até lá embaixo."
A nossa mente nos sabota o tempo todo. Podemos fingir ser confiantes, porém, mesmo que inconscientemente, desacreditamos de nós mesmos. Mas não pensamos que talvez nossa mente faça isso por já termos ciência de que somos capazes — somente não enxergamos isso. Sempre haverá algo para abrir nossos olhos e olhar para a vida como o mar de oportunidades que ela realmente é.
A realidade é que grande parte das coisas ruins que enxergamos no mundo é porque queremos, mesmo não querendo.
Mas acredite se quiser: o que abre nossos olhos é o amor.
Quando presenciamos o amor, sabemos que o "tudo" não é tão ruim assim.
Mas cabe a nós — e somente a nós mesmos — decidir o que realmente habita.
Você pode olhar para o amor e vê-lo como um turista em meio ao mar de maldades, e pensar que já já ele irá embora.
Ou olhar para os pontos negativos e ver que eles são passageiros, e o amor permeia.
A vida só é ruim quando você quer que ela seja ruim.
Como Quadro que Eu Não Posso Tocar
Sabe quando você vai a uma galeria de arte e vê um quadro tão lindo que você é obrigado a levar para casa, só para poder admirá-lo toda hora?
Observar cada detalhe, tocá-lo, senti-lo, deixar que toda sua energia exale sobre o ambiente em que você está.
Você é como uma dessas obras de arte.
Não me dói ficar longe de você,
mas é tão ruim não poder olhar para você,
te observar,
imaginar como seria te ter.
Não me dói ficar longe de você,
mas me causa ansiedade.
Eu conto, literalmente, os minutos para finalmente te ver.
O peso do amor não entregue
Era uma vez...
Uma vez, em um ano qualquer, nasceu uma menina cujo sonho era físico e distante — e o sonho do seu coração, quase impossível.
Seu coração desejava, quase que desesperadamente, ser amado por alguém de verdade, pois aquele coração tinha muito amor para dar, e ele não aguentava o peso de tanto sentimento.
Ele só queria distribuir.
Mas o cérebro da menina não permitia.
Precisava ser a pessoa certa — ou, pelo menos, alguém que não fosse superficial, como o tempo em que ela vivia.
E, pelo menos até hoje, ela não teve um "felizes para sempre". Ainda não.
E, sinceramente, não sei se terá.
Talvez, um "feliz para sempre"... sozinha.
Você protagonizou uma temporada da minha vida.
Equalize.
Se esconda.
Suma.
Deixe-me prevalecer, evoluir.
Esse golpe… eu não usei forças para te atingir.
Você fez, por mim, ele doer muito mais do que deveria em você.
Eu me importo.
Mas eu não ligo.
“O meu lugar no pódio é um tédio.” — Froid
O glorioso sol brilha com uma intensidade que estará longe de se apagar, pois quanto mais alto se eleva sua grandeza maior minha inspiração em meus versos.
Meu sangue pulsa no meu interior sem recato ao seu querer, porem com justo nível de sentimento no coração.
Enquanto o sol lume o céu você reluz meus olhos com uma beleza extraordinária transmitida pelo seu corpo escultural.
Domina meus sentidos e controla minha fala e tenho apenas uma coisa a lhe falar... eu te amo.
Penso em você em um dia ensolarado e uma noite medonho que me faz querer-te mais.
Na noite fria e insípida vinda de um dia ensolarado e cansativo tento te achar na minha cama insensível e tediosa.
Pois sem você se faz infinito o vazio que me atormenta, porem não perco as esperanças de te-la em meus braços e aquecer minha cama.
O som de uma musica romântica me traz as lembranças de momentos carinhosos que retratou nossa historia, sem que nem nos conhecêssemos.
As lagrimas que me restaram são convulsivas que me fazem companhia.
Por alguns instantes imaginei que a felicidade tinha me aceitado mais a felicidade se foi e ficou a frustração que se transformou em solidão.
Como dói ser amante de um sentimento, homem com receio de nunca ser amado.
O amor repulsivo anda lado a lado com o ódio que tenta estabelecer a vontade de desfalecer.
Como uma criança admira um brinquedo que lhe chama atenção admiro você em segredos.
Sei que eu deveria me declarar mais prefiro agir com a consciência mesmo sofrendo na sua ausência.
Sinto meu coração aprisionado por um sentimento que me domina por inteiro.
O destino acabará sendo irônico em nos aproximarmos e nos separarmos em caminhos diferentes.
Mais arriscaria tal façanha por que te amo em segredos.
Em uma tela fria onde as pessoas podem ser quem quiserem duas almas se encantam e em umas trocas de palavras digitadas sentem desejos e vontades.
Despertam sentimentos vorazes e decidem quebrar limites e transformam-se em amantes virtuais.
Com palavras digitadas mais singelas fazem promessas de amor eterno e com a inspiração virtual sonham em um encontro feliz longe da frustração.
O tempo se encarrega sempre do nosso destino e o tempo invadiu o mundo virtual trazendo-lhes sonhos e realidades, porem a realidade vem acompanhado com a frustração mais vem junto com a experiência.
A riqueza de uma vida é a estrutura do meu amor que com as certezas segue a direção de um doce caminho.
Em um fluxo da paixão que permite olhares impactantes e sinceros que por fim se fez justo.
Esperando a transformação da solidão em um coração transbordante.
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